Feminicídio e ocultação de cadáver em Taubaté: Luiz Felipe da Silva Moura foi condenado a 43 anos e 6 meses de prisão por matar e enterrar o corpo da ex-namorada, Mariana da Costa Nascimento, na zona rural da cidade. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (10/03). CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A pena foi fixada em 42 anos e 6 meses pelo crime de feminicídio e mais 1 ano por ocultação de cadáver. A decisão foi tomada por um conselho de sete jurados, após análise das provas e dos depoimentos apresentados durante o júri popular, que durou cerca de seis horas.
Segundo a acusação, Mariana, de 28 anos, foi morta em junho do ano passado na casa do acusado, após um desentendimento entre os dois. O Ministério Público sustentou que o homem não aceitava o fim do relacionamento, que havia durado cerca de 11 meses, e passou a perseguir a vítima. Por causa disso, ela chegou a pedir medida protetiva contra ele.
O caso foi acompanhado desde o início pelo Vale 360 News, que mostrou quando Mariana foi encontrada morta e a polícia passou a investigar feminicídio, e também quando Luiz Felipe foi preso após a descoberta do corpo.
Feminicídio e ocultação de cadáver em Taubaté: o que decidiu o júri
A sentença foi anunciada no fim da tarde pelo juiz Flávio de Oliveira César, que presidiu o julgamento. Ao fixar a pena, o magistrado destacou que o réu agiu com crueldade, demonstrou indiferença à vida humana e ausência de arrependimento.
Com a condenação, Luiz Felipe recebeu 42 anos e 6 meses de reclusão pelo feminicídio e mais 1 ano pela ocultação do corpo de Mariana. A defesa informou, por telefone, que vai recorrer da decisão.
Feminicídio e ocultação de cadáver em Taubaté: acusação apontou perseguição e medida protetiva descumprida
De acordo com a promotoria, Mariana foi morta por enforcamento depois de uma sequência de perseguições e conflitos com o ex-companheiro. O Ministério Público sustentou em plenário que o réu não aceitava o término do relacionamento e que a vítima já havia buscado proteção judicial antes do crime.
A acusação também afirmou que, após a morte, o condenado jogou o celular e uma bota de Mariana em um rio para tentar atrapalhar as investigações. O corpo da jovem foi encontrado enterrado na propriedade do próprio acusado, em uma área rural de Taubaté.
Defesa negou o feminicídio, mas admitiu ocultação do corpo
Durante o julgamento, Luiz Felipe negou ter matado Mariana, mas confessou ter escondido o corpo. Em depoimento, afirmou que encontrou a ex-namorada já morta e, com medo, decidiu enterrá-la.
Essa versão já vinha sendo apresentada pela defesa desde a audiência de custódia, quando o advogado do acusado afirmou ao Vale 360 News que o cliente confessava a ocultação do cadáver, mas negava o assassinato.
Relembre o caso Mariana em Taubaté
Mariana foi encontrada morta em junho de 2025, após ser dada como desaparecida pela família. Conforme o boletim de ocorrência, ela saiu com o então ex-companheiro no dia 8 de junho e não voltou para casa. O desaparecimento foi registrado no dia seguinte.
Durante as buscas, a Polícia Civil localizou o corpo da jovem enterrado em uma área de mata na região do Distrito Industrial do Una, na zona rural da cidade. Imagens de câmeras de segurança ajudaram os investigadores a identificar o carro de Luiz Felipe circulando pela região, enquanto policiais também encontraram pertences da vítima perto de um rio.
Após a prisão em flagrante, a Justiça converteu a detenção em prisão preventiva, e ele permaneceu preso durante a investigação e a tramitação do processo. O histórico do caso, desde o desaparecimento até a manutenção da prisão, foi detalhado pelo portal nas primeiras reportagens sobre o crime.
Condenação reforça debate sobre violência contra a mulher
O julgamento volta a chamar atenção para os casos em que a violência contra a mulher evolui mesmo após pedidos de ajuda e medidas protetivas. Em Taubaté e na região, o tema tem sido recorrente no noticiário policial e nas ações de enfrentamento à violência doméstica.
Em outra cobertura recente, o Vale 360 News mostrou a operação de combate à violência doméstica no Vale do Paraíba, com cumprimento de mandados e reforço no atendimento às vítimas.

Perguntas frequentes
Qual foi a pena aplicada ao condenado?
Luiz Felipe da Silva Moura foi condenado a 43 anos e 6 meses de prisão, sendo 42 anos e 6 meses por feminicídio e 1 ano por ocultação de cadáver.
Quem era a vítima?
A vítima era Mariana da Costa Nascimento, de 28 anos, morta em junho de 2025 em Taubaté.
Onde o corpo foi encontrado?
O corpo foi localizado enterrado em uma área rural de Taubaté, na região do Distrito Industrial do Una.
O condenado confessou o crime?
Durante o julgamento, ele negou o feminicídio, mas admitiu ter ocultado o corpo da ex-namorada.
A defesa vai recorrer?
Sim. Após o julgamento, o advogado informou por telefone que vai recorrer da decisão.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

