A Prefeitura de Pindamonhangaba abriu uma licitação para contratar um projeto de cidade inteligente com base anual estimada em R$ 33.652.700 e contrato previsto para 60 meses, totalizando R$ 168.263.500. A Concorrência Pública Eletrônica prevê rede de comunicação entre prédios públicos, pontos de monitoramento, controladores semafóricos e pontos de internet sem fio, além de tecnologias como Wi-Fi 6, Wi-Fi 7, 5G/LTE/4G, satélite, SD-WAN e sistemas de proteção de rede. A sessão está marcada para 19 de outubro de 2026, às 8h. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A Prefeitura determina que cada licitante apresente uma garantia de proposta equivalente a 1% do valor estimado para 12 meses — essa garantia foi fixada em R$ 336.527.
Como esse valor representa 1% da estimativa anual, a base financeira adotada pela administração para 12 meses corresponde a pouco mais de R$ 33 milhões, o que coloca a dimensão financeira da concorrência entre os principais pontos do edital.
Licitação será decidida pelo menor preço global
A concorrência será totalmente eletrônica. As empresas podem apresentar propostas até as 7h59 do dia 19 de outubro, com a sessão pública começando às 8h do mesmo dia. O modo de disputa será aberto e fechado.
Na primeira etapa, as empresas apresentam lances públicos e sucessivos. Depois, o sistema abre a fase final nas condições definidas pelo edital, e o critério de julgamento é o menor preço global.
A licitação atende a uma solicitação da Secretaria Municipal de Tecnologia, Inovação e Projetos.
Projeto conecta prédios públicos, câmeras e semáforos
O objeto do edital é definido como uma solução de cidade inteligente no modelo SCAAS (Smart City as a Service). A empresa vencedora vai ficar responsável por uma estrutura que conecta diferentes unidades e equipamentos municipais.
O edital cita:
- prédios da Prefeitura
- logradouros públicos
- pontos de imagens de monitoramento
- controladores semafóricos
- pontos wireless
- rede metropolitana de comunicação de dados
A infraestrutura deve usar tecnologias MetroEthernet, Wi-Fi 6, Wi-Fi 7, satélite e redes móveis 5G, LTE e 4G. O projeto também prevê SD-WAN, tecnologia para administração de redes distribuídas, e NGFW (firewall de próxima geração).
Na prática, a contratação pretende criar uma estrutura central para conexão, telecomunicações, imagens e segurança digital de diferentes serviços municipais.
Edital cita 369 pontos de imagens de monitoramento
A dimensão técnica também aparece nos quantitativos usados pelo edital como referência para a qualificação das empresas:
| Estrutura | Quantidade de referência |
|---|---|
| Links para conectividade | 274 |
| Acessos de telefonia fixa | 1.331 |
| Videowall em painel de LED | 12 m² |
| Pontos de imagens de monitoramento | 369 |
Essas quantidades também servem como parâmetro para comprovação da experiência das empresas interessadas. No videomonitoramento, por exemplo, a licitante deve demonstrar capacidade técnica compatível com pelo menos 184 pontos de imagens. Para conectividade, a comprovação prevista alcança 136 links.
Inteligência artificial aparece entre as exigências do projeto
O edital também exige experiência técnica com plataformas de análise e inteligência artificial aplicadas ao videomonitoramento, incluindo reconhecimento facial e leitura automática de placas de veículos (LPR).
A futura contratada precisa ter profissional com qualificação nessa área — uma das formas aceitas de comprovação é experiência em projeto com pelo menos 184 analíticos de inteligência artificial ativos. O documento também exige profissionais especializados em videomonitoramento, redes e segurança digital e redes Wi-Fi corporativas.
Reconhecimento facial terá regras de proteção de dados
A contratação prevê regras específicas para tecnologias que tratam dados pessoais e biométricos — o reconhecimento facial deve ter finalidade ligada à segurança pública.
Também há exigências relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados: a estrutura precisa prever proteção das informações, controle de acesso e procedimentos para os dados armazenados pela solução.
O tema ganha importância diante da quantidade de câmeras e sistemas digitais que podem fazer parte da rede. Pindamonhangaba já tem uma estrutura de monitoramento acompanhada pelo Vale 360 News — em 2024, o portal mostrou a expansão do CSI e da chamada Muralha Digital na cidade.
Consórcios de até cinco empresas poderão disputar o contrato
O edital permite participação de empresas em consórcio, com até cinco companhias por grupo — a empresa líder tem poderes para representar as demais durante a concorrência.
Na qualificação técnica, o edital permite a soma de determinados quantitativos apresentados pelas integrantes, e na qualificação econômico-financeira também há regras próprias para o somatório de valores.
Essa previsão amplia a possibilidade de participação de grupos empresariais com especialidades diferentes, algo compatível com um projeto que reúne telecomunicações, redes, segurança digital, imagens e inteligência artificial.
Projeto amplia estratégia tecnológica de Pindamonhangaba
A nova concorrência aparece num cenário em que o município já ampliou o uso de ferramentas digitais na administração e na segurança. O Vale 360 News mostrou em março o lançamento do Pinda Conectada, aplicativo que reúne serviços públicos no celular.
Na área de segurança, câmeras do município já ajudaram equipes em ocorrências. Em janeiro, o Vale 360 News publicou que o CSI identificou, por câmeras, uma ocorrência de furto de cabos no Bonsucesso e ajudou no acionamento da GCM.
O novo edital não se limita à segurança — a contratação reúne infraestrutura para serviços administrativos, telefonia, internet, comunicação entre prédios públicos, equipamentos urbanos e videomonitoramento.


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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.




