Polícia Civil prende sobrinho da patroa suspeita de matar cozinheira em Ubatuba; três estão presos

O sobrinho da patroa suspeita de matar a cozinheira Berenice Ramos de Aguiar foi preso pela Polícia Civil na tarde desta terça-feira (04/08), em Ubatuba. O investigado tinha um mandado de prisão preventiva e estava foragido desde a conclusão do inquérito da DIG de São Sebastião. Com a captura, os três investigados pelo homicídio estão presos: Eliane Alves dos Santos, ex-patroa da vítima; o atual companheiro dela, policial militar da reserva; e o sobrinho. Segundo a polícia, o relatório final sustenta que Eliane efetuou o disparo com a intenção de matar Berenice. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Como o sobrinho da patroa foi preso em Ubatuba?

Policiais civis fizeram diligências na residência do investigado durante a tarde desta terça-feira. O homem não foi localizado naquele primeiro momento.

Cerca de dez minutos depois, o advogado entrou em contato com a equipe e informou que o cliente se apresentaria. A Polícia Civil efetuou a prisão após a apresentação e cumpriu o mandado preventivo expedido pela Justiça.

O sobrinho estava foragido desde a decretação das prisões preventivas dos três investigados. A ordem judicial teve como base a representação apresentada pela Delegacia de Investigações Gerais de São Sebastião após a conclusão do inquérito.

A captura completa o cumprimento dos três mandados de prisão preventiva relacionados ao caso. A polícia considera encerrada a etapa operacional das prisões previstas no relatório final da investigação.

Quem são as três pessoas presas no caso Berenice?

Eliane Alves dos Santos, ex-patroa de Berenice, foi a primeira investigada presa. A Polícia Civil cumpriu a prisão temporária no dia 10 de julho, durante a Operação Último Rastro. Após a conclusão do inquérito, a Justiça converteu a medida em prisão preventiva.

O atual companheiro de Eliane, policial militar da reserva, foi preso na noite de segunda-feira (03/08), em uma residência na região da Praia do Estaleiro, no bairro Ubatumirim.

O Vale 360 News publicou os detalhes sobre a prisão do policial militar da reserva no caso Berenice. Após a captura, uma equipe da Polícia Militar levou o homem ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.

O sobrinho de Eliane era o único alvo que ainda não estava sob custódia. O portal havia informado que o sobrinho da patroa tinha prisão decretada e era procurado pela Justiça.

O que a Polícia Civil sustenta sobre a morte de Berenice?

A Polícia Civil sustenta no inquérito que Eliane atirou contra Berenice com a intenção de matá-la. A afirmação representa a conclusão da autoridade policial a partir das provas reunidas ao longo da apuração.

Os detalhes sobre o local exato do disparo, a arma que teria sido usada e a dinâmica completa do crime não foram apresentados nesta atualização. Esses elementos devem constar no relatório remetido ao Ministério Público e à Justiça.

A conclusão policial não representa condenação. A acusação formal depende da análise do Ministério Público, e a responsabilidade criminal de cada investigado será definida pelo Poder Judiciário.

Eliane, o companheiro e o sobrinho têm direito à defesa e devem ser tratados como investigados até uma decisão judicial definitiva.

Qual participação a polícia atribui ao sobrinho?

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do sobrinho após a conclusão do inquérito, mas não divulgou nesta atualização qual conduta específica atribui a ele.

O fato de o mandado ter relação com a mesma investigação indica que a DIG identificou elementos que, na avaliação policial, justificaram a inclusão dele entre os três investigados.

O relatório pode esclarecer se a suspeita envolve participação direta no crime, auxílio após a morte, transporte do corpo, ocultação de provas ou outra conduta. A reportagem não recebeu detalhes sobre essa parte da apuração.

A prisão preventiva tem caráter cautelar. A medida pode ter como fundamentos a proteção da investigação, a aplicação da lei penal ou outros requisitos previstos na legislação, conforme a decisão judicial.

Como o caso passou de desaparecimento para homicídio?

Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, desapareceu no fim de junho após deixar o local onde trabalhava na região de Ubatumirim. A família comunicou o desaparecimento à Polícia Civil no início de julho.

A DIG de São Sebastião assumiu o caso e identificou contradições entre os relatos prestados e os registros obtidos por câmeras e radares. A investigação também reuniu informações sobre veículos, celulares, armas e deslocamentos entre Ubatuba e o estado do Rio de Janeiro.

Durante a Operação Último Rastro, os policiais prenderam Eliane e apreenderam dois veículos, aparelhos eletrônicos, armas e outros objetos.

O Vale 360 News detalhou como ocorreu a prisão da patroa e a apreensão dos veículos.

Quais provas apareceram durante a investigação?

A Polícia Científica localizou vestígios de sangue em uma caminhonete ligada ao caso após a aplicação de luminol. O material apareceu com maior concentração na região do banco do passageiro.

O portal também publicou que os peritos encontraram marcas consideradas compatíveis com disparos de arma de fogo no veículo. Naquela fase, os laudos ainda precisavam definir a origem do sangue e a relação dos danos com a morte da cozinheira.

O Vale 360 News acompanhou a análise dos vestígios de sangue encontrados no carro da patroa de Berenice.

O inquérito também reuniu depoimentos, dados telefônicos, registros de deslocamento, imagens e informações sobre a rota atribuída ao veículo usado pela principal investigada.

Onde o corpo da cozinheira Berenice foi encontrado?

O corpo de Berenice foi encontrado no dia 17 de julho em uma área de mata de Serra d’Água, em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. A vítima estava em um penhasco de difícil acesso perto da RJ-155.

A retirada exigiu o apoio do Corpo de Bombeiros e o uso de técnicas de rapel. Equipes policiais de São Paulo e do Rio de Janeiro participaram das buscas.

O filho da cozinheira fez o reconhecimento inicial, e a Polícia Civil confirmou a identidade no dia seguinte. O portal publicou a confirmação de que o corpo encontrado em Angra dos Reis era de Berenice.

A localização ocorreu após o cruzamento de registros de radares, imagens de câmeras e possíveis trajetos entre Ubatuba, Paraty e Angra dos Reis.

O que acontece após a prisão dos três investigados?

Com os três investigados presos, o inquérito segue para análise do Ministério Público. O órgão poderá oferecer denúncia, pedir novas diligências ou adotar outra medida prevista em lei.

Caso o Ministério Público apresente denúncia e a Justiça aceite a acusação, os investigados passam à condição de réus. A defesa poderá contestar as provas, pedir perícias e apresentar as versões de cada acusado.

A captura do sobrinho não equivale ao encerramento do processo criminal. Ela completa o ciclo de prisões solicitadas pela Polícia Civil, mas o caso ainda depende das etapas do Ministério Público e do Poder Judiciário.

A polícia também pode anexar laudos ou informações complementares ao processo, caso novos resultados técnicos fiquem disponíveis após o encerramento formal do inquérito.

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Foto: Jesse Nascimento (Vale 360 News/Arquivo)

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Perguntas frequentes sobre o sobrinho da patroa preso em Ubatuba

Quando o sobrinho da patroa de Berenice foi preso?

O investigado foi preso pela Polícia Civil na tarde desta terça-feira, 4 de agosto de 2026, em Ubatuba.

Como ocorreu a prisão do sobrinho?

Os policiais fizeram diligências na residência dele. Cerca de dez minutos depois, o advogado informou que o cliente se apresentaria, e a prisão ocorreu em seguida.

Quantas pessoas estão presas no caso Berenice?

Três pessoas estão presas: Eliane Alves dos Santos, o atual companheiro dela e o sobrinho da investigada.

O que a polícia afirma sobre a morte de Berenice?

A Polícia Civil sustenta no inquérito que Eliane efetuou o disparo contra Berenice com a intenção de matá-la.

A prisão dos três significa que eles foram condenados?

Não. As prisões têm caráter preventivo e não representam condenação. A culpa depende de decisão judicial definitiva.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.