A Polícia Militar Ambiental prendeu quatro pessoas e apreendeu três araras-canindé na madrugada desta quarta-feira (14/10), no bairro Camburi, em Ubatuba, segundo a corporação. As aves estavam em uma caixa de papelão fechada, sem água ou alimento e presas por linhas de costura. Os policiais também apreenderam um revólver calibre .32 com numeração suprimida e um simulacro de arma de fogo, e as multas ambientais somam R$ 105 mil.
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Policiais viram objetos serem arremessados na mata
O Grupo Especial de Patrulhamento Ambiental em Áreas de Risco (GEPAAR), da PM Ambiental, fazia patrulhamento na região norte de Ubatuba quando encontrou cinco pessoas perto de dois veículos. Com a aproximação da equipe, parte do grupo arremessou objetos em direção à mata, o que motivou a abordagem e as buscas. Os policiais encontraram um revólver calibre .32 com a numeração suprimida e um objeto que imitava uma arma de fogo. Na vistoria de um dos veículos, acharam as três araras.
Araras estavam em caixa fechada, sem água ou alimento
Segundo a PM Ambiental, as aves, da espécie Ara ararauna, estavam dentro de uma caixa de papelão fechada, sem água nem alimento e presas por linhas de costura. A corporação considerou o transporte inadequado e apontou indícios de maus-tratos. Depois do resgate, as araras receberam destinação adequada aos procedimentos de proteção da fauna, mas o informe não diz para onde foram levadas.
Segundo a PM Ambiental, os abordados disseram ter saído do Rio de Janeiro para vender as aves, e por isso a polícia trata o caso como comércio ilegal de fauna silvestre. A procedência das araras, quem as compraria e o destino final ainda serão apurados.
Quatro ficaram presos, e um tinha mandado em aberto
Dos cinco que estavam perto dos veículos, quatro permaneceram presos depois da apresentação da ocorrência, e eles e o material apreendido foram levados à Polícia Civil em Ubatuba. A PM Ambiental não diz o que aconteceu com o quinto. Na checagem dos dados, os policiais constataram que um dos presos tinha mandado de prisão em aberto por associação ao tráfico, e que outro já havia sido preso três vezes por crimes ligados ao tráfico de animais silvestres no estado do Rio de Janeiro. Registros anteriores não são condenação no caso desta quarta-feira, e a Polícia Civil deve definir o enquadramento de cada pessoa e apurar de quem era o revólver.
Multas ambientais somam R$ 105 mil
As autuações ligadas à ocorrência totalizam R$ 105 mil. O Decreto Federal 6.514 prevê multa para transportar, guardar, depositar, vender ou adquirir fauna silvestre sem a autorização ambiental, e também para abuso e maus-tratos contra animais. As multas administrativas não substituem a responsabilização criminal: o caso pode resultar nas duas coisas.
Outras apreensões de fauna na região
O Vale 360 News já noticiou outros casos, sem relação conhecida com este: a apreensão de seis aves em cativeiro em Lavrinhas, com multa de R$ 3 mil, a Operação King Kong, com mandados em São José dos Campos, Jacareí e Taubaté, a apreensão de animais silvestres em Santo Antônio do Pinhal e a apreensão de oito armas ligadas à caça em Ubatuba.


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