Mulher encontrada morta após incêndio em Pinda estava grávida e foi perseguida por homem 30 minutos antes

Vívian Kathleen de Paiva Macedo, de 26 anos, estava grávida de sete meses quando foi encontrada morta após incêndio em Pinda, em uma casa no Araretama, nesta quinta-feira (13/08). Um vídeo obtido pela investigação mostra um homem atrás da jovem cerca de 30 minutos antes do acionamento do Corpo de Bombeiros; ele e o irmão prestaram depoimento à Polícia Civil, foram liberados e continuam sob investigação enquanto a perícia busca esclarecer a causa da morte e a origem do fogo. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A informação sobre a gestação foi dada por uma amiga de Vívian à TV Vanguarda. Segundo ela, a jovem esperava um bebê havia sete meses. A família aguarda a liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML) para definir o velório.

O caso ganhou novos elementos após o registro da ocorrência e a análise de imagens captadas antes do incêndio. A Polícia Civil instaurou inquérito e aguarda os laudos do IML e da perícia técnica para estabelecer a sequência dos fatos.

O que o vídeo mostra antes da morte de Vívian em Pindamonhangaba?

Uma câmera registrou um homem atrás de Vívian às 06h57, aproximadamente, 30 minutos antes do horário em que o Corpo de Bombeiros recebeu o chamado para a residência no Araretama.

As imagens passaram a integrar a apuração policial porque ajudam a reconstruir os minutos que antecederam o incêndio. O homem que aparece na sequência foi localizado e levado à delegacia para prestar esclarecimentos.

No depoimento, ele confirmou que seguiu Vívian após uma discussão, mas negou ter agredido a jovem. A versão apresentada por ele passa agora pelo confronto com as imagens, depoimentos, perícia e demais elementos reunidos no inquérito.

A existência do vídeo não permite, isoladamente, determinar como o incêndio começou ou estabelecer responsabilidade pela morte. Esse ponto depende da investigação conduzida pela Polícia Civil.

Qual foi a versão apresentada pelo homem ouvido pela Polícia Civil?

O homem declarou à polícia que ele, o irmão e Vívian tiveram discussões antes do incêndio. Conforme a versão registrada na ocorrência, ele saiu atrás da jovem quando ela deixou a casa.

Ele afirmou que não a agrediu. Depois, segundo o relato prestado à polícia, Vívian retornou ao imóvel, entrou em um quarto e fechou a porta.

O homem também apresentou a versão de que a própria jovem teria provocado o incêndio dentro do quarto. Essa declaração constitui apenas a versão de uma pessoa investigada e não representa conclusão da Polícia Civil sobre a origem do fogo ou sobre a morte.

O segundo homem citado na ocorrência, irmão daquele que aparece na perseguição, também foi levado à delegacia e prestou depoimento. Os dois deixaram a unidade policial após os interrogatórios.

A liberação após o depoimento não encerra a investigação. A Polícia Civil ainda depende dos exames periciais e de outras diligências para esclarecer o que ocorreu dentro da residência.

O Vale 360 News publicou ainda pela manhã as primeiras informações sobre a mulher encontrada morta no incêndio no Araretama. Naquele momento, a identidade da vítima e os fatos registrados antes do fogo ainda não tinham sido divulgados.

Por que a causa da morte de Vívian ainda não está definida?

Quando o Corpo de Bombeiros chegou à residência, o incêndio já estava controlado. A equipe recebeu o chamado por volta das 7h30 desta quinta-feira.

Vizinhos entraram no imóvel antes da chegada dos bombeiros e retiraram o corpo do quarto para a sala. Essa movimentação modificou a posição original da vítima e alterou parte da cena que seria examinada pelas equipes técnicas.

Por causa dessa circunstância, a definição da causa da morte dependerá dos exames do Instituto Médico Legal e dos resultados da perícia.

O fato de Vívian apresentar queimaduras não permite afirmar, antes do laudo, se a morte ocorreu exclusivamente em razão do fogo. Exames médico-legais podem esclarecer, entre outros pontos, a existência de lesões anteriores ao incêndio e outros fatores relevantes para a investigação.

Os dois homens ouvidos pela polícia foram presos?

Não. Os dois homens prestaram depoimento na delegacia e foram liberados após os interrogatórios. Eles permanecem na investigação, mas isso não significa que a Polícia Civil já tenha atribuído a eles responsabilidade pela morte.

Nenhuma conclusão definitiva sobre autoria foi divulgada até esta publicação. Também não há confirmação oficial sobre quem iniciou o incêndio.

Esse cuidado é essencial porque uma das hipóteses apresentadas à polícia partiu do próprio homem ouvido no caso. A versão precisa passar pelo confronto com provas independentes antes de qualquer conclusão.

Os laudos do IML e do Instituto de Criminalística terão papel central nessa etapa. Imagens, depoimentos e eventuais dados de aparelhos eletrônicos também podem ajudar a estabelecer a cronologia dos acontecimentos.

Por que casos de violência contra mulheres voltaram à atenção em Pindamonhangaba?

A morte de Vívian ocorre três dias após outro caso de forte repercussão em Pindamonhangaba. Na segunda-feira (10), Lívia Berthoud, de 23 anos, foi morta a tiros após sair de uma academia.

O Vale 360 News mostrou que o boletim do caso de Lívia trouxe novos elementos sobre as ameaças e a investigação do feminicídio. Trata-se de uma ocorrência distinta, sem relação conhecida com a morte de Vívian.

Outra reportagem do Vale 360 News revelou que Lívia recebia ameaças do ex por meio de transferências via Pix antes do crime.

Em maio, a cidade também registrou uma tentativa de feminicídio após um homem jogar um carro contra um muro com a esposa como passageira, segundo o registro policial daquele caso.

Esses episódios não devem ser tratados como relacionados entre si. Eles, porém, reforçam a importância dos canais de denúncia e das medidas de proteção para mulheres sob ameaça.

Onde uma mulher pode pedir ajuda em caso de ameaça ou violência?

Em uma situação de risco imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190. O Ligue 180 recebe denúncias e oferece orientação sobre a rede de atendimento às mulheres.

A vítima também pode procurar uma delegacia e solicitar informações sobre medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. Familiares, amigos e testemunhas podem comunicar situações de violência às autoridades.

A presença de ameaças, perseguição, agressões anteriores ou controle sobre a rotina da vítima deve receber atenção. O registro desses fatos, quando feito de forma segura, pode fornecer elementos importantes para pedidos de proteção e investigações.

O que falta esclarecer sobre a morte de Vívian Kathleen?

A Polícia Civil ainda precisa estabelecer como o incêndio começou, qual foi a causa exata da morte, o que ocorreu dentro da residência nos minutos anteriores ao fogo e qual foi a participação de cada pessoa que esteve no local.

Os investigadores também deverão analisar a sequência registrada pela câmera antes do incêndio e confrontar o vídeo com os depoimentos prestados na delegacia.

A informação de que Vívian estava grávida de sete meses também amplia o impacto familiar do caso. A família aguarda a liberação do corpo pelo IML.

Até a conclusão dos laudos e das diligências, não há base para atribuir a qualquer investigado a autoria da morte ou do incêndio. A Polícia Civil mantém o inquérito aberto para esclarecer as circunstâncias do caso.

encontrada morta após incêndio em Pinda
Foto: Reprodução

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Perguntas frequentes sobre mulher encontrada morta após incêndio em Pinda

Quem era a mulher encontrada morta após o incêndio no Araretama?

A Polícia Civil identificou a vítima como Vívian Kathleen de Paiva Macedo, de 26 anos.

Vívian Kathleen estava grávida?

Sim, segundo relato de uma amiga à TV Vanguarda. Ela afirmou que Vívian estava grávida de sete meses.

O que mostra o vídeo gravado antes do incêndio?

As imagens mostram um homem atrás de Vívian cerca de 30 minutos antes do acionamento do Corpo de Bombeiros. O material faz parte da investigação policial.

Os homens ouvidos pela Polícia Civil foram presos?

Não. Dois homens prestaram depoimento, foram liberados após os interrogatórios e permanecem sob investigação.

A Polícia Civil já sabe como Vívian morreu?

Não. A investigação aguarda os laudos do IML e da perícia para esclarecer a causa da morte, a origem do incêndio e a sequência dos acontecimentos.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.