Homem é investigado por tentativa de feminicídio após jogar carro contra salão em Cunha

Um homem de 30 anos é investigado por tentativa de feminicídio após ameaçar a companheira e jogar um carro contra um salão de beleza no Centro de Cunha, na tarde desta quarta-feira (07/10), de acordo com boletim de ocorrência da Polícia Civil. A mulher buscou abrigo no estabelecimento com crianças após as ameaças. O veículo atingiu a fachada duas vezes, segundo o registro policial. O suspeito deixou o local e não havia sido encontrado até a emissão do documento.

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O caso ocorreu por volta das 16h e foi registrado na Delegacia de Polícia de Cunha.

Além da tentativa de feminicídio, o boletim traz as naturezas de ameaça, violência doméstica e dano com violência à pessoa ou grave ameaça.

A Polícia Militar tomou conhecimento da ocorrência após populares procurarem uma equipe que fazia fiscalização de trânsito pela Avenida Daher Pedro.

As primeiras informações indicavam que um veículo havia atingido um estabelecimento comercial na região central.

No local, os policiais constataram danos na fachada de um salão de beleza e passaram a ouvir as pessoas envolvidas.

Mulher buscou abrigo em salão de beleza no Centro

O boletim relata que a mulher estava em viagem com o companheiro e crianças.

Ela informou à polícia que mantém relacionamento com o homem havia aproximadamente oito anos e relatou histórico de agressões físicas, psicológicas e ameaças.

De acordo com a declaração registrada no BO, o grupo havia passado por Paraty, no Rio de Janeiro.

Ainda durante a passagem pela cidade fluminense, a mulher afirmou que o companheiro consumiu bebida alcoólica e tentou agredi-la.

Pessoas que estavam no local teriam impedido a agressão, conforme o relato apresentado à Polícia Civil.

Já em Cunha, o grupo chegou a uma pousada na região central.

A mulher declarou que o homem aparentava estar embriagado e bastante alterado.

Ela relatou ameaças contra sua vida e contra duas filhas pequenas.

Com receio de novas agressões, deixou a pousada e procurou abrigo em um salão de beleza próximo.

BO relata ameaça e presença de crianças no estabelecimento

Ao chegar ao salão, a mulher contou ao proprietário que o companheiro portava uma tesoura na cintura e havia feito ameaças de morte.

Ela permaneceu no estabelecimento com as crianças.

Pouco tempo depois, o homem chegou ao local e exigiu que a companheira saísse do salão, conforme o relato registrado pela Polícia Civil.

O proprietário se recusou a permitir a entrada diante do risco que percebeu para a mulher e para as crianças.

O boletim aponta que o suspeito fez ameaças durante a discussão.

A vítima e as crianças seguiram para uma sala interna do estabelecimento por orientação das pessoas presentes.

Carro atingiu a fachada duas vezes, aponta boletim

Após ser impedido de entrar no salão, o homem voltou até o veículo.

O proprietário declarou à polícia que o suspeito conduziu o carro em direção ao estabelecimento de forma proposital.

O primeiro impacto destruiu parte da vidraça frontal e atingiu uma porta de ferro.

Na sequência, o motorista deu marcha a ré e avançou novamente contra outra parte da fachada, o que provocou novos danos, de acordo com o boletim.

A narrativa registrada pela Polícia Civil atribui intencionalidade às colisões com base nos relatos colhidos na ocorrência.

A apuração policial ainda deverá reunir outros elementos para confirmar toda a dinâmica.

Suspeito teria saído do carro com uma tesoura

Depois das colisões, o homem teria deixado o veículo com uma tesoura.

O BO relata que ele procurou pela companheira e afirmou que queria apenas encontrá-la.

A mulher, porém, permaneceu escondida em uma área interna do salão com as crianças.

Clientes também receberam orientação para buscar abrigo no interior do estabelecimento.

Após novas tentativas de diálogo, o homem deixou o local.

O boletim informa que ele saiu na companhia de seus filhos adolescentes.

A Polícia Militar iniciou buscas pelos possíveis trajetos utilizados pelo suspeito, mas não conseguiu localizá-lo até o encerramento do registro policial.

O documento assinala que não houve prisão em flagrante.

Polícia registra caso como tentativa de feminicídio

O registro policial inicialmente começou a partir dos danos causados ao imóvel.

Após os relatos das vítimas e testemunhas, porém, a Polícia Civil passou a tratar os fatos dentro de um contexto mais amplo de violência doméstica.

A segunda edição do boletim acrescentou formalmente a natureza de violência doméstica.

O documento também classifica a ocorrência como feminicídio tentado.

Essa classificação representa o enquadramento policial nesta etapa e ainda poderá passar por análise no curso do inquérito, pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.

A mulher não morreu e o boletim não aponta ferimentos físicos decorrentes do episódio no salão.

O registro associa a suspeita de tentativa de feminicídio ao conjunto dos fatos narrados, que abrange ameaças, histórico relatado de violência, busca da mulher no estabelecimento e as colisões do veículo contra o prédio onde ela havia procurado proteção.

Relato de violência anterior também entrou no boletim

A vítima relatou aos policiais que o relacionamento já apresentava episódios anteriores de violência física, psicológica e ameaças.

Esse histórico aparece como declaração da própria mulher no boletim e não deve ser tratado como condenação ou prova definitiva de episódios anteriores.

A Polícia Civil deverá avaliar os relatos dentro da investigação.

Casos de violência doméstica podem envolver uma sequência de ameaças, controle, agressões e escalada de risco antes de episódios mais graves.

No Vale do Paraíba, o Vale 360 News já noticiou outro caso registrado como tentativa de feminicídio em Cunha, após duas mulheres sofrerem ataques com arma branca.

As ocorrências não possuem qualquer relação conhecida entre si.

Uso de veículo já apareceu em outros casos de violência doméstica

O emprego de um veículo dentro de um contexto de violência contra a mulher já apareceu em outras ocorrências registradas na região.

Em maio deste ano, o Vale 360 News mostrou que um homem foi preso por tentativa de feminicídio em Pindamonhangaba após a Polícia Civil apontar que ele bateu um carro de propósito contra um muro com a esposa dentro.

Em março, a Polícia Civil também registrou como tentativa de feminicídio um caso no qual um homem teria usado um automóvel para atingir a ex-companheira e o atual namorado dela em Caraguatatuba.

Cada ocorrência possui dinâmica própria e depende de investigação específica.

Polícia deverá aprofundar a investigação em Cunha

A Polícia Civil deverá agora reunir os relatos das vítimas e testemunhas com eventuais imagens, vestígios no estabelecimento, informações sobre o veículo e outros elementos disponíveis.

O boletim também registra que o proprietário do salão sofreu prejuízos com os danos na fachada.

Não há, no documento analisado, uma estimativa financeira sobre os estragos.

Também não consta informação de que o suspeito tenha sido localizado após a emissão da segunda versão do BO, às 18h24 de quarta-feira.

Uma atualização policial será necessária para esclarecer eventual prisão, apresentação voluntária ou outras providências adotadas depois do registro.

Violência contra a mulher pode ser denunciada

Casos de violência doméstica podem ser comunicados à Polícia Militar pelo telefone 190 em situações de emergência.

A Central de Atendimento à Mulher também recebe denúncias e presta orientações pelo número 180.

A mulher citada na ocorrência de Cunha recebeu orientações sobre os direitos previstos na Lei Maria da Penha, conforme consta no boletim de ocorrência.

O registro policial também informa a possibilidade de solicitação de medidas protetivas de urgência.

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