A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (12/08), a Operação Caffeine Break, que desarticulou uma organização criminosa responsável pelo desvio de toneladas de cafeína do mercado legal para abastecer o tráfico de drogas. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A investigação começou a partir de São José dos Campos, onde está sediada a empresa que deu origem ao inquérito, e se estendeu a outras cidades paulistas e ao Rio de Janeiro
Origem em São José dos Campos
Empresa investigada
Segundo a PF, o ponto de partida da investigação foi a análise de movimentações atípicas de uma empresa local, voltada à produção e comércio de suplementos alimentícios e energéticos à base de cafeína.
Essa empresa, sediada em São José dos Campos, registrou compras irregulares de grandes quantidades de produto controlado, sem justificativa econômica ou logística.
Volume e fraude
Durante o período investigado, três empresas — a primeira localizada em São José dos Campos e outras duas no estado — adquiriram juntas mais de 550 toneladas de cafeína, mascarando as transações com notas fiscais falsas e sem lastro comercial.
Cumprimento de mandados na região
Em São José dos Campos
Foram cumpridos na cidade:
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2 mandados de prisão temporária.
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2 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas.
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2 mandados de busca e apreensão contra pessoas jurídicas.
Em Caraguatatuba
No município litorâneo, a PF executou:
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1 mandado de prisão temporária.
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1 mandado de busca contra pessoa física.
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3 mandados de busca contra pessoas jurídicas.
Alcance da operação
A ação contou com 210 policiais federais, cumprindo 20 mandados de prisão temporária e 51 mandados de busca e apreensão em 13 cidades de São Paulo e no Rio de Janeiro.
Além de São José dos Campos e Caraguatatuba, houve diligências em São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, Tietê, Cerquilho, Diadema, São Caetano do Sul e Santos, além da capital fluminense.
Estrutura da organização criminosa
Perfil dos investigados
O grupo envolvia químicos, farmacêuticos, despachantes aduaneiros, advogados e outros profissionais especializados para viabilizar o esquema.
Histórico criminal
O sócio da empresa de São José dos Campos já havia sido preso em 2010 pela Operação Opus Magna (Santos/SP) por um crime semelhante, mas retornou à atividade ilegal com métodos mais sofisticados.
Impacto financeiro e bloqueios
A Justiça determinou:
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59 bloqueios de contas bancárias.
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83 bloqueios e sequestros de bens móveis e imóveis.
O valor total bloqueado pode chegar a R$ 72 milhões.
Classificação criminal
Os investigados responderão, conforme suas condutas, por:
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Desvio de produtos químicos controlados para fabricação de drogas.
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Integração de organização criminosa.
As penas somadas podem ultrapassar 25 anos de prisão.
Nome da operação
A PF escolheu “Caffeine Break” como trocadilho com a expressão inglesa coffee break (pausa para o café), aludindo diretamente ao produto químico desviado.
Perguntas Frequentes
O que é a Operação Caffeine Break?
Ação da Polícia Federal para combater organização criminosa que desviava cafeína do mercado legal para uso no tráfico.
Onde começou a investigação?
Em São José dos Campos, a partir de uma empresa do setor de suplementos.
Quantos mandados foram cumpridos na cidade?
Seis no total: dois de prisão, dois de busca contra pessoas físicas e dois contra empresas.
Houve mandados em Caraguatatuba?
Sim. Foram um de prisão, um de busca contra pessoa física e três contra empresas.
Qual foi o valor total bloqueado?
Até R$ 72 milhões em bens e contas bancárias.
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