A Justiça concedeu liberdade provisória nesta segunda-feira (21) ao motorista Lammounier Domingos Botelho Naves, de 38 anos, que dirigia o ônibus que caiu em ribanceira e matou seis romeiros em Cruzeiro, no Vale do Paraíba. A decisão ocorreu durante audiência de custódia. O motorista havia sido preso em flagrante após o acidente de domingo (20) e responderá ao caso em liberdade. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Segundo informação atribuída ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Naves deverá manter atualizado o endereço onde pode ser localizado e comparecer aos atos do inquérito e de eventual processo para os quais for intimado.
A liberdade provisória não encerra a investigação nem representa decisão sobre eventual responsabilidade pelo acidente — a Polícia Civil segue apurando as circunstâncias da queda do ônibus na Serra da Mantiqueira.
O que a Justiça decidiu sobre o motorista do ônibus de Cruzeiro?
Naves recebeu liberdade provisória na audiência de custódia realizada nesta segunda, com condições para responder ao caso fora da prisão — entre elas, manter o endereço atualizado e comparecer aos atos do inquérito quando intimado.
A audiência de custódia trata da necessidade de manter ou não alguém sob prisão, não do mérito da investigação. Com a decisão de hoje, o motorista deixa a cadeia, mas continua submetido à apuração.
Por quais crimes o motorista deve responder?
Ele foi preso em flagrante logo após o acidente e deve responder por homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, com aumento de pena por se tratar de transporte profissional de passageiros.
Homicídio culposo é quando não há intenção de matar, mas a investigação apura eventual imprudência, negligência ou imperícia — a definição final sobre responsabilidade criminal ainda depende da investigação, das perícias, do Ministério Público e da Justiça.
O Vale 360 News já havia mostrado a prisão do motorista após o acidente que deixou seis mortos.
O que aconteceu no acidente com o ônibus em Cruzeiro?
O acidente ocorreu por volta das 5h15 de domingo, no km 232 da Rodovia Doutor Avelino Júnior (SP-52), na Serra da Mantiqueira — o ônibus levava romeiros de Minas Gerais para Aparecida quando saiu da pista e caiu numa ribanceira de cerca de 15 metros.
Cinco pessoas morreram no local, e uma sexta vítima morreu depois de receber atendimento médico. Equipes do Corpo de Bombeiros de Cruzeiro, Cachoeira Paulista, Lorena e Guaratinguetá participaram do resgate, com apoio de outros serviços de emergência.
O ônibus levava romeiros de Minas Gerais para Aparecida quando ocorreu a queda.
Quem são as seis vítimas do acidente em Cruzeiro?
- Sebastião Petronilo, 74 anos
- Jairo Antônio de Paula, 47 anos
- Augusto Antônio de Lima, 43 anos
- Ilza Nazaré Pereira Paulo, 64 anos
- Alice Fátima Alves da Silva, 14 anos
- Evandro Carlos Garcia, 46 anos
Cinco delas são veladas nesta segunda-feira em Rosário do Rio Grande, distrito de Itumirim (MG), de onde o grupo havia saído rumo a Aparecida. Evandro Carlos Garcia terá velório e sepultamento em outra cidade.
O que o motorista relatou sobre a queda do ônibus?
Segundo a versão que apresentou às autoridades, teve dificuldade para reduzir a marcha durante a descida da serra, e o veículo teria ganhado velocidade antes de perder o controle. É a versão do motorista, não uma conclusão oficial sobre a causa do acidente.
A defesa também sustenta que houve problema mecânico e afirma que radares existentes antes do trecho da queda não registraram excesso de velocidade. A causa segue sob investigação.
O teste do bafômetro apontou consumo de álcool?
Não. O etilômetro deu negativo para álcool — o que afasta essa hipótese específica, mas não esclarece as demais circunstâncias da queda, que a investigação continua apurando por outros ângulos.
O que a polícia encontrou no ônibus?
Polícia Civil e Polícia Militar Rodoviária apuram as condições de manutenção do veículo — entre os pontos citados estão o estado dos pneus e irregularidades no cronotacógrafo, equipamento que registra dados de deslocamento. A velocidade do ônibus no trajeto também está sob análise.
Esses elementos ainda dependem de perícia conjunta e não permitem, isoladamente, estabelecer a causa da queda.
O ônibus tinha autorização para a viagem interestadual?
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, não — o veículo transportava passageiros de Minas Gerais para Aparecida sem autorização válida da ANTT para esse tipo de viagem. O Vale 360 News já havia mostrado que o ônibus não tinha autorização da ANTT. É uma questão documental que integra a apuração, mas não estabelece, por si só, a causa do acidente.
O que acontece com a investigação após a liberdade do motorista?
Ela continua normalmente — a Polícia Civil segue analisando os elementos do local, documentos do veículo, condições mecânicas, depoimentos e resultados periciais.
O motorista deve comparecer aos atos para os quais for intimado e manter o endereço atualizado. Ao final da apuração, o inquérito segue para as etapas previstas no processo penal, e cabe à Justiça definir eventual responsabilidade.
Liberdade provisória significa absolvição?
Não. Define apenas a situação do investigado durante o andamento do caso — ele segue sujeito à investigação e às condições impostas. Também não há, até esta atualização, conclusão oficial sobre a causa da queda, que depende das perícias e dos demais elementos ainda em análise.
Qual é a situação das vítimas do acidente?
O balanço divulgado pelo Governo de São Paulo no domingo apontou 43 pessoas atendidas nas unidades de saúde da região: até as 18h daquele dia, 23 tinham recebido alta, 19 seguiam internadas e uma havia morrido após atendimento — número que não inclui as cinco mortes já constatadas no local do acidente.
O total de mortos chegou a seis depois da morte de uma vítima atendida em Cruzeiro. Os números hospitalares são referentes ao balanço de domingo e podem ter mudado desde então.

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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

