Uma tentativa de latrocínio em Jacareí deixou ferida a operadora de caixa de uma mercearia na área rural do município, na manhã deste domingo (16/11). Segundo boletim de ocorrência, o suspeito usou um facão para atacar a funcionária, roubou dinheiro do caixa e só não matou a vítima porque ela conseguiu se defender com a mão e foi socorrida por moradores, que o contiveram até a chegada da Polícia Militar. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A ocorrência foi registrada pela Delegacia Seccional de Jacareí como latrocínio tentado, crime que combina roubo com tentativa de homicídio, e resultou na prisão em flagrante do criminoso, que agora pode ter a prisão convertida em preventiva.
O que aconteceu na tentativa de latrocínio em Jacareí
De acordo com o boletim de ocorrência a tentativa de latrocínio em Jacareí aconteceu por volta das 9h49, na Rua Parateí, no bairro Pagador de Andrade, área rural do município. O local é um pequeno condomínio comercial com lojas, onde funciona a Mercearia.
A Polícia Militar foi acionada via COPOM (Centro de Operações) com a informação de que um indivíduo que havia praticado roubo no comércio estaria armado com um facão e sendo contido por populares. Ao chegar ao endereço, os policiais encontraram o suspeito dominado por moradores, ainda com a arma branca nas mãos.
Segundo o registro, o homem teria entrado no estabelecimento, aberto o caixa, subtraído uma quantia em dinheiro e, em seguida, desferido um golpe de facão na direção da cabeça da operadora de caixa. Para se defender, a vítima colocou a mão na frente, foi atingida e levada ao hospital por populares.
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Quem são a vítima, o comércio e o suspeito
A operadora de caixa da mercearia, de 36 anos, que ficou ferida ao colocar a mão na frente para impedir que o facão atingisse sua cabeça. Ela foi socorrida e, por estar hospitalizada e ainda não pôde prestar depoimento formal à Polícia Civil.
O suspeito, de 28 anos, foi autuado em flagrante como indiciado pela prática de latrocínio tentado. No depoimento, ele admitiu que “só queria o dinheiro” e afirmou que não tinha intenção de machucar a vítima – versão que não convenceu a autoridade policial, diante da gravidade do ataque narrado.
Como foi a ação dentro da mercearia, segundo o boletim de ocorrência
O relato da representante da mercearia à Polícia Civil, reconstrói a dinâmica da tentativa de latrocínio em Jacareí:
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o suspeito entrou na Mercearia armado com facão;
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em determinado momento, ele teria tentado acertar um golpe na cabeça da operadora de caixa;
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para se defender, a vítima colocou a mão na frente, sendo atingida e lesionada;
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em seguida, o indiciado abriu o caixa, pegou o dinheiro e tentou sair;
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funcionários e moradores perceberam o crime, gritaram por socorro e conseguiram contê-lo até a presença da PM.
O boletim registra ainda que R$ 118,00 em espécie foram apreendidos e restituídos à mercearia, confirmando o roubo consumado, embora a morte da vítima tenha sido evitada.
Um ponto relevante é que o local não foi preservado para perícia, pois funcionários, orientados a reabrir o comércio, fizeram a limpeza antes que a Polícia Científica pudesse atuar. Essa circunstância é mencionada pela autoridade policial e pode ter impacto na produção de provas técnicas sobre o crime.
Decisão da Polícia Civil: por que o caso foi registrado como latrocínio tentado
A autoridade policial responsável pelo plantão da Delegacia Seccional de Jacareí, após analisar os depoimentos, a apreensão do facão e do dinheiro, e a dinâmica dos fatos, concluiu que:
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o crime não se limitou a um roubo simples;
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houve uso de violência capaz de matar, direcionada à cabeça da vítima;
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a morte não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade do agente, já que a vítima conseguiu se defender e foi socorrida rapidamente;
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a intenção de subtrair o dinheiro permaneceu associada ao ataque com potencial letal.
Com isso, o caso foi enquadrado como latrocínio tentado, previsto no artigo 157, §3º, II, combinado com o artigo 14, II, do Código Penal. O delegado decretou a prisão em flagrante do criminoso e representou pela conversão em prisão preventiva, alegando gravidade concreta do fato e risco de reiteração criminosa.
Segundo o boletim, o indiciado já possui passagens criminais, o que reforçaria o chamado periculum libertatis – o perigo que sua liberdade representaria à ordem pública e à aplicação da lei penal. Ele foi recolhido ao Centro de Triagem de Jacareí, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O que diz a lei sobre latrocínio tentado
O latrocínio é o crime de roubo seguido de morte, previsto no artigo 157, §3º, II, do Código Penal. Apesar do nome, em muitos casos – como nesta tentativa de latrocínio em Jacareí – a morte não se consuma, mas a conduta ainda assim é tratada como forma qualificada de roubo, diante do risco extremo à vida da vítima.
No caso de latrocínio tentado, aplica-se a regra geral do artigo 14, II, que trata dos crimes tentados: quando o agente dá início à execução, mas o resultado (morte) não ocorre por circunstâncias alheias à sua vontade – como uma defesa da vítima ou o socorro rápido.
Em termos práticos, isso significa que o suspeito pode responder por:
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roubo qualificado pelo resultado morte na forma tentada,
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com pena de latrocínio reduzida na proporção definida pelo juiz, diante da tentativa.
A classificação final do crime, no entanto, será feita pelo Ministério Público ao oferecer denúncia, e pela Justiça ao julgar o caso. A defesa também poderá contestar a tipificação e tentar rebaixar o enquadramento para roubo simples ou roubo qualificado, sem a forma de latrocínio.
Canais para denúncias e informações
Quem tiver informações que possam ajudar na investigação dessa tentativa de latrocínio em Jacareí ou na elucidação de outros crimes na região pode colaborar por meio dos canais oficiais:
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190 – Polícia Militar: para emergências em andamento;
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181 – Disque Denúncia: serviço anônimo para informações sobre crimes e foragidos;
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Delegacia de Polícia de Jacareí: atendimento para registro de BOs, apresentação de novas provas e acompanhamento de inquéritos.
A participação da comunidade é fundamental para reforçar a segurança em áreas rurais e em comércios de bairro.

Perguntas frequentes
1. Quando aconteceu a tentativa de latrocínio em Jacareí?
O crime foi registrado na manhã de domingo (16/11), por volta das 9h49, segundo o boletim de ocorrência.
2. Onde foi o crime?
A tentativa de latrocínio em Jacareí ocorreu em uma Mercearia, localizada na Rua Parateí, bairro Pagador de Andrade, área rural do município.
3. A vítima corre risco de morte?
A mulher foi ferida ao tentar se proteger do golpe de facão e foi levada ao hospital por populares. Ela não pôde ser ouvida pela polícia porque ainda estava hospitalizada, o que indica que seu estado de saúde inspira cuidados, mas o boletim de ocorrênvcia não detalha o quadro clínico.
4. Quanto dinheiro foi roubado?
Foram apreendidos e restituídos ao comércio R$ 118,00 em espécie, valor mencionado no boletim como quantia subtraída do caixa.
5. Que arma foi usada pelo suspeito?
O indiciado usou um facão/faca com cabo preto, apreendido pela Polícia Militar.
6. Por que o caso foi registrado como latrocínio tentado e não apenas como roubo?
Porque, segundo a Polícia Civil, o suspeito tentou acertar um golpe de facão na cabeça da vítima, o que poderia ter causado sua morte, e a morte só não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade dele – a defesa da vítima e o socorro rápido. Por isso, a autoridade entendeu tratar-se de latrocínio tentado (roubo com resultado morte na forma tentada).
7. O suspeito está preso?
Sim. Ele foi preso em flagrante e recolhido ao Centro de Triagem de Jacareí. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que ainda será analisada pela Justiça.
8. O suspeito tem antecedentes criminais?
O boletim registra que o indiciado ostenta passagens criminais, o que, segundo a autoridade, demonstra risco de reiteração delitiva e fundamenta o pedido de prisão preventiva.
9. O local do crime passou por perícia?
Não. O boletim relata que funcionários lavaram o local e reabriram o comércio antes da chegada da perícia, dificultando o trabalho da Polícia Científica.
10. O que ainda pode acontecer no processo?
O caso seguirá para o Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia por latrocínio tentado ou por outra tipificação. A defesa poderá contestar o enquadramento e pedir liberdade provisória. A Justiça analisará os pedidos, ouvirá testemunhas e, ao final, decidirá se condena ou absolve o réu.
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