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Polícia Civil identifica agressores de Miss Drag Queem São José dos Campos

Polícia Civil identifica agressores de Miss Drag Queem São José dos Campos. As investigações acontecem pelo DEIC (Departamento Especializado de Investigações Criminais) e a identificação dos agressores só foi possível graças às câmeras de segurança do CSI (Centro de Segurança e Inteligência) da Prefeitura. Na sexta-feira (14/04), Wanderlan Lucas Barbarossa, de 31 anos, mais conhecido como Makra Beetch foi brutalmente agredido na Rua Vilaça, região central da cidade.

As imagens foram disponibilizadas imediatamente à Polícia, tendo o Prefeito, Anderson Farias, se manifestado pelas redes sociais: “Tomei ciência do caso ocorrido na madrugada da última sexta-feira, com Wanderlan Lucas. Os criminosos já foram identificados pelas câmeras inteligentes do CSI e às imagens encaminhadas à Polícia Civil. Não toleraremos nenhum tipo de violência na nossa cidade”, ressaltou Farias. Ao menos três pessoas teriam participado das agressões.

Ainda na sexta, na delegacia o caso foi registrado apenas como roubo, mesmo a vítima tendo ficado com o rosto deformado. Nesta segunda-feira (17/04), acompanhado da advogada e Presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Gêneros da OAB, São José dos Campos, Carla Silvério Barbosa, Wanderlan esteve na delegacia, onde o boletim de ocorrência foi alterado e o crime registrado foi o de homofobia, que se enquadra na lei de racismo.

“O caso do Lucas finalmente fez com que os crimes de homofobia fossem registrados corretamente pela polícia civil de São José dos Campos. É a primeira vez que uma pessoa LGBT aqui na cidade consegue registrar crime com fundamento na lei de racismo. Essa atrocidade é divisor de águas e isso nos consola. Daqui para frente sabemos que em São José, finalmente, a polícia civil entendeu que homofobia é crime”, ressaltou.

Nesta segunda-feira (17), Makra Beetch passou por exames de corpo deleito e foi ouvida na delegacia. Ela vai passar por cirurgia, uma vez que teve o maxilar comprometido. Horas depois do ocorrido, Makra lamentou o ocorrido e ponderou que é preciso haver conscientização das pessoas em relação às questões sociais. “É muito triste ver isso acontecer, porque hoje foi comigo, mas amanhã pode ser com qualquer um. Por isso devemos conscientizar as pessoas sobre essas questões sociais, é importante que não ocorra mais isso com nossos cidadãos, sejam eles LGBT ou não”, finalizou.

 

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