Greve na Alstom Taubaté: empresa se manifesta e diz que tem “responsabilidade de tomar decisões que assegurem os mais 1.400 empregos” no Brasil. A companhia francesa disse lamentar o anúncio feito pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (Sindimetau) sobre a paralisação nas atividades da planta a partir de segunda-feira (01/12). CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Nesta sexta-feira (28), os trabalhadores, reunidos em assembleia aprovaram a greve na Alstom Taubaté por vale-alimentação, após rejeitarem a proposta da empresa para o novo Vale-Alimentação (VA).
Greve na Alstom Taubaté e a posição da empresa
Em contato com o Vale 360 News, a Alstom disse que as reivindicações do sindicato “ultrapassam o que é possível atender com responsabilidade e visão de longo prazo”.
A empresa frisou que fez propostas “compatíveis com a sustentabilidade da operação em Taubaté, incluindo reajuste do PLR acima da inflação e a implementação de um novo benefício de vale-alimentação”
Nota Oficial sobre a greve na Alstom Taubaté
“A Alstom lamenta o anúncio feito pelo SINDIMETAU sobre a paralisação parcial das atividades em Taubaté. A Companhia realizou diversas tentativas de negociação, mas tem a responsabilidade de tomar decisões que assegurem os mais de 1.400 empregos que gera no Brasil hoje. Nesse sentido, entende que as reivindicações apresentadas pelo sindicato ultrapassam o que é possível atender com responsabilidade e visão de longo prazo.
Alinhado a este compromisso, a empresa apresentou propostas compatíveis com a sustentabilidade da operação em Taubaté, incluindo reajuste do PLR acima da inflação e a implementação de um novo benefício de vale-alimentação.
A Alstom espera avançar em um entendimento equilibrado para todos, de forma a viabilizar a retomada total das operações da unidade o mais breve possível.”.
O que diz o sindicato sobre a Greve na Alstom Taubaté
De acordo com o secretário de Finanças do Sindmetau, Fabiano Uchoas, o impasse gira em torno do valor do VA que está sendo implantado na fábrica. Já foram realizadas cinco reuniões entre sindicato e empresa e, na quinta-feira (27), uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas não houve acordo sobre o valor defendido pelos trabalhadores.
“Mais uma vez a empresa se negou a chegar ao valor reivindicado pelos trabalhadores e trabalhadoras para o VA. Diante do posicionamento da Alstom, o juiz que conduziu a audiência definiu uma proposta que, apesar de ser aceita pelos metalúrgicos e metalúrgicas, a empresa se recusou a conceder”, afirmou Uchoas.
Desde a semana passada, os funcionários já estavam em estado de greve. Com o fracasso das negociações na Justiça, a categoria decidiu pela paralisação total das atividades na unidade de Taubaté a partir de segunda-feira, por tempo indeterminado, até que haja uma nova proposta.
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Uchoas reforçou que o Sindmetau permanece aberto ao diálogo: “Com a decisão pela greve, vamos aguardar a posição da empresa para retomar ou não as conversas”. Apesar da divergência em relação ao valor do vale-alimentação, houve avanço nas discussões sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), com valores já estabelecidos até 2027.
A Alstom produz trens e conta atualmente com aproximadamente 700 trabalhadores e trabalhadoras na planta de Taubaté, instalada na cidade desde 2015. A unidade integra projetos de mobilidade para cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Santiago (Chile), Taipei (Taiwan) e Bucareste (Romênia), reforçando a importância da fábrica para a cadeia industrial do Vale do Paraíba.
Como a greve na Alstom Taubaté por vale-alimentação impacta produção e empregos
A greve na Alstom Taubaté por vale-alimentação deve impactar diretamente a produção de trens na fábrica instalada em Taubaté, no Vale do Paraíba, responsável por projetos de mobilidade urbana no Brasil e no exterior. A unidade já foi destaque por ciclos de expansão e geração de empregos na cidade.
Nos últimos anos, a Alstom anunciou planos de expansão da planta em Taubaté, com projeções de até 750 empregos e produção de composições para linhas de metrô em São Paulo, Santiago, Bucareste e Taipei, consolidando a cidade como um polo estratégico para a empresa na América Latina.
Agora, com a paralisação, a tendência é de atrasos em cronogramas de produção e pressão adicional sobre a empresa para construir uma solução negociada com o Sindmetau.
O sindicato avalia que uma saída equilibrada, com ajuste no vale-alimentação e respeito ao acordo de PLR já firmado até 2027, é o caminho para reduzir impactos econômicos e garantir estabilidade para os cerca de 700 trabalhadores e trabalhadoras da unidade.
O histórico recente mostra que a relação entre Alstom e trabalhadores em Taubaté tem passado por momentos de tensão, como o episódio em que o sindicato alertou para a possibilidade de até 500 demissões na fábrica, em 2024, o que também levou a estado de greve na época.
Próximos passos da greve na Alstom Taubaté por vale-alimentação e negociações
Com o início da greve na Alstom Taubaté por vale-alimentação nesta segunda (1º), o Sindmetau deve manter presença na porta da fábrica, acompanhando a adesão dos turnos e fazendo novas assembleias para informar a categoria sobre qualquer movimentação da empresa.
O sindicato afirma que está disposto a retomar imediatamente as conversas caso a empresa apresente uma proposta mais próxima do que foi construído na audiência do TRT. Uma nova rodada de negociações também pode ser agendada na Justiça do Trabalho, caso as partes entendam que a mediação é o melhor caminho para encerrar o impasse.
Enquanto isso, os trabalhadores seguem mobilizados. O Sindicato reforça que, além do vale-alimentação, a manutenção dos valores da PLR até 2027 ajuda a dar previsibilidade de renda aos metalúrgicos e metalúrgicas de Taubaté, em um cenário de oscilações na indústria e na economia nacional.

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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

