Justiça manda Prefeitura de Caçapava regularizar 52 prédios públicos sem AVCB em até seis meses

Caçapava terá de regularizar 52 prédios sem AVCB após sentença da 2ª Vara Cível que julgou procedente ação civil pública movida pelo Ministério Público. A decisão determina que a Prefeitura conclua estudos, projetos e obras necessários para adequação dos imóveis e obtenha os documentos exigidos pelo Corpo de Bombeiros no prazo máximo de seis meses. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Na sentença, a juíza Simone Cristina de Oliveira afirma que a falta do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros não é mera formalidade burocrática, mas uma exigência essencial para garantir a segurança de servidores e da população que frequenta prédios municipais.

O processo foi movido pelo Ministério Público após inquérito civil apontar omissão do município em garantir a regularidade de imóveis públicos. Segundo os autos, a Prefeitura admitiu a irregularidade de 52 unidades.

O que Justiça determinou para Caçapava regularizar 52 prédios sem AVCB

A decisão judicial estabelece que a Prefeitura apresente, em até 60 dias, um cronograma detalhado de execução com etapas semestrais. Depois disso, o município terá até seis meses para concluir as medidas e apresentar em juízo os AVCBs ou documentos equivalentes que comprovem a regularidade dos imóveis.

A sentença também determina que o município se abstenha imediatamente de locar, receber em cessão ou colocar em funcionamento imóveis sem AVCB válido. Em caso de descumprimento, foram fixadas multas diárias e penalidades por imóvel irregular.

Juíza rejeita argumento de limitação orçamentária

Ao analisar a defesa da Prefeitura, a magistrada afastou a tese de “reserva do possível” e afirmou que o direito à vida e à segurança prevalece sobre alegações financeiras ou conveniências administrativas. A sentença destaca ainda que a omissão já era conhecida desde 2019, o que, segundo a decisão, enfraquece o argumento de impossibilidade de planejamento.

O texto também alerta que o descumprimento injustificado da ordem pode gerar responsabilização pessoal do gestor público e até medidas mais duras na fase de execução, como eventual interdição de imóveis que não ofereçam condições mínimas de segurança.

“O argumento de que a proposta orçamentária para 2025 já havia sido enviada à Câmara Municipal quando da citação não exime o Município de sua responsabilidade. A omissão é antiga, apurada em inquérito civil instaurado em 2019. A Administração teve tempo mais que suficiente para planejar e executar as adequações.

A inércia ao longo de anos não pode ser premiada, transformando-se em justificativa para o descumprimento de um dever legal e de uma ordem judicial. O Poder Executivo dispõe de mecanismos para solicitar créditos suplementares ou especiais, se necessário, para cumprir obrigações urgentes e inadiáveis.”

Na decisão, a juíza faz um alerta: “É imperioso ressaltar que o descumprimento injustificado de ordem judicial pode acarretar a responsabilidade pessoal do gestor público. A recalcitrância em adotar as providências determinadas, além de sujeitar o Município à multa, pode configurar ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública (art. 11 da Lei nº 8.429/92), bem como o crime de desobediência (art. 330 do Código Penal), sem prejuízo da apuração de responsabilidade civil e política. O administrador não possui um escudo que o proteja das consequências de seus atos e omissões deliberadamente contrários à lei e às decisões judiciais.”

Decisão pressiona Prefeitura em meio a debate sobre reformas e investimentos

A ordem judicial amplia a pressão sobre a gestão municipal num momento em que Caçapava já discute fontes de recursos para reforma e adequação de próprios públicos. A sentença deixa claro que a regularização dos prédios não é facultativa e deve receber prioridade administrativa.

O Vale 360 News já mostrou que o TCE apontou ausência de AVCB em prédios públicos de Caçapava. O portal também publicou o debate sobre obras que a Prefeitura quer realizar com a venda de terrenos, a aprovação da lei do leilão de áreas públicas com recursos para reforma de próprios municipais e a declaração do prefeito sobre a fase de contratação do leiloeiro e o uso do dinheiro para investimentos em obras vinculadas ao pacote da cidade.

O que diz a Prefeitura

A Prefeitura de Caçapava foi procurada pelo Vale 360 News, mas ainda não há uma posição.

prédios públicos sem AVCB

Perguntas frequentes sobre a decisão que manda Caçapava regularizar 52 prédios sem AVCB

Quantos imóveis públicos aparecem na sentença?

A decisão cita 52 prédios públicos municipais em situação irregular quanto ao AVCB.

Qual prazo a Prefeitura recebeu?

O município terá 60 dias para apresentar cronograma detalhado e até seis meses para concluir a regularização e apresentar os documentos exigidos.

O que é AVCB?

É o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, documento que atesta que a edificação cumpre condições mínimas de segurança contra incêndio.

Há multa em caso de descumprimento?

Sim. A sentença prevê multa diária para o atraso no cronograma e outra penalidade para o descumprimento da obrigação principal de regularizar os imóveis.

A Prefeitura pode continuar usando prédios sem AVCB?

A decisão determina que o município se abstenha imediatamente de locar, receber ou colocar em funcionamento imóveis sem AVCB válido.

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