Polícia Civil de Caçapava prende comerciante por contrabando e descaminho em adega alvo de fiscalização por suspeita de metanol. A ação foi em conjunto com a Vigilância Sanitária de Caçapava na noite desta quinta-feira (23/10), em uma adega na Vila Antônio Augusto Luiz. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A diligência ocorreu após ofício da Secretaria Municipal de Saúde pedindo apoio policial a uma fiscalização motivada por suspeita de intoxicação por metanol associada a bebida comprada no local. Durante a inspeção, os agentes encontraram mercadorias de importação clandestina e produtos proibidos para comercialização no Brasil.
O que a polícia encontrou
Ao conferir notas fiscais e a procedência do estoque, os fiscais e policiais localizaram bebidas alcoólicas sem comprovação de importação regular, além de cigarros paraguaios e cigarros eletrônicos (vapes), cuja venda é vedada no país.
Também foi apreendido um sachê rotulado como “Vital Honey (Mel do Amor / Power Honey)”. O material foi lacrado e recolhido para perícia e para os procedimentos fazendários cabíveis.
Principais itens apreendidos (amostra citada no BO):
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Bebidas destiladas importadas irregularmente (ex.: Licor 43, José Cuervo, Black Label, Smirnoff Gold).
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4 maços de cigarro Eight (Paraguai).
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5 dispositivos eletrônicos para fumar (vapes).
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1 unidade de “Vital Honey”.
Prisão, crimes e por que não houve fiança
Segundo o boletim, o responsável legal pelo estabelecimento foi autuado em flagrante por contrabando (art. 334-A do Código Penal) e descaminho (art. 334). A autoridade policial ratificou a prisão com base nos incisos I e III do art. 302 do CPP (flagrante próprio e presumido).
Não foi arbitrada fiança: como a pena máxima combinada supera 4 anos, aplica-se o art. 322, §1º, do CPP, que impede o delegado de concedê-la nesse cenário. O caso prossegue agora à Justiça.
Como começou a investigação
De acordo com o histórico, a Vigilância Sanitária municipal coordenou a fiscalização após receber notícia de possível intoxicação por metanol em Tremembé, supostamente ligada a bebida comprada na adega.
A Polícia Civil prestou apoio, fez a checagem do estoque, cruzou documentos fiscais e interditou os itens suspeitos, com recolhimento do material — tanto por risco sanitário quanto pelo ilícito penal-aduaneiro.
Próximos passos
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Perícia e análises laboratoriais das bebidas para verificar adulteração (inclusive presença de metanol).
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Encaminhamento dos autos ao Ministério Público para eventual denúncia pelos crimes de contrabando/descaminho e outros que possam decorrer da perícia.
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Comunicação à Receita/Secretaria da Fazenda, para providências tributárias e de combate ao comércio ilegal.

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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

