Ibama nega licença ambiental para construção de megausina termelétrica em Caçapava

O Ibama indeferiu nesta quarta-feira (21/01) o pedido de licença prévia para a megausina termelétrica em Caçapava, projeto da UTE São Paulo que pretendia se tornar a maior do Brasil e da América Latina. A decisão cita pendências técnicas nos estudos ambientais e recomenda o arquivamento do processo, embora ainda caibam recursos administrativos e medidas judiciais. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

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O que significa o Ibama negar a licença da megausina termelétrica em Caçapava

A licença prévia é a etapa que avalia a viabilidade ambiental do empreendimento na localização proposta. Ao negar essa licença para a megausina termelétrica em Caçapava, o Ibama aponta que, do jeito que o projeto foi apresentado, não foi possível concluir pela viabilidade ambiental — principalmente por lacunas em informações consideradas essenciais.

Na prática, a decisão interrompe o avanço do licenciamento na forma atual. O empreendedor pode apresentar recurso dentro dos trâmites administrativos e também buscar alternativas na Justiça. Procurada, a empresa responsável pelo projeto ainda não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

Por que o Ibama negou a licença da megausina termelétrica em Caçapava

O despacho se baseia em um relatório técnico (com dezenas de páginas) que lista problemas e ausências de dados que, segundo o órgão, impedem uma manifestação conclusiva sobre a megausina termelétrica em Caçapava. Entre os pontos destacados estão falhas e lacunas em temas como:

  • alternativas locacionais (comparação com outros locais possíveis);
  • modelagens atmosféricas e avaliação de dispersão de poluentes;
  • disponibilidade hídrica e impactos térmicos;
  • caracterização de efluentes e consistência dos dados;
  • diagnósticos de flora e fauna;
  • riscos tecnológicos;
  • impactos socioeconômicos e programas ambientais.

Outro item citado é que a certidão municipal de uso e ocupação do solo apresentada estaria vencida, o que já havia provocado discussões e decisões judiciais em etapas anteriores do caso.

Megausina termelétrica em Caçapava: como é o projeto e onde seria construída

A UTE São Paulo é descrita como uma megausina termelétrica em Caçapava movida a gás natural, com capacidade prevista de cerca de 1,74 GW (1.743,8 MW). O empreendimento é projetado para ocupar uma área de aproximadamente 260 mil m² no bairro Campo Grande, às margens da Rodovia Vito Ardito (SP-062), no km 117, em região no limite entre Caçapava e Taubaté. ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DE TAUBATÉ

A estimativa divulgada em relatórios e reportagens sobre o projeto é que a usina teria alto consumo de combustível e água para operar — um dos pontos mais criticados por especialistas e entidades que questionam a megausina termelétrica em Caçapava pelo potencial de aumentar emissões e pressionar recursos hídricos.

Protestos e alertas: Fiocruz e entidades já apontavam riscos da megausina termelétrica em Caçapava

A tentativa de instalar a megausina termelétrica em Caçapava vem sendo alvo de protestos e mobilizações de moradores e institutos ambientalistas há anos. Um levantamento associado à Fiocruz classificou o empreendimento como potencial ameaça à saúde e ao bem-estar da população local, em especial por questões ligadas à poluição do ar e à pressão ambiental em um vale entre a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira.

No Vale 360 News, o tema já foi abordado em diferentes momentos, como quando a Justiça suspendeu o licenciamento e audiência pública, quando as audiências foram agendadas e também em episódios de suspensão de audiência após manifestação.

Histórico: a megausina termelétrica em Caçapava já teve licenciamento suspenso pela Justiça

As tentativas de viabilizar a megausina termelétrica em Caçapava se arrastam há anos. Em 2024, decisões judiciais e questionamentos do Ministério Público Federal colocaram o processo em pausa por problemas como a ausência (ou validade) de documentos municipais, incluindo certidões de uso do solo.

Em 2024, por exemplo, a Natural Energia obteve decisão judicial relacionada à certidão municipal — assunto detalhado nesta reportagem do Vale 360 News: Natural Energia consegue decisão na Justiça sobre certidão de uso do solo.

O que acontece agora com a megausina termelétrica em Caçapava

Com o indeferimento do Ibama, o empreendedor pode tentar reverter a decisão por via administrativa ou judicial. Também existe a possibilidade de reapresentar estudos e propor mudanças — desde que atendidas as exigências técnicas e legais —, mas qualquer avanço dependerá de uma nova análise do órgão ambiental.

Enquanto isso, o tema deve continuar no centro do debate público regional por envolver energia, desenvolvimento econômico, impactos ambientais, saúde e uso de água em um dos principais corredores urbanos do Vale do Paraíba.

megausina termelétrica em Caçapava

Perguntas frequentes

O Ibama proibiu de forma definitiva a megausina termelétrica em Caçapava?

O Ibama negou a licença prévia e recomendou o arquivamento do processo de licenciamento na forma como foi apresentado. Ainda cabem recursos e medidas judiciais, mas o projeto não avança sem atender às exigências técnicas.

Quais foram os principais motivos para negar a licença da megausina termelétrica em Caçapava?

Segundo o Ibama, persistiram pendências técnicas e falta de informações confiáveis, especialmente sobre alternativas de localização, modelagens atmosféricas, disponibilidade hídrica, efluentes, flora e fauna, riscos tecnológicos e impactos socioeconômicos.

Onde seria construída a megausina termelétrica em Caçapava?

O projeto prevê instalação no bairro Campo Grande, às margens da Rodovia Vito Ardito (SP-062), em área próxima ao limite com Taubaté.

Qual seria o tamanho/capacidade da megausina termelétrica em Caçapava?

A UTE São Paulo é projetada com capacidade na faixa de 1,74 GW (1.743,8 MW), o que colocaria o empreendimento entre os maiores do país.

Quem é a empresa ligada ao projeto da megausina termelétrica em Caçapava?

O empreendimento aparece associado à UTE São Paulo e à Natural Energia/empresa do grupo responsável pelos estudos e trâmites do licenciamento. A reportagem segue aberta para manifestação oficial do empreendedor.

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