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Exclusivo: Saiba como agia acusado de importunação sexual em escola de São José dos Campos

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Acusado de importunação sexual em escola de São José dos Campos oferecia doces para acariciar alunas. Ao todo, sete alunas, sendo três de 12, três de 13 e uma de 14 anos, relataram em depoimento na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) terem sido assediadas pelo auxiliar de limpeza, de 55 anos, na Escola Municipal Maria de Melo, no Parque Industrial, entre sexta e segunda-feira (08/04). CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

O acusado, que foi preso em flagrante, passou por audiência de custódia nesta terça e teve a prisão convertida em preventiva. Ele vai permanecer encarcerado por pelo 30 dias para não atrapalhar as investigações. O suspeito é divorciado.

O caso

A denúncia de importunação sexual eclodiu nesta segunda-feira, porém uma das adolescentes importunadas relatou ao pai, que na sexta-feira (05), havia sido vítima do homem, que a procurou perto do banheiro e tocou lhe a cintura sem autorização. A GCM (Guarda Civil Municipal), neste mesmo dia, foi acionada pelo pai da garota e ao tomar conhecimento fez a abordagem do autor e houve registro da ocorrência na DDM. Na segunda, o pai da adolescente se dirigiu à escola e muito nervoso foi recebido pela coordenadora pedagógica. A dirigente escolar o recebeu e informou que teriam mais seis vítimas do auxiliar de limpeza. Diante dos fatos, a GCM foi acionada, por volta de 10h18, e conduziu o suspeito para a DDM.

Inicialmente, antes da chegada do referido pai, a coordenadora pedagógica havia sido procurada por três meninas, as quais informaram que gostariam de fazer uma denúncia contra o auxiliar de limpeza, oportunidade que todas relataram a ela terem sofrido importunação sexual. Logo depois, outras alunas a procuraram para relatar fatos ocorridos com elas nesta segunda. Todos os relatos das alunas à coordenadora foram espontâneos, revela Boletim de Ocorrência.

Os relatos das alunas

O modo de agir do acusado era sempre o mesmo: oferecer doces, algo unanime no depoimento das garotas, para de alguma maneira se aproximar e tocar nelas. Das sete meninas pelo menos cinco aceitaram doce do funcionário da escola. Como a resposta era, na maioria das vezes, positiva, ele se aproveitava para ter contato físico com as vítimas.

Uma delas disse que foi abraçada e teve as nádegas tocadas sem autorização. Outra, estava sentada, quando o autor sentou-se perto dela e colocou a mão na parte interna de sua coxa, dizendo para ela “ir lá atrás” (sala onde ficaria guardado o material de limpeza) com ele para ganhar um doce, sendo que ela foi. Em outro momento o autor teria chegado perto dela e sem permissão a abraçou e acariciou lhe a parte inferior dos seios.

Em nova investida, ele teria se sentado ao lado de duas outras alunas, passou a mão na perna de uma delas e chamou a outra para “lá atrás com ele”, para ganhar um doce. A adolescente foi e logo após, sem sua autorização, o autor a abraçou, acariciando a região das costas e da cintura, deslizando a mão até a barriga da menina.

Outra aluna contou que o autor, primeiro perguntou se ela queria um doce e ela foi lá atrás para pegar. Assim que ganhou o doce, o autor, sem sua autorização, a abraçou e acariciou lhe as nádegas.

Em outra ocasião, o investigado chegou a entrar no banheiro feminino da escola, deu um doce a uma das vítimas, mesmo ela não querendo. Na sequência, ainda no banheiro, ela relatou que sem sua autorização, ele deu-lhe um beijo perto da orelha, de forma demorada.

Por fim, uma delas estava a caminho da escola nesta segunda-feira (08), quando foi abordada pelo auxiliar de limpeza ainda na rua. Ele, novamente, ofereceu doce e ela aceitou, porém tentou abraçá-la e passar a mão nas nádegas. Na ocasião, ele foi empurrado por ela. Na chegada a escola, o suspeito fez nova investida contra a vítima.

O que disse o suspeito

Em interrogatório, o suspeito disse que a irmã dele estava ciente da prisão e preferia usar o direito de falar apenas em juízo. Ele ainda disse não ter advogados.

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