Vestígios de sangue no carro da patroa de Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, foram localizados nesta sexta-feira (17/07), em Ubatuba, após cães farejadores da Polícia Militar indicarem pontos na caminhonete de Eliane Alves dos Santos, de 46 anos. O teste com luminol revelou maior concentração do material no banco do carona e acrescentou uma nova prova ao inquérito sobre o desaparecimento da cozinheira. Os laudos ainda precisam definir a origem do sangue e eventual vínculo com Berenice. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Dois laudos relacionados à análise da caminhonete permanecem sem conclusão. Um deles reúne o trabalho dos cães farejadores, que apontaram a presença de sangue no veículo. Após o alerta, peritos aplicaram luminol e localizaram vestígios que não apareciam a olho nu.
O resultado preliminar não confirma que o sangue pertença a Berenice. Essa resposta depende de exames laboratoriais e, caso exista material suficiente, de uma comparação genética. A Polícia Civil espera concluir os laudos nos próximos dias.
O que os vestígios de sangue no carro da patroa em Ubatuba mudam na investigação?
A descoberta fornece um elemento material para comparação com imagens, depoimentos, dados telefônicos e registros de radares. Até então, parte relevante do caso dependia da reconstrução dos últimos deslocamentos de Berenice e das versões apresentadas por pessoas próximas a ela.
A localização de sangue na caminhonete não prova, por si só, a ocorrência de homicídio nem define autoria. A perícia precisa verificar a natureza do material, identificar a pessoa à qual ele pertence e avaliar se a quantidade e a distribuição dos vestígios possuem relação com o desaparecimento.
O Vale 360 News já havia noticiado a prisão temporária da patroa de Berenice em Ubatuba. A medida judicial ocorreu no dia 10 de julho, durante uma ação da Delegacia de Investigações Gerais de São Sebastião.
Como os cães farejadores e o luminol ajudam na perícia?
Os cães farejadores recebem treinamento para identificar odores específicos mesmo em locais nos quais não existe sinal visível. No caso da caminhonete, o alerta dos animais orientou os peritos sobre as áreas que exigiam uma análise química mais detalhada.
O que é o luminol usado no caso Berenice?
O luminol é um reagente químico usado pela perícia para revelar possíveis vestígios de sangue invisíveis a olho nu. Quando entra em contato com determinados componentes, o produto produz um brilho azul que indica pontos de interesse para coleta.
A reação não identifica a pessoa à qual o sangue pertence. Outros materiais também podem provocar respostas químicas, motivo pelo qual a área precisa passar por coleta e exame laboratorial. O luminol atua como ferramenta de localização, enquanto o laudo técnico fornece a interpretação final.
Por que o exame de DNA será decisivo?
O exame de DNA pode comparar o material recolhido com amostras de Berenice ou de familiares. Uma eventual compatibilidade reforçaria a presença da cozinheira no veículo, mas ainda seria necessário reconstruir quando e em quais circunstâncias o sangue chegou à caminhonete.
Caso não exista material genético suficiente, a Polícia Científica poderá recorrer a outros métodos. A ausência de resultado conclusivo também não encerra o inquérito, pois imagens, celulares, testemunhos e registros de deslocamento integram o conjunto de provas.
Onde a polícia procura Berenice?
As buscas por Berenice concentram equipes em Ubatumirim, no norte de Ubatuba, e também alcançam Angra dos Reis e Paraty, no Rio de Janeiro. Policiais civis dos dois estados participam das diligências, com apoio da Polícia Militar Ambiental.
A área possui estradas, trechos de mata, rios, praias e propriedades afastadas. Esse cenário exige divisão das equipes, análise de rotas e verificação de locais indicados por informações obtidas no inquérito.
O deslocamento para cidades do Rio de Janeiro tem relação com os registros que colocam a caminhonete na direção de Paraty após o último contato conhecido com Berenice. Para moradores do Litoral Norte, o avanço das buscas também reforça a importância de imagens de câmeras particulares, registros de veículos e informações sobre movimentações incomuns no dia do desaparecimento.
O Vale 360 News também publicou os detalhes da Operação Último Rastro, que apreendeu dois veículos, três armas, aparelhos celulares e um passaporte.
Quais contradições a Polícia Civil apura no caso Berenice?
A investigação identificou diferenças entre as versões apresentadas por Eliane e os registros obtidos pelas autoridades. Em um primeiro relato, a empresária afirmou que deixou Berenice no bairro Toninhas. Depois, declarou que a cozinheira desceu no trevo de Ubatumirim e que seguiria sozinha para outro endereço.
Eliane também disse que voltou para casa após a carona. Imagens de câmeras e registros de radares, porém, teriam mostrado a caminhonete na Estrada do Pasto Grande e, depois, na direção de Paraty.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais encontraram reparos no veículo que, conforme a linha de apuração, podem corresponder a danos causados por disparos de arma de fogo. A conclusão depende dos exames técnicos.
Três armas registradas e dois celulares foram apreendidos na residência da investigada. A análise dos aparelhos pode revelar chamadas, mensagens, fotografias, localizações e contatos feitos antes ou depois do desaparecimento.
O que o áudio do filho de Berenice revelou?
Uma conversa entre José Carlos de Faria, filho de Berenice, e Eliane veio a público nesta semana. A gravação foi feita no início das buscas e não integra formalmente a investigação policial.
No diálogo, José Carlos cobra explicações sobre os últimos momentos da mãe no estabelecimento onde ela trabalhava. Eliane afirma que Berenice saiu após dizer que prestaria serviço na Praia das Toninhas. Ela também declara que pagou R$ 2,6 mil referentes a um acordo trabalhista e deixou a cozinheira em um ponto de ônibus.
O filho relata que a família não recebeu mensagens, telefonemas ou qualquer sinal de Berenice desde o desaparecimento. Ele também questiona se houve discussão ou outro problema antes da saída do restaurante.
As declarações feitas no áudio precisam ser comparadas com os depoimentos oficiais e com os elementos reunidos pela polícia. A gravação, isoladamente, não comprova crime ou participação de qualquer pessoa.
Por que a prisão temporária não representa condenação?
Eliane Alves dos Santos permanece presa temporariamente desde 10 de julho. A Polícia Civil investiga a hipótese de homicídio, apesar de Berenice não ter sido localizada.
A prisão temporária permite que a polícia execute diligências durante uma fase específica do inquérito. A medida não equivale a condenação e não elimina o direito de defesa da investigada. Qualquer responsabilidade criminal depende da conclusão das perícias, da manifestação do Ministério Público e de decisão do Poder Judiciário.
O caso mobiliza moradores de Ubatuba e de outras cidades do Litoral Norte porque reúne desaparecimento, relação de trabalho, deslocamentos entre dois estados e suspeita de crime contra a vida. Em outra investigação acompanhada pelo Vale 360 News, uma jovem desaparecida foi localizada morta em Ubatuba. Cada caso possui circunstâncias próprias, mas ambos mostram a importância da preservação de provas e do registro rápido de informações.
Quem possuir dados sobre o paradeiro de Berenice, os veículos investigados ou deslocamentos ocorridos no fim de junho deve procurar a Polícia Civil. Informações anônimas podem ser repassadas ao Disque-Denúncia pelo telefone 181. Em situações de emergência, o contato deve ocorrer pelo 190.

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Perguntas frequentes sobre os vestígios de sangue no caso Berenice
O que foi encontrado na caminhonete da patroa de Berenice?
Cães farejadores apontaram vestígios de sangue, e o luminol revelou maior concentração no banco do carona. Os laudos ainda não foram concluídos.
O sangue encontrado pertence a Berenice?
Ainda não há confirmação de que o sangue pertença a Berenice. A resposta depende dos exames laboratoriais e de eventual comparação de DNA.
Por que Eliane Alves dos Santos está presa?
Eliane cumpre prisão temporária desde 10 de julho. A Polícia Civil apura contradições nos relatos e investiga o desaparecimento como possível homicídio.
Onde a polícia procura Berenice?
As buscas ocorrem em Ubatumirim, em Ubatuba, e também nas cidades de Paraty e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
Quando Berenice desapareceu?
Berenice desapareceu no dia 30 de junho, após deixar o estabelecimento onde trabalhava em Ubatuba. Ela ainda não foi localizada.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

