Cratera no Jardim Imperial, em São José dos Campos, terá R$ 9,4 milhões para nova galeria

A cratera no Jardim Imperial terá R$ 9,4 milhões em uma nova fase de obras na Rua Felisbina de Souza Machado, em São José dos Campos, após convênio assinado pela Prefeitura e pelo Governo de São Paulo nesta sexta-feira (19/06). O recurso busca resolver o problema de drenagem que causou afundamentos, interdições, risco a moradores e novas intervenções emergenciais no trecho. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

O convênio foi assinado no Paço Municipal, com a presença do vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (MDB), e do prefeito Anderson Farias (PSD). Do total anunciado, R$ 7,8 milhões virão do Estado e R$ 1,5 milhão será aporte da Prefeitura, de acordo com a administração municipal.

O que muda com o convênio para a cratera no Jardim Imperial?

O novo recurso será usado na segunda fase das obras de construção de uma nova galeria de águas pluviais na Rua Felisbina de Souza Machado. O pacote também prevê recuperação asfáltica e outros serviços necessários para recompor o trecho afetado.

Na prática, o convênio reforça a obra estrutural que já tinha sido contratada pela Prefeitura. A nova galeria é a solução apontada pelo município para substituir a estrutura antiga, marcada por corrosão de tubo metálico, colapso parcial e erosões sucessivas sob o asfalto.

Quanto cada governo vai investir?

O investimento total anunciado é de R$ 9,4 milhões. O Governo de São Paulo fará aporte de R$ 7,8 milhões, enquanto a Prefeitura de São José dos Campos aplicará R$ 1,5 milhão no projeto.

O prefeito Anderson Farias afirmou que o convênio foi assinado com base no planejamento e no projeto de execução da Rua Felisbina. Ele destacou que a obra tem como eixo principal a construção de uma nova galeria para o escoamento de águas pluviais.

Por que a Rua Felisbina voltou ao centro da preocupação?

A Rua Felisbina de Souza Machado voltou a preocupar moradores nesta semana porque a segunda cratera, aberta perto de um prédio residencial, voltou a ceder, ficou maior e exigiu intervenção rápida da Prefeitura. O episódio ocorreu em uma área já conhecida por erosões e obras de contenção.

A administração municipal atribui os novos afundamentos à movimentação de terra após chuvas. Apesar disso, moradores seguem em alerta porque o histórico do local reúne abertura de buracos, interdições, medo de risco estrutural e bloqueios no tráfego da região sul.

O novo afundamento compromete o cronograma?

A Prefeitura afirma que os episódios recentes não comprometem o cronograma da nova galeria. A obra contratada em abril tem prazo estimado de 12 a 15 meses, com execução por método não destrutivo.

Esse método prevê escavação de túneis em profundidade, com menor interferência na superfície. A proposta é reduzir impacto sobre moradores, imóveis, trânsito e redes de infraestrutura, ao mesmo tempo em que a nova estrutura pluvial avança sob o solo.

Qual é o histórico da cratera na Rua Felisbina?

O problema ganhou grande repercussão em 27 de janeiro de 2026, quando uma cratera se abriu e engoliu um caminhão que transportava 10 toneladas de blocos de concreto. O caso ocorreu na Rua Felisbina de Souza Machado e mobilizou equipes da Prefeitura, Defesa Civil, Urbam e Mobilidade Urbana.

O Vale 360 News acompanha o caso desde o início. A primeira ocorrência foi registrada na matéria caminhão engolido por cratera em São José dos Campos, publicada no dia da abertura do buraco.

Por que moradores chegaram a sair de casa?

No dia 7 de fevereiro, uma segunda cratera se abriu perto do primeiro ponto, em frente a um prédio com 34 apartamentos. O edifício e imóveis próximos passaram por interdição preventiva, e 156 moradores precisaram deixar suas casas por segurança.

A situação foi detalhada pelo portal na reportagem sobre prédio e casas interditados após cratera gigante. Depois, a Prefeitura autorizou o retorno dos moradores ao prédio em 15 de fevereiro, após avaliações técnicas e obras emergenciais.

Quem executa a obra da nova galeria?

A Prefeitura abriu licitação para a construção da nova galeria de águas pluviais e para a solução definitiva do problema. A empresa Terrax Construções Ltda. venceu o certame, com proposta de R$ 6,79 milhões.

A obra começou em abril e tem prazo final estimado entre 12 e 15 meses. O projeto utiliza método não destrutivo, com túneis entre 7 e 15 metros de profundidade, de acordo com a administração municipal.

O que significa obra por método não destrutivo?

O método não destrutivo permite a instalação ou reconstrução de estruturas subterrâneas sem abertura de toda a via. Em vez de rasgar grandes trechos do asfalto, a obra usa poços e túneis para alcançar a profundidade necessária.

No caso da Rua Felisbina, essa opção tem importância porque há imóveis, redes de infraestrutura e circulação de moradores no entorno. O método busca reduzir impacto, preservar acessos e ampliar a segurança até a conclusão da nova galeria.

Qual é o impacto para os moradores do Jardim Imperial?

O principal impacto para os moradores é a continuidade de um período de insegurança até a conclusão da obra. Mesmo com a intervenção em curso, a nova abertura parcial da segunda cratera nesta semana reacendeu o medo de novos afundamentos.

Moradores convivem com trechos isolados, circulação limitada, barulho de máquinas, risco percebido e incerteza sobre o comportamento do solo em dias de chuva. Por isso, a resposta pública precisa combinar obra estrutural, monitoramento, comunicação clara e ação rápida em novos sinais de erosão.

Em fevereiro, o portal também registrou a força-tarefa para restabelecer água e energia no Jardim Imperial e o relato de moradores sobre medo na região. A nova etapa de investimento busca encerrar esse ciclo de risco.

O que o morador deve observar até o fim da obra?

Moradores devem evitar áreas isoladas, respeitar a sinalização e acionar a Defesa Civil pelo 199 em caso de trincas, estalos, novo afundamento, vazamento, inclinação de poste ou alteração visível no solo.

O acompanhamento técnico será decisivo até a entrega da nova galeria. A obra pode reduzir o risco estrutural, mas a resposta a novos sinais precisa ser rápida para evitar exposição de moradores, pedestres, motoristas e trabalhadores.

cratera no Jardim Imperial
Foto: Jesse Nascimento (Vale 360 News/Arquivo)

Perguntas frequentes sobre a cratera no Jardim Imperial

Qual valor foi anunciado para a cratera no Jardim Imperial?

O convênio anunciado pela Prefeitura e pelo Governo de São Paulo prevê R$ 9,4 milhões para a nova fase de obras.

Onde fica o trecho afetado?

O trecho afetado fica na Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, região sul de São José dos Campos.

O que será feito com o recurso?

O recurso será usado na segunda fase da construção de uma nova galeria de águas pluviais, com recuperação asfáltica e serviços complementares.

Por que a cratera voltou a preocupar nesta semana?

A segunda cratera, aberta perto de um prédio residencial, voltou a ceder, ficou maior e exigiu intervenção rápida da Prefeitura.

Qual é o prazo da obra da nova galeria?

A obra iniciada em abril tem prazo estimado de 12 a 15 meses, conforme o planejamento divulgado pela Prefeitura.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.