O risco de deslizamentos em São José dos Campos exige atenção nesta terça-feira (1º/09), após o Cemaden classificar como moderada a possibilidade de movimentos de massa na Região Geográfica Intermediária que leva o nome da cidade e pluviômetros locais registrarem até 84 milímetros de chuva em 24 horas. O temporal também alagou uma pista do Anel Viário, afetou o trânsito e atingiu Caçapava, onde o acumulado chegou a 67 milímetros e a queda de um pinheiro interditou temporariamente a Estrada Municipal Professora Olívia Alegri. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O que significa o risco de deslizamentos em São José dos Campos?
O boletim de riscos geo-hidrológicos do Cemaden, publicado nesta terça-feira, classifica como moderada a possibilidade de movimentos de massa na Região Geográfica Intermediária de São José dos Campos. O recorte do órgão federal abrange um território maior que o município, mas inclui São José dos Campos.
Segundo o Cemaden, a classificação leva em conta a chuva acumulada nas últimas 48 horas e a previsão de novas pancadas com intensidade moderada a forte ao longo do dia. A combinação aumenta a atenção sobre encostas suscetíveis e áreas com histórico de movimentação do solo.
O órgão também atribuiu risco hidrológico moderado para a mesma região. A chuva prevista favorece extravasamento de córregos e alagamentos urbanos em pontos onde a capacidade do sistema de drenagem fica abaixo do volume de água recebido.
Quanto choveu em São José dos Campos nas últimas 24 horas?
Os pluviômetros do Cemaden mostram diferença expressiva entre os bairros e regiões monitoradas em São José dos Campos. Os maiores acumulados informados até a manhã desta terça-feira foram:
- Chácara Boa Vista: 84 milímetros
- Freitas: 77 milímetros
- Parque Tecnológico: 43 milímetros
- Jardim Altos de Santana: 43 milímetros
O volume da Chácara Boa Vista chama atenção pelo tamanho do acumulado em um único período de 24 horas. Como referência, a média climatológica de setembro para São José dos Campos indicada pela Climatempo é de cerca de 80 milímetros. Isso significa que o pluviômetro da Chácara Boa Vista recebeu, em um dia, volume equivalente a cerca de 105% dessa referência mensal.
A comparação serve para dimensionar a intensidade da chuva naquele ponto de medição. Ela não representa o volume recebido por toda a cidade, já que os próprios pluviômetros mostram diferenças entre os bairros.
O Vale 360 News já havia publicado na segunda-feira (31/08) o alerta severo da Defesa Civil para São José dos Campos e cidades do Vale do Paraíba, com aviso para chuva forte, raios, rajadas de vento e granizo.
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Por que o Anel Viário de São José dos Campos ficou alagado?
Uma das pistas do Anel Viário de São José dos Campos ficou alagada após a chuva forte. Segundo informações apuradas sobre a ocorrência, um problema na galeria de águas pluviais reduziu o escoamento da água e favoreceu o acúmulo sobre a pista.
Motoristas enfrentaram lentidão e precisaram reduzir a velocidade no trecho. O problema teve impacto direto no deslocamento de quem usou o Anel Viário durante o período de chuva mais intensa.
Alagamentos urbanos não dependem somente do total de chuva registrado em 24 horas. Um grande volume concentrado em pouco tempo pressiona bueiros, galerias e córregos. O próprio Cemaden cita a extrapolação da capacidade dos sistemas de drenagem como um dos fatores ligados ao risco hidrológico desta terça-feira.
O que aconteceu em Caçapava após 67 milímetros de chuva?
Caçapava também teve chuva forte. Os pluviômetros do Cemaden registraram 67 milímetros entre 9h de segunda-feira (31/08) e 9h desta terça-feira (1º/09).
O acumulado corresponde a cerca de 72% da média climatológica de setembro indicada para Caçapava, que é de aproximadamente 93 milímetros. A comparação mostra a concentração da chuva em um intervalo curto.
Na Estrada Municipal Professora Olívia Alegri, que liga a região central a Caçapava Velha, um pinheiro caiu sobre a pista no começo da manhã e bloqueou a passagem. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil atuaram no local, retiraram a árvore e liberaram a via.
O trecho já possui histórico de ocorrências ligadas ao mau tempo. O portal publicou em janeiro que chuva derrubou árvores e fechou a Estrada Municipal Olívia Alegri em Caçapava.
Em reportagem recente, o Vale 360 News mostrou que a Defesa Civil de Caçapava acompanha 24 áreas de risco ou observação. Os pontos têm classificações diferentes e fazem parte do planejamento municipal para ocorrências como alagamentos, inundações e movimentos de massa.
Vai chover mais em São José dos Campos e no Vale do Paraíba nesta terça-feira?
A previsão mantém chuva ao longo desta terça-feira no Vale do Paraíba. Para São José dos Campos, a Climatempo indica máxima perto de 22°C, chuva durante o dia e risco de temporal no período da tarde. O Cemaden também trabalha com previsão de pancadas de intensidade moderada a forte.
Em Caçapava, a previsão indica chuva durante a tarde e a noite, com temperatura máxima perto de 23°C. A combinação de novas pancadas com o volume já acumulado exige atenção especial em pontos de drenagem deficiente, margens de córregos e áreas de encosta.
A mudança do tempo também derrubou as temperaturas depois do calor registrado nos últimos dias. Uma reportagem do Vale 360 News publicada na semana passada já mostrava que a frente fria chegaria ao Vale do Paraíba nesta terça-feira após máximas próximas de 35°C.
O contraste é grande. Partes da região tiveram calor perto de 35°C no fim de semana, enquanto São José dos Campos tem previsão de máxima perto de 22°C nesta terça. A diferença chega a cerca de 13°C entre os períodos mais quentes e a temperatura prevista para hoje.
Quais sinais de deslizamento exigem atenção dos moradores?
A Defesa Civil Nacional orienta moradores de áreas de encosta a observar alterações no terreno e nas construções. Rachaduras no solo ou nas paredes, fendas, postes ou árvores inclinados, levantamento do piso e surgimento de água em locais incomuns estão entre os sinais associados à movimentação do terreno.
Ao identificar algum desses sinais, a orientação é sair da área de risco e acionar os órgãos de emergência. O Corpo de Bombeiros atende pelo telefone 193. A Defesa Civil recebe chamados pelo 199.
Motoristas também devem evitar a travessia de pontos alagados. A profundidade da água, a força da correnteza e as condições do pavimento ficam difíceis de avaliar durante chuva forte.

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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.


