Mulher presa por maus-tratos a cachorro em São José dos Campos

Jesse Nascimento

Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

Mulher presa por maus-tratos a cachorro em São José dos Campos, na manhã desta sexta-feira (28/11), após a Polícia Civil resgatar um cão em estado de extrema magreza e em condições degradantes em uma casa, no Campos de São José, na zona leste da cidade. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso foi registrado como crime ambiental previsto na Lei 9.605/98 (artigo 32 – praticar ato de abuso ou maus-tratos contra animais), com prisão em flagrante da tutora, de 37 anos. O cão, de porte grande e chamado “Bob”, foi encontrado em visível estado de subnutrição, com costelas aparentes, debilitado e com grave problema de pele.A ocorrência teve início após denúncia feita a uma ONG, que acionou a Polícia Civil para verificar a situação do animal em um imóvel na Rua Roberto Bianchi.Ao chegar ao local, o policial civil responsável pela diligência encontrou o cachorro confinado em um espaço extremamente reduzido, com acúmulo de sujeira, sem água fresca e sem vestígios de alimentação recente.A casinha do cão estava virada para a parede, impedindo o acesso ao quintal, e o ambiente exalava forte odor, segundo o registro policial.

Mulher presa por maus-tratos a cachorro
Casinha ficava virada para parede para evitar que cachorro fizesse sujeira

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Diante do quadro, o animal foi imediatamente retirado do imóvel e entregue à representante da ONG para que recebesse atendimento veterinário. Ainda conforme o boletim, a mulher presa por maus-tratos a cachorro no Campos de São José foi conduzida para exame no IML e teve a prisão em flagrante decretada com base no artigo 32, §1º, da Lei 9.605/98, que trata de crimes ambientais contra animais.

Como a polícia chegou à mulher presa por maus-tratos a cachorro

O boletim de ocorrência informa que a ação desta sexta-feira (28) é decorrente de um registro anterior, classificado como maus-tratos a animal, que já havia sido verificado no mesmo endereço. A ONG recebeu novos vídeos e denúncias mostrando o cão “Bob” extremamente magro, agitado e preso em espaço limitado, o que motivou nova ida da Polícia Civil ao local.

Na casa, o policial encontrou o cachorro em condições degradantes: magreza acentuada, costelas aparentes, fraqueza, problema dermatológico com seborreia e cheiro forte. Não havia água disponível em recipiente adequado, nem sinais de que o animal tivesse sido alimentado recentemente.

Segundo o depoimento de uma vizinha, que consta no boletim como testemunha, o cão apresentava emagrecimento repentino e ficava preso de 12 a 20 horas por dia. A testemunha relatou que tentava oferecer frango e fígado para amenizar o sofrimento do animal.

A mesma vizinha contou que a responsável pelo cachorro teria dito que evitava dar comida com frequência para não ter que limpar as fezes do animal, o que reforçou a suspeita de maus-tratos continuados e levou à autuação da mulher presa por maus-tratos a cachorro no Campos de São José.

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Depoimentos e versão da mulher presa por maus-tratos a cachorro

Durante o registro da ocorrência, o marido da investigada disse trabalhar em home office como programador e declarou que a esposa, atualmente desempregada, era a principal responsável pelos cuidados com o cão “Bob”. Ele afirmou à polícia que o animal recebia “ração especial com batata-doce” e que era levado à clínica  pet para banho e atendimento.

O policial que atendeu ao chamado, no entanto, relatou que, ao questionar o casal, ouviu do próprio marido que a esposa não gostava de limpar as necessidades do cachorro e, por isso, o deixava trancado, o que incluía períodos sem alimentação adequada, situação que sustentou o flagrante da mulher presa por maus-tratos a cachorro no Campos de São José.

A representante da ONG relatou que recebeu vídeos enviados por moradores da região, nos quais o animal aparecia extremamente debilitado, “caquético” e inquieto, demonstrando sofrimento. O material foi anexado à ocorrência para instruir o inquérito.

Ocorrência anterior e atuação da polícia no caso da mulher presa por maus-tratos a cachorro

Na checagem de sistemas, a Polícia Civil identificou que já havia uma ocorrência anterior, registrada em 26 de julho de 2025, pelo mesmo endereço, com conteúdo semelhante: denúncia de que um cão estava “pele e osso”, sem comida e água. Naquela ocasião, a responsável havia sido identificada como a mesma mulher presa nesta sexta-feira, o que reforçou, nesta nova intervenção, a suspeita de reincidência em maus-tratos.

Agora, com a prisão, o caso será encaminhado à Justiça, que decidirá sobre a conversão da prisão em preventiva ou eventual concessão de liberdade provisória, conforme a análise dos elementos apresentados no inquérito.

O crime de maus-tratos a animais está previsto no artigo 32 da Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), e, desde a aprovação da Lei 14.064/2020, conhecida como “Lei Sansão”, a pena para maus-tratos contra cães e gatos pode chegar a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição de guarda do animal.

Casos semelhantes já foram noticiados pelo Vale 360 News em outras cidades da região, como Pindamonhangaba, Guaratinguetá e Caraguatatuba, onde tutores foram multados ou presos por maus-tratos e abandono de animais.

Perguntas frequentes sobre a mulher presa por maus-tratos a cachorro

Onde aconteceu o caso da mulher presa por maus-tratos a cachorro?

O caso da mulher presa por maus-tratos a cachorro aconteceu em uma residência na Rua Roberto Bianchi, no bairro Campos de São José, zona leste de São José dos Campos. O cão “Bob” foi encontrado em espaço reduzido, magro, debilitado e sem acesso adequado a água e alimentação.

Quem fez a denúncia que levou à prisão da mulher por maus-tratos a cachorro?

A denúncia foi feita a uma ONG, que recebeu vídeos mostrando o cão em situação de extrema magreza e sofrimento. A partir daí, a organização acionou a Polícia Civil, que foi ao local e constatou os maus-tratos, resultando na prisão da mulher presa por maus-tratos a cachorro.

Qual era a condição de saúde do cachorro?

Segundo o boletim de ocorrência, o cão “Bob”, de porte grande, estava com costelas aparentes, fraco, com grave problema de pele, seborreia e cheiro forte. O ambiente onde ele permanecia era sujo, sem água fresca e sem sinais de alimentação recente, o que caracterizou maus-tratos e fundamentou a prisão da mulher presa por maus-tratos a cachorro no Campos de São José.

O que acontece agora com a mulher presa por maus-tratos a cachorro no Campos de São José?

A mulher presa por maus-tratos a cachorro no Campos de São José foi autuada em flagrante com base no artigo 32 da Lei 9.605/98. O caso será analisado pelo Ministério Público e pela Justiça, que podem converter a prisão em preventiva ou conceder liberdade provisória, a depender dos elementos do inquérito e da avaliação do juiz.

Qual é a pena prevista para maus-tratos a cães e gatos no Brasil?

Após a Lei 14.064/2020, conhecida como “Lei Sansão”, maus-tratos a cães e gatos podem resultar em pena de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição de guarda do animal. Essa é a legislação aplicada no caso da mulher presa por maus-tratos a cachorro no Campos de São José, em São José dos Campos.

O que fazer ao presenciar um caso semelhante ao da mulher presa por maus-tratos a cachorro no Campos de São José?

Quem presenciar situação parecida com a da mulher presa por maus-tratos a cachorro no Campos de São José deve acionar imediatamente a Polícia Militar (190), a Polícia Civil ou a Polícia Ambiental, além de procurar ONGs e protetores da cidade. Vídeos, fotos e depoimentos de testemunhas ajudam a comprovar os fatos e agilizam o resgate do animal.

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