Fundada em 19 de agosto de 1969, a Embraer comemora 56 anos nesta terça-feira (19/08) e celebra uma trajetória que a colocou entre os maiores fabricantes de aeronaves do mundo. Ao longo de mais de cinco décadas, a companhia projetou e certificou mais de 40 modelos e já entregou mais de 9 mil aviões a clientes em 100+ países, atuando nos segmentos comercial, executivo, defesa e segurança e agrícola. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Uma linha do tempo que começa no Bandeirante
O primeiro ícone da empresa é o EMB-110 Bandeirante, turboélice regional que abriu caminho para a exportação e para o adensamento da indústria aeronáutica brasileira. O Bandeirante se tornaria base de outras plataformas e marco do início da produção seriada em São José dos Campos.
Aviões comerciais: do Brasília aos E-Jets E2
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EMB-120 Brasília — Turboélice de 30 lugares que ganhou operadores pelo mundo a partir dos anos 1980 e consolidou a Embraer no nicho regional.
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Família ERJ (ERJ-135/140/145) — Os primeiros jatos regionais da empresa, com centenas de unidades entregues e presença em dezenas de países; o ERJ-145 segue em operação em várias companhias.
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E-Jets (E170/E175/E190/E195) — A família de jatos de 70 a 150 assentos que revolucionou o transporte regional e hoje soma centenas de aeronaves em serviço no mundo.
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E-Jets E2 (E190-E2/E195-E2) — Nova geração com motores de última geração e melhorias aerodinâmicas para menor consumo e ruído; o E190-E2 foi o primeiro a entrar em operação e o E195-E2 é o maior da família.
Defesa e segurança: do Tucano ao cargueiro KC-390
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EMB-312 Tucano — Treinador turboélice que virou padrão internacional e formou gerações de pilotos militares.
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A-29 Super Tucano — Evolução armada do Tucano, em produção e empregado em ataque leve, vigilância e treinamento avançado por diversas forças aéreas.
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AMX/A-1 — Aeronave de ataque coproduzida com parceiras italianas (Alenia/Aermacchi), ampliou o domínio tecnológico da Embraer no segmento militar.
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KC-390 Millennium — Cargueiro multimissão a jato, de alta produtividade e custos operacionais competitivos, já em serviço e com clientes na OTAN.
Jatos executivos: de Legacy e Lineage a Phenom e Praetor
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Legacy 600/650 e Lineage 1000 — Levaram a marca ao segmento de cabine grande, com alcance intercontinental e fuselagens derivadas da linha ERJ/E-Jet.
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Phenom 100/300 — A linha Phenom 300E tornou-se o jato leve mais entregue do mundo por vários anos, combinando velocidade, alcance e operação single-pilot.
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Praetor 500/600 — Jatos midsize e super-midsize com fly-by-wire e redução ativa de turbulência; o Praetor 600 figura entre os mais avançados da categoria.

Agrícola e inovação em combustíveis: o Ipanema a etanol
O EMB-202 Ipanema é o avião agrícola fabricado pela subsidiária em Botucatu. Em 2004, o modelo se tornou o primeiro avião do mundo certificado para voar com etanol, marco reconhecido e celebrado pela Embraer ao longo dos anos.
Projetos que deixaram legado: CBA 123 Vector
O CBA 123 Vector, turboélice de alta tecnologia desenvolvido em parceria com a argentina FMA, não chegou à produção, mas transferiu conhecimento para programas posteriores — inclusive os jatos regionais. Dois protótipos foram construídos e hoje integram acervos museológicos.
O impacto em São José dos Campos
“Nascida em São José dos Campos”, a Embraer ajudou a consolidar o município como polo aeroespacial e de inovação no Brasil, atraindo fornecedores, centros de pesquisa e qualificando mão de obra. A empresa mantém linhas de produção e desenvolvimento no Vale do Paraíba, além de unidades em outras regiões do país e no exterior. (Dados institucionais e histórico de entregas: 9 mil+ aeronaves e 40+ programas certificados.)
Por que a Embraer segue relevante
Da concepção do Bandeirante aos E-Jets E2 e ao KC-390, a fabricante construiu reputação por acertar nichos e inovar com pragmatismo — combinando engenharia, custos operacionais e suporte pós-venda. O portfólio diversificado (comercial, executivo, defesa e agrícola) e a presença global dão resiliência ao negócio, enquanto programas de modernização e novas tecnologias sustentam a competitividade.
Perguntas Frequentes
Quais são os aviões mais conhecidos da Embraer?
No comercial, ERJ e E-Jets/E2; na defesa, Tucano/Super Tucano e KC-390; no executivo, Phenom e Praetor; no agrícola, o Ipanema.
A Embraer ainda fabrica turboélices regionais?
Os turboélices clássicos (Bandeirante e Brasília) marcaram a história, mas a produção regional atual é de jatos E-Jets e E2.
Qual é o diferencial dos E-Jets E2?
Motores de última geração e melhorias aerodinâmicas entregam eficiência (menos combustível e ruído) e conforto em configuração 2-2, sem assento do meio.
O Ipanema a etanol ainda é referência?
Sim. O Ipanema foi o primeiro avião certificado para etanol, um marco de inovação em combustíveis alternativos na aviação.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

