Rajadas de vento de até 109 km/h atingem o Vale do Paraíba e Litoral Norte e derrubam árvores e destelha casas na região

Rajadas de vento de até 109 km/h atingem o Vale do Paraíba e Litoral Norte e derrubam árvores e destelha casas na região. Os ventos associados a um ciclone extratropical que se formou na costa sul do Brasil provocaram transtornos em diversas cidades. Em São José dos Campos, a Defesa Civil registrou rajadas de 109 km/h, a mais forte do estado neste evento, acima de Ourinhos (93 km/h) e da capital (80 km/h). CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

O que aconteceu e por que ventou tanto

Na noite da sexta-feira, a Defesa Civil estadual emitiu um alerta de tempo severo para moradores das 39 cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba.

Durante a madrugada veio a chuva acompanhada de ventos fortes. Havia previsão que os ventos poderiam chegar a 115 km/h na região. O sistema atuou entre a noite de sexta (07) e a manhã deste sábado (08/11).

Segundo análises meteorológicas, o centro do ciclone se organizou sobre o Sul e avançou para o oceano, deslocando-se ao longo da costa em direção a São Paulo e Rio de Janeiro. A circulação do sistema intensificou o gradiente de pressão, gerando rajadas de vento fortes a muito fortes no Vale do Paraíba, Litoral Norte e áreas vizinhas.

A Defesa Civil estadual já previa tempestades severas, com granizo isolado, raios frequentes e rajadas intensas, destacando risco de destelhamentos e queda de árvores — cenário que se confirmou em vários municípios.

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Ocorrências confirmadas pela Defesa Civil (08/11)

  • TaubatéÁrvore sobre casa na Travessa Maria Aparecida Salles Nobre (Jd. Maria Augusta). Sem vítimas.

  • São José dos CamposDuas quedas de árvores: estrada do Cajuru (zona leste) e zona norte.

  • Santa BrancaDez quedas de árvores e 20 casas destelhadas.

  • São Luiz do ParaitingaQueda de árvore na Rod. Oswaldo Cruz (SP-125), km 17,6, sentido Taubaté; acostamento interditado, sem congestionamento, segundo o DER (Departamento de Estradas de Rodagem).

  • São SebastiãoQuedas de árvores (quatro na Costa Sul, uma no Centro e uma na Costa Norte) e falta de energia em pontos da cidade; equipes em vistoria; sem feridos ou desabrigados.

Rodovias e trânsito

  • SP-125 (Oswaldo Cruz) — Houve queda de árvore no km 17,6 (sentido Taubaté). Acostamento segue interditado, com tráfego fluindo sem congestionamento segundo o DER; a autarquia também informou ausência de interdições totais em trechos sob sua gestão no momento do último boletim. Dirija com atenção redobrada na serra.

Recomendações oficiais de segurança

  • Não se abrigue debaixo de árvores durante rajadas; evite estacionar próximo a placas e postes.

  • Mantenha distância de cabos rompidos e acione a concessionária.

  • Recolha objetos soltos de varandas/quintais; desligue aparelhos em caso de tempestade com raios.

  • Em emergência, ligue 193 (Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).

rajadas
Foto: Prefeitura de São Sebastião

Perguntas Frequentes

1) O que é um ciclone extratropical?

É um sistema de baixa pressão típico de latitudes médias. No Brasil, quando se forma e/ou atua próximo à costa sul e avança pelo oceano, pode provocar ventania e tempestades no Sul e Sudeste, como ocorreu entre 7 e 9 de novembro de 2025.

2) Rajadas de 100 km/h são comuns no Vale?

Não são rotina. Eventos com rajadas ≥ 70 km/h já provocam destelhamentos e quedas de árvores; acima de 100 km/h, os danos tendem a se generalizar em áreas expostas.

3) Posso usar a Oswaldo Cruz normalmente?

acostamento interditado no km 17,6 (sentido Taubaté) por queda de árvore. O tráfego está fluindo sem congestionamento segundo o DER; redobre a atenção e acompanhe canais oficiais.

4) E a situação em São Sebastião?

A prefeitura informa quedas de árvores em diferentes regiões (Costa Sul, Centro e Costa Norte) e pontos com falta de energia; sem feridos ou desabrigados e equipes em vistoria.

5) O que fazer se minha casa destelhar?

Procure um local seguro e abrigo coberto; isole áreas com risco de choque elétrico, documente os danos (fotos/vídeo) e acione 199/193. Após a passagem do vento, comunique a Defesa Civil e, se aplicável, a seguradora.

6) Quando o vento perde força?

A tendência é de redução gradual à medida que o ciclone se afasta para alto-mar entre domingo (9) e segunda, mas pancadas e rajadas ainda podem ocorrer. Acompanhe alertas INMET/Defesa Civil.

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