Trabalhadores da Urbam retomam greve, que foi aprovada em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (10/06), na porta da empresa, após não chegarem a acordo em audiência de conciliação no TRT-15. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Segundo o sindicato que representa a categoria, cerca de 300 trabalhadores participaram da assembleia. A paralisação havia sido suspensa anteriormente, mas voltou à pauta após o impasse nas negociações sobre direitos trabalhistas, especialmente o passivo referente ao adicional de insalubridade.
A audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) terminou sem acordo. De acordo com o sindicato, a Urbam propôs parcelar o passivo da insalubridade em 10 anos, condição considerada “irracional” pela entidade sindical.
Greve da Urbam retomada em São José dos Campos após audiência sem acordo
A greve da Urbam retomada em São José dos Campos ocorre depois de uma nova rodada frustrada de negociação. O sindicato afirma que a proposta apresentada pela empresa não resolve o problema dos trabalhadores e amplia o desgaste da categoria.
O principal ponto de divergência é o pagamento do passivo de insalubridade. Para os trabalhadores, o prazo de 10 anos para quitação do valor devido torna a proposta inviável e não reconhece a exposição diária de parte das equipes a agentes considerados nocivos à saúde.
A discussão sobre a insalubridade já aparecia entre as pautas centrais da greve da Urbam em São José dos Campos, iniciada em abril, quando a paralisação afetou coleta seletiva e obras públicas no município.
Trabalhadores da Urbam retomam greve e paralisação pode ter adesão de motoristas
A greve pode ganhar novo capítulo na noite desta quarta-feira. Motoristas da Urbam também podem aderir à paralisação, já que há assembleia convocada pelo Sindicato dos Condutores.
A reunião dos motoristas está prevista para as 19h30, na sede da entidade. A adesão desse grupo pode ampliar os impactos operacionais da paralisação, a depender da decisão da categoria.
Em abril, a Urbam informou que adotou plano de contingência para reduzir os efeitos da greve sobre serviços essenciais. Na ocasião, a empresa também repudiou a paralisação e afirmou que o movimento prejudicava a população de São José dos Campos.
O que os trabalhadores cobram da Urbam
Além do passivo da insalubridade, os trabalhadores cobram avanço em outras pautas que já fizeram parte das negociações anteriores com a Urbanizadora Municipal.
- Pagamento do adicional de insalubridade;
- Definição sobre o passivo da insalubridade;
- Progressão salarial;
- Melhorias no vale-alimentação;
- Mudanças em pontos do convênio médico;
- Ajustes nas condições de trabalho.
Segundo o sindicato, trabalhadores da limpeza urbana, varrição e coleta ficam expostos a agentes contaminantes e condições adversas. A entidade afirma que a empresa precisa reconhecer o direito e apresentar uma proposta considerada aceitável pela categoria.
Histórico da paralisação da Urbam
A primeira fase da greve começou em 13 de abril e durou cerca de 10 dias. A paralisação foi suspensa após audiência no TRT-15, mas o sindicato manteve o estado de greve enquanto aguardava avanço nas negociações.
Durante a primeira etapa do movimento, o movimento teve maior adesão de trabalhadores da Urbam e ampliou a pressão sobre a empresa e a Prefeitura de São José dos Campos.
No quinto dia, servidores fizeram passeata até a Prefeitura. A mobilização também levou a Urbam a divulgar nota oficial, na qual a empresa afirmou que havia baixa adesão em determinado momento e que os serviços seguiam com plano de contingência.
Serviços podem sofrer impacto em São José dos Campos
A retomada da greve pode afetar serviços ligados à Urbam, especialmente áreas de limpeza urbana, varrição, coleta seletiva e atividades operacionais. Na paralisação anterior, a cidade registrou reflexos em serviços públicos executados pela empresa.
A Urbam é responsável por diferentes frentes de trabalho em São José dos Campos. Por isso, a adesão de equipes operacionais e de motoristas pode influenciar a rotina dos serviços nos próximos dias.
O posicionamento anterior da Urbam sobre a greve citou prejuízo a serviços essenciais e a adoção de medidas para minimizar impactos. A empresa ainda não apresentou nova manifestação pública sobre a retomada informada nesta quarta-feira.
Próximos passos da greve
Com a greve da Urbam retomada em São José dos Campos, a categoria deve acompanhar os desdobramentos no TRT-15 e possíveis novas rodadas de negociação. O processo pode seguir para julgamento caso não haja acordo entre as partes.
O sindicato afirma que os trabalhadores seguem mobilizados e que a proposta de parcelamento do passivo em 10 anos não atende à categoria. A assembleia dos motoristas, marcada para a noite desta quarta-feira, pode definir se a paralisação terá adesão de mais setores da Urbam.
O espaço está aberto para manifestação da Urbam e da Prefeitura de São José dos Campos.
O que diz a Prefeitura/Urbam
A Prefeitura/Urbam disse que está disposta à construção de uma solução negociada, mas é preciso considerar “as limitações financeiras da empresa e a necessidade de preservação do equilíbrio econômico indispensável à continuidade dos serviços públicos prestados à população.” Leia nota abaixo.
“A Urbam informa que participou, nesta terça-feira (9), de audiência de mediação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, no âmbito do dissídio coletivo instaurado em razão do movimento grevista conduzido pelo SEAAC.
A empresa reiterou sua disposição para a construção de uma solução negociada e destacou que já havia apresentado proposta contemplando o aumento no salário e no vale-refeição dos colaboradores, considerando as limitações financeiras da empresa e a necessidade de preservação do equilíbrio econômico indispensável à continuidade dos serviços públicos prestados à população.
O sindicato não aceitou os termos ofertados, o que inviabilizou a celebração de acordo nesta etapa. Diante da ausência de composição, o processo seguirá seu curso regular perante o Tribunal, com distribuição para julgamento.
A Urbam permanece aberta ao diálogo e reafirma seu compromisso com os empregados, com a responsabilidade na gestão dos recursos públicos e com a manutenção dos serviços essenciais prestados à população de São José dos Campos.”
Resumo da greve da Urbam
- Cidade: São José dos Campos;
- Empresa: Urbam;
- Data da retomada: quarta-feira, 10 de junho;
- Local da assembleia: porta da empresa;
- Participação: cerca de 300 trabalhadores, segundo o sindicato;
- Principal impasse: passivo do adicional de insalubridade;
- Proposta criticada: parcelamento em 10 anos;
- Possível ampliação: motoristas podem aderir após assembleia do Sindicato dos Condutores.

Perguntas frequentes
Por que os trabalhadores da Urbam retomaram a greve?
Os trabalhadores retomaram a greve após assembleia e falta de acordo com a empresa em audiência de conciliação no TRT-15.
Qual é o principal ponto de impasse?
O principal impasse é o pagamento do passivo do adicional de insalubridade. Segundo o sindicato, a Urbam propôs parcelamento em 10 anos.
Quantos trabalhadores participaram da assembleia?
Segundo o sindicato, cerca de 300 trabalhadores participaram da assembleia na porta da Urbam nesta quarta-feira (10/06).
Motoristas da Urbam também podem parar?
Sim. Os motoristas podem aderir à paralisação, pois há assembleia do Sindicato dos Condutores marcada para a noite desta quarta-feira.
Quais serviços podem ser afetados?
A greve pode afetar serviços operacionais da Urbam, como limpeza urbana, varrição, coleta seletiva e outras frentes executadas pela empresa.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

