Uma confusão entre apoiadores do prefeito Yan Lopes (Podemos) e integrantes de um partido político terminou com empurrões, agressões e intervenção da Polícia Militar do lado externo da Câmara de Caçapava na noite desta terça-feira (11/08). O confronto ocorreu após os vereadores aceitarem por unanimidade uma denúncia contra o prefeito e autorizarem a abertura de uma Comissão Processante. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Os integrantes de grupo político, que apoiaram o recebimento da denúncia, ficaram cercados em uma rua próxima e precisaram deixar Caçapava sob escolta policial. Durante a tarde, porém, a vereadora Dandara Gissoni (PSB) afirmou que integrantes desse mesmo grupo adotaram postura de intimidação contra ela. A mesma postura foi vista na semana passada contra outros vereadores.
A confusão ocorreu em um dia de forte tensão política no município. A Câmara estava lotada por pessoas favoráveis e contrárias ao recebimento da denúncia contra Yan Lopes. Após a sessão, grupos com posições distintas se concentraram nas proximidades do Legislativo.
Vídeos feitos pelo Vale 360 News no local mostram momentos de tumulto, troca de empurrões e agressões. Integrantes do partido político também reagiram durante o confronto. Diante do acirramento, policiais militares atuaram para separar os envolvidos e evitar uma escalada da violência.
Entre os apoiadores do prefeito havia servidores comissionados da administração municipal, conforme identificação feita durante a cobertura no local. Em vários momentos, o grupo gritou o nome de Yan Lopes.
Como começou a confusão após a votação contra Yan Lopes?
O clima de confronto ganhou força após o encerramento da sessão que aceitou a representação contra o prefeito.
Integrantes de um partido político que não da região haviam se manifestado a favor da abertura da investigação deixaram a área da Câmara e se dirigiram para a rua e foi onde aconteceu a confusão com apoiadores de Yan Lopes.
Em uma das ruas próximas, o grupo ficou cercado. Houve contato físico, empurrões e agressões entre participantes dos dois lados.
A Polícia Militar interveio para controlar a situação. Os integrantes do partido deixaram a região com acompanhamento policial e, segundo informações obtidas durante a cobertura, receberam escolta para sair da cidade.
Até esta publicação, não havia informação sobre prisão decorrente da confusão ou registro oficial de feridos.
Quem agrediu quem na confusão em Caçapava?
As imagens mostram um tumulto com agressões e reações de participantes. Por isso, não é correto atribuir todo o confronto a apenas um dos grupos sem uma apuração policial individualizada.
Integrantes do partido político foram empurrados e agredidos durante o episódio, mas também houve reação física por parte deles.
A identificação de eventual autor de crime, lesão corporal ou outra infração depende de análise das imagens, depoimentos e eventual registro de boletim de ocorrência.
A reportagem não atribui responsabilidade criminal a nenhum participante com base apenas nos vídeos do tumulto.
O que Dandara Gissoni disse sobre integrantes do partido?
A confusão da noite ocorreu depois de outra situação relatada pela vereadora Dandara Gissoni, do PSB.
Segundo a parlamentar, integrantes do mesmo grupo político que apoiava a denúncia contra Yan Lopes adotaram uma postura de intimidação contra ela durante a tarde desta terça-feira, nas ruas de Caçapava.
O relato cria um cenário mais complexo do que uma simples divisão entre apoiadores e adversários do prefeito.
Embora os integrantes do partido tenham defendido o recebimento da denúncia contra Yan Lopes, Dandara também se posicionou contra qualquer forma de intimidação política.
A vereadora Dandara apoiou a investigação contra Yan Lopes?
Sim. A votação desta terça-feira terminou com o recebimento da denúncia por unanimidade entre os parlamentares que participaram da decisão.
O resultado significa que a Câmara autorizou a investigação político-administrativa. Ele não representa uma condenação do prefeito nem uma conclusão sobre a veracidade das acusações.
O Vale 360 News publicou logo após a votação que a Câmara de Caçapava aceitou a denúncia contra Yan Lopes e abriu uma Comissão Processante.
Por que apoiadores de Yan Lopes estavam na Câmara de Caçapava?
A sessão desta terça-feira despertou forte mobilização política porque os vereadores precisavam decidir se a denúncia deveria ou não avançar.
Apoiadores do prefeito acompanharam a sessão e permaneceram nas proximidades da Câmara. Durante as manifestações externas, participantes do grupo repetiram o nome de Yan Lopes em coro.
Entre as pessoas identificadas durante a cobertura estavam ocupantes de cargos comissionados na Prefeitura.
A presença de servidores comissionados em uma manifestação política, por si só, não permite concluir que tenham participado do ato por determinação da administração municipal. Também não há, até o momento, informação que permita afirmar que a Prefeitura organizou a concentração.
Essa distinção é necessária porque ocupantes de cargos públicos preservam direitos políticos individuais, mas eventual uso da estrutura administrativa ou convocação funcional precisaria de comprovação específica.
O que os vereadores decidiram sobre Yan Lopes?
A Câmara de Caçapava aceitou a denúncia contra o prefeito na noite desta terça-feira.
A decisão ocorreu por unanimidade entre os vereadores aptos a participar da votação e abriu caminho para uma Comissão Processante.
A representação questiona principalmente o uso de recursos do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito para pagamento de subsídio tarifário do transporte coletivo.
O valor apontado no documento é de R$ 2.161.600.
O pedido também questiona o fornecimento de documentos e informações da Prefeitura ao Legislativo.
O Vale 360 News detalhou anteriormente as acusações apresentadas no pedido contra o prefeito de Caçapava.
Quem são os vereadores da Comissão Processante?
Após o recebimento da denúncia, três vereadores foram sorteados para integrar a Comissão Processante:
- Dani Galdino (Republicanos);
- Fran Miranda (PL);
- Pablo Fernandes (DC).
A comissão terá acesso à representação, aos documentos, à defesa apresentada pelo prefeito e às provas que surgirem no decorrer do processo.
Yan Lopes terá direito ao contraditório e à ampla defesa. A abertura da comissão não provoca afastamento automático do cargo.
Yan Lopes já pode perder o mandato após a votação?
Não. A decisão desta terça-feira apenas abre o processo de investigação dentro da Câmara.
Uma eventual cassação dependerá de outras etapas, entre elas notificação do prefeito, defesa prévia, produção de provas, análise da Comissão Processante e uma nova sessão de julgamento.
O prefeito terá dez dias, após a notificação, para apresentar defesa prévia, indicar provas e apontar testemunhas.
O processo possui prazo máximo de 90 dias a partir da notificação do prefeito, conforme o rito previsto para esse tipo de procedimento.
Uma eventual perda do mandato exige decisão posterior do plenário e o número de votos previsto na legislação.
O que Yan Lopes diz sobre a denúncia?
Yan Lopes nega irregularidade na aplicação dos recursos.
O prefeito sustenta que o dinheiro do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito teve uso em benefício do transporte coletivo e permitiu preservar a tarifa dos ônibus em R$ 4,20.
Yan também já afirmou que considera a discussão técnica e jurídica e defendeu a análise da questão por órgãos especializados.
O Vale 360 News publicou a posição do chefe do Executivo na reportagem em que Yan Lopes questionou a capacidade técnica da Câmara para analisar o subsídio e defendeu avaliação do Ministério Público.
Por que a denúncia contra o prefeito só avançou agora?
A primeira representação chegou à Câmara no fim de julho e tinha análise prevista para 4 de agosto.
O empresário Eugênio Pinto de Freitas Filho, conhecido como Geninho da Funerária, decidiu retirar aquele documento antes da votação.
Depois, a denúncia voltou a ser protocolada, o que levou a uma nova análise nesta terça-feira (11).
O portal também acompanhou a retirada da primeira denúncia apresentada contra Yan Lopes.
Qual é o impacto da confusão para o debate político em Caçapava?
O confronto externo não altera juridicamente o resultado da votação, mas amplia a tensão política em torno do processo.
A Comissão Processante deve analisar documentos e provas sob regras próprias. Pressões, agressões ou tentativas de intimidação contra vereadores, apoiadores ou críticos não substituem o rito institucional.
O episódio desta terça também mostra que os conflitos não seguem uma divisão simples. Integrantes favoráveis à investigação relataram agressões após a sessão, enquanto Dandara Gissoni afirma que integrantes do mesmo grupo político adotaram comportamento intimidatório contra ela horas antes.
Cabe à Polícia Militar e, caso exista registro formal, à Polícia Civil apurar eventuais delitos ocorridos nas ruas.
O Vale 360 News deve atualizar a reportagem caso haja boletim de ocorrência, manifestação do partido envolvido, nota da Prefeitura, posicionamento da Polícia Militar ou novos relatos dos participantes.

ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DE CAÇAPAVA
Perguntas frequentes sobre a Confusão após votação contra Yan Lopes
O que aconteceu após a votação contra Yan Lopes em Caçapava?
Apoiadores do prefeito e integrantes de um partido político se envolveram em uma confusão do lado externo da Câmara, com empurrões, agressões e intervenção da Polícia Militar.
A Polícia Militar precisou escoltar integrantes do partido?
Sim. Segundo informações obtidas durante a cobertura no local, os integrantes ficaram cercados em uma rua próxima e deixaram a cidade com escolta da Polícia Militar.
O que Dandara Gissoni relatou antes da confusão?
A vereadora do PSB afirmou que integrantes do mesmo grupo político adotaram comportamento de intimidação contra ela durante a tarde desta terça-feira.
A Câmara cassou Yan Lopes nesta terça-feira?
Não. Os vereadores aceitaram a denúncia e abriram uma Comissão Processante. Yan Lopes continua no cargo e terá direito à defesa.
Quem faz parte da Comissão Processante contra Yan Lopes?
Dani Galdino, Fran Miranda e Pablo Fernandes foram sorteados para integrar a comissão que analisará a denúncia e a defesa do prefeito.
Links recomendados
ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DO VALE DO PARAÍBA
Siga nosso Instagram
Leia também
- Câmara de Caçapava aceita denúncia contra Yan Lopes e abre investigação que pode levar à cassação
- Prefeito de Caçapava é alvo de pedido de cassação por suposto desvio de verbas de trânsito
- Yan Lopes diz que Câmara não tem capacidade técnica para investigar subsídio e sugere análise do MP
- Geninho decide retirar denúncia contra Yan Lopes sobre uso do Fundo de Transporte em Caçapava
Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.


