Mulher de Taubaté conheceu, pelo TikTok, um suposto executivo estrangeiro — apresentado como “William”, “gerente de petróleo e gás no Reino Unido”. A conversa migrou para WhatsApp e, após semanas de contato, o homem prometeu “doar” 100 mil libras à vítima. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Para liberar o dinheiro, golpistas se passaram por uma casa de remessas chamada “Brasil Centro Remessa de Dinheiro” e exigiram taxas. Diante de ameaças (incluindo a divulgação de vídeo íntimo), a vítima pagou duas transferências que somam R$ 13.684 e bloqueou os contatos quando pediram mais R$ 14.700. A Polícia Civil registrou extorsão (art. 158 do CP).
Linha do tempo e valores (do primeiro contato à denúncia)
1) Do TikTok ao WhatsApp. O perfil “William” diz morar no Reino Unido e fornece número com DDI +44. O relacionamento evolui para conversas de rotina e troca de confiança.
2) A promessa-isca. O golpista promete 100 mil libras (quase R$ 700 mil) de “doação” e afirma que o valor já estaria reservado para a vítima numa empresa de remessas. Logo em seguida, alguém se apresentando como funcionário da “Brasil Centro Remessa de Dinheiro” envia mensagens a partir de número brasileiro.
3) A primeira taxa. Para “converter libras em reais”, cobram R$ 5.584. Diante da pressão, a vítima faz a transferência (TED).
4) A chantagem (extorsão). Entra em cena um “advogado” de William (número com DDI +234), que ameaça publicar vídeo íntimo caso a taxa não seja paga. A vítima cede.
5) A segunda taxa. Mais um pedido: R$ 8.100 para “finalizar a transferência”. A vítima paga novamente. Total já perdido: R$ 13.684.
6) O golpe tenta se alongar. Depois do formulário de “cadastro”, cobram mais R$ 14.700 para “obter a assinatura do advogado”. A vítima desconfia, não paga e bloqueia os contatos.
Como o golpe funcionou (anatomia da fraude)
1. Engenharia social com “romance”
Perfis atraentes em TikTok/redes sociais iniciam conversas privadas e construção de vínculo afetivo. O golpista apresenta narrativa profissional (executivo no exterior) e ganha credibilidade.
2. Falsa doação / herança / prêmio
A promessa de grande quantia cria senso de oportunidade e urgência. O fraudador terceiriza o contato para uma suposta empresa de remessas, que passa a exigir taxas “burocráticas”.
3. extorsão para forçar pagamento
Para quebrar resistências, entra o “advogado” com ameaças de postar conteúdo íntimo — prática típica da extorsão. O medo de exposição leva ao pagamento imediato.
4. Escalonamento de cobranças
Após cada pagamento, os criminosos inventam novos entraves e elevam o valor das “taxas”. O objetivo é prolongar a extração de dinheiro até a vítima romper o ciclo.
O que diz a lei
O caso foi registrado como extorsão (art. 158 do Código Penal) — crime consumado quando alguém constrange outrem, mediante violência ou grave ameaça, com intuito de obter vantagem econômica. Ameaçar divulgar vídeo íntimo para forçar pagamento se enquadra nesse tipo penal. A investigação tramita na Delegacia de Polícia da área do fato.
Serviço: como se proteger (passo a passo prático)
- Desconfie de “milagres financeiros”. Doações, heranças e prêmios que exigem taxas antecipadas são golpe. Não pague e não forneça dados.
- Não compartilhe conteúdo íntimo. Mesmo com pessoas “conhecidas” online, a captura e uso coercitivo do material é comum na sextorsão.
- Verifique perfis e empresas. Pesquise CNPJ, site, reclamações e endereços. “Centros de remessas” falsos copiam marcas e usam números descartáveis.
- Guarde evidências. Prints, comprovantes, números e links ajudam a polícia a rastrear o caminho do dinheiro.
Bloqueie e denuncie. Nas plataformas (TikTok/WhatsApp), bloqueie e report. Procure a Deic/delegacia e registre BO — presencial ou no Portal da SSP. - Peça apoio. Em caso de exposição online, não negocie com o criminoso. Procure advogado, Defensoria, Delegacia e suporte das plataformas para remoção de conteúdo.
Canais de denúncia e ajuda
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Polícia Civil: 197 (informações) | Delegacia Eletrônica (BO).
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PM: 190 (emergências).
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Disque Denúncia: 181 (anônimo).
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Delegacia de Defesa da Mulher (quando houver violência de gênero).
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Suporte das plataformas (TikTok/Meta): use “Denunciar” e “Bloquear”.
Importante: a vítima não precisa se envergonhar. Golpistas profissionais miram emoções, não “ingenuidade”. O registro rápido do Boletim de Ocorrência e a preservação de provas são importantes para interromper a cadeia.

Perguntas frequentes
Quanto a vítima perdeu?
R$ 13.684 (R$ 5.584 + R$ 8.100). Houve tentativa de novo débito de R$ 14.700, não pago.
Que artifício os criminosos usaram?
Promessa de doação em libras, cobrança de “taxas”, e sextorsão (ameaça de divulgar vídeo íntimo) para forçar pagamentos.
Como o caso foi classificado?
Como extorsão (art. 158 do CP), autoria desconhecida.
Posso publicar nomes e números citados?
Deixe isso com a polícia. Para o público, o essencial é reconhecer o padrão do golpe e denunciar.
O que fazer se também enviei conteúdo íntimo?
Pare de pagar, salve provas, registre BO e solicite remoção nas plataformas. Busque apoio jurídico e psicológico.
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