Homem é preso com armas com numeração suprimida e munições em Caçapava

Um homem de 33 anos foi preso com armas com numeração suprimida, 22 munições intactas e dois simulacros dentro de uma residência no Parque Residencial Eldorado, em Caçapava, por volta das 00h20 desta sexta-feira (24/07). A Polícia Militar chegou ao imóvel após uma denúncia sobre possível armazenamento de drogas, mas o boletim não registra apreensão de entorpecentes. A Polícia Civil formalizou o flagrante por posse ilegal de arma de fogo com sinal identificador suprimido e requisitou perícia em todo o material. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Como a Polícia Militar encontrou as armas no Eldorado?

A ocorrência começou após uma denúncia recebida pelo Centro de Operações da Polícia Militar. A informação apontava um possível depósito de drogas dentro de uma residência do Parque Residencial Eldorado.

Os policiais relataram que encontraram o morador perto do portão. Ao notar a viatura, ele teria entrado no quintal e seguido em direção à porta da sala. A equipe fez a abordagem e informou o motivo da presença no endereço.

O homem negou a existência de drogas no imóvel, mas declarou que possuía armas de fogo. Segundo os relatos dos dois policiais, ele indicou uma mochila guardada dentro de um guarda-roupa no quarto do filho.

A equipe localizou os revólveres, as munições e os simulacros dentro da mochila. O boletim não cita mandado judicial e apresenta a indicação voluntária do local como fundamento para a localização do material.

Alguma droga foi apreendida na residência?

Não há registro de droga entre os objetos apreendidos. O auto relaciona apenas dois revólveres, 22 munições e dois simulacros de pistola.

A denúncia inicial sobre possível armazenamento de entorpecentes não aparece como natureza criminal na versão final do boletim. O caso ficou restrito ao Estatuto do Desarmamento.

A ausência de apreensão de drogas não elimina a necessidade de análise das armas. A numeração suprimida impediu a consulta imediata da origem e do histórico dos revólveres.

Quais armas e munições foram apreendidas?

A Polícia Militar apreendeu um revólver Taurus calibre .32 e um revólver Rossi calibre .38. O boletim descreve as duas armas como oxidadas e com numeração identificadora suprimida.

Os agentes também recolheram 17 munições de calibre .32 e cinco de calibre .38. As 22 unidades estavam intactas, conforme a relação de armas e acessórios do documento.

Dois simulacros de pistola feitos de metal completam a lista. Simulacros não possuem capacidade de disparo como uma arma de fogo, mas podem ser usados para ameaças e roubos por causa da semelhança visual.

Material apreendido Quantidade Situação descrita no BO
Revólver Taurus calibre .32 1 Oxidado e com numeração suprimida
Revólver Rossi calibre .38 1 Oxidado e com numeração suprimida
Munições calibre .32 17 Intactas
Munições calibre .38 5 Intactas
Simulacros de pistola em metal 2 Apreendidos para exame

Por que a numeração suprimida altera o enquadramento do caso?

A numeração permite identificar o fabricante, o registro, o proprietário legal e possíveis ocorrências anteriores relacionadas à arma. Quando o sinal sofre raspagem, supressão ou alteração, a rastreabilidade fica prejudicada.

O artigo 16 do Estatuto do Desarmamento prevê pena de três a seis anos de reclusão e multa. O parágrafo 1º, inciso IV, inclui a posse, o porte, a aquisição, o transporte ou o fornecimento de arma com numeração, marca ou outro sinal identificador raspado, suprimido ou adulterado.

Os calibres .32 e .38 aparecem no boletim como de uso permitido. Mesmo assim, a supressão dos números levou a Polícia Civil ao enquadramento previsto no artigo 16.

A classificação consta na análise inicial da autoridade policial. O Ministério Público e o Poder Judiciário poderão manter ou alterar o enquadramento após os laudos e as demais provas.

As armas funcionavam no momento da apreensão?

O boletim não apresenta resultado sobre a capacidade de disparo. A Polícia Civil requisitou exame ao Instituto de Criminalística para verificar as características, o funcionamento e o estado das armas.

A perícia também deverá confirmar os calibres, a integridade das munições, a supressão dos sinais identificadores e a natureza dos simulacros.

O estado oxidado pode interferir no funcionamento, mas apenas o exame técnico poderá esclarecer essa questão. A aparência externa não basta para concluir se uma arma possui capacidade de disparo.

O que o suspeito declarou na delegacia?

O homem informou que não possuía advogado constituído naquele momento e que a esposa já tinha conhecimento da prisão. Ele recusou o registro em vídeo do interrogatório.

Sobre a acusação, o suspeito exerceu o direito constitucional ao silêncio e declarou que responderia às perguntas apenas em juízo.

A esposa compareceu à unidade policial e recebeu os objetos pessoais do preso. O homem também recebeu encaminhamento para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

O silêncio não pode ser interpretado como admissão de culpa. A Constituição assegura ao investigado o direito de não produzir prova contra si.

As câmeras corporais registraram a abordagem?

O boletim possui uma divergência interna sobre esse ponto. Nos campos de identificação dos policiais, o documento marca “não” para o uso de câmera corporal.

Nos depoimentos, porém, os dois agentes afirmam que a equipe usava câmeras e que toda a ação ficou gravada. A Polícia Civil poderá solicitar os arquivos para esclarecer a abordagem e o acesso ao imóvel.

As gravações podem mostrar a posição do homem perto do portão, a entrada no quintal, o diálogo com os policiais e a indicação da mochila.

A preservação das imagens também pode esclarecer se houve autorização voluntária para a busca e se o suspeito apontou espontaneamente o local das armas, como consta nos relatos.

Por que a Polícia Civil decretou a prisão em flagrante?

A autoridade policial citou os depoimentos dos militares, o auto de apreensão e as imagens do material como elementos para formalizar o flagrante.

O delegado registrou que as fotografias permitiam observar a supressão da numeração das duas armas. O suspeito recebeu autuação, em tese, pelo artigo 16, parágrafo 1º, inciso IV, da Lei nº 10.826/2003.

O boletim não informa arbitramento de fiança na delegacia. O preso deve passar por audiência de custódia, fase na qual a Justiça analisa a legalidade do flagrante e decide sobre a situação cautelar.

A audiência de custódia não define culpa ou inocência. O julgamento depende do inquérito, dos laudos, da denúncia do Ministério Público e do direito de defesa.

Quais casos semelhantes ocorreram em Caçapava?

O Vale 360 News publicou outro caso no qual a Polícia Militar apreendeu um revólver calibre .38 com numeração suprimida perto de uma adega em Caçapava.

Em outra ocorrência, um assessor parlamentar foi preso com uma pistola calibre 9 mm e maconha em Caçapava. A polícia também registrou posse ilegal de arma de fogo.

O Vale 360 News acompanhou uma operação regional que apurou tráfico, armas com numeração raspada e contrabando em nove cidades.

O Vale 360 News também noticiou uma ação da PM que apreendeu armas e munições e deteve cinco pessoas em Caçapava.

Os episódios não possuem ligação comprovada entre si. A comparação serve apenas para mostrar a recorrência de apreensões que exigem perícia e pesquisa sobre a origem das armas.

Quais serão os próximos passos da investigação?

O Instituto de Criminalística deverá testar os revólveres e as munições. Os peritos também tentarão recuperar sinais que permitam identificar a origem das armas.

A Polícia Civil poderá analisar as câmeras corporais citadas pelos policiais, verificar a denúncia inicial e apurar como os revólveres chegaram à residência.

A investigação também pode consultar bancos de dados sobre armas furtadas ou roubadas. Caso a perícia recupere parte da numeração, novas diligências poderão identificar antigos proprietários ou ocorrências anteriores.

Até a conclusão das provas, não é possível afirmar que as armas tenham relação com outros crimes. O suspeito responde pelo material encontrado na residência, conforme o enquadramento inicial do boletim.

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Perguntas frequentes sobre o homem preso com armas com numeração suprimida

Onde as armas foram encontradas?

As armas estavam dentro de uma mochila guardada em um guarda-roupa na residência do Parque Residencial Eldorado.

Quantas armas foram apreendidas?

A Polícia Militar apreendeu dois revólveres, um calibre .32 e outro calibre .38, além de dois simulacros de pistola.

Quantas munições estavam na residência?

Foram apreendidas 22 munições intactas, das quais 17 eram de calibre .32 e cinco de calibre .38.

A polícia encontrou drogas no imóvel?

O boletim não registra apreensão de drogas, apesar de a ocorrência ter começado após uma denúncia sobre entorpecentes.

Por qual crime o homem foi preso?

A Polícia Civil formalizou o flagrante por posse ilegal de arma de fogo com numeração suprimida, prevista no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.