A Polícia Civil prendeu três pessoas e apreendeu cerca de 6 kg de cocaína, maconha e crack nesta quinta-feira (30/07) em Ubatuba, durante uma operação contra rifas clandestinas investigadas como instrumento de lavagem do dinheiro do tráfico. Os presos ficaram à disposição da Justiça e a apuração busca outros envolvidos. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Quantas pessoas foram presas na operação contra rifas clandestinas em Ubatuba?
A ação do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 1 (Deinter 1), por meio da Delegacia Seccional de Polícia de São Sebastião e da Delegacia de Polícia de Ubatuba, mobilizou cerca de 20 policiais civis em seis viaturas. Equipes do Setor de Investigações Gerais (SIG) cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário.
A delegada titular Ana Carolina, da Delegacia de Polícia de Ubatuba, e o delegado assistente Rodrigo Soares coordenaram os trabalhos, conforme o informe policial. Duas prisões alcançaram alvos da investigação. A terceira ocorreu em flagrante durante as diligências.
O foco no patrimônio acompanha uma linha recente de apurações na região. Em 29 de julho de 2026, a Operação Conúbio bloqueou até R$ 2,5 milhões em bens ligados ao tráfico em São José dos Campos e Jacareí. No caso de Ubatuba, a investigação tenta identificar a origem e o destino do dinheiro associado às rifas.
Quais drogas e objetos a Polícia Civil apreendeu em Ubatuba?
A Polícia Civil apreendeu cerca de 3 kg de cocaína, 2 kg de maconha e 1 kg de crack. Os pesos ainda dependem da conferência pericial. A corporação também recolheu haxixe, porções de “flor de maconha”, dinheiro em espécie, aparelhos celulares, um notebook, máquinas de cartão, rádios comunicadores, bilhetes de rifa e uma motocicleta destinada a sorteio.
| Categoria | Item apreendido | Quantidade ou situação informada | Relevância para a investigação |
|---|---|---|---|
| Droga | Cocaína | Cerca de 3 kg no balanço preliminar | Material será pesado e submetido à perícia |
| Droga | Maconha | Cerca de 2 kg, além de porções fracionadas e “flor” | Parte do material já estava embalada para venda |
| Droga | Crack | Cerca de 1 kg no balanço preliminar | Material integra a apuração por tráfico de drogas |
| Droga | Haxixe | Peso separado não informado | Será incluído na análise pericial |
| Financeiro | Dinheiro em espécie | Valor total não divulgado | Pode ajudar a reconstituir o fluxo de recursos |
| Financeiro | Máquinas de cartão | Quantidade não divulgada | Podem conter registros de pagamentos e recebimentos |
| Eletrônico | Aparelhos celulares | Quantidade final não divulgada | Podem revelar contatos, mensagens e registros de transações |
| Eletrônico | Notebook | Uma unidade | Pode reunir arquivos, planilhas e dados financeiros |
| Comunicação | Rádios comunicadores | Quantidade não divulgada | Podem indicar a divisão de tarefas entre suspeitos |
| Rifas | Bilhetes | Quantidade não divulgada | Servirão para comparar vendas, pagamentos e participantes |
| Rifas | Motocicleta | Uma unidade destinada a sorteio | É o bem associado à rifa investigada |
A apreensão desta quinta-feira se soma a outras ações contra o tráfico na cidade. Em fevereiro de 2026, a Polícia Militar localizou uma estrutura com mais de 40 kg de drogas e cerca de 90 litros de lança-perfume em Ubatuba. A operação atual, porém, acrescenta uma frente financeira à apuração.
Como as rifas clandestinas podem ter lavado dinheiro do tráfico?
A hipótese policial é que a venda dos bilhetes servia para movimentar valores do tráfico e atribuir aparência lícita ao dinheiro. A investigação ainda precisa comparar os bilhetes, os registros das máquinas de cartão, o dinheiro em espécie e os dados dos equipamentos eletrônicos.
Na prática, a perícia pode verificar se houve correspondência entre a quantidade de bilhetes, os pagamentos recebidos, o valor do prêmio e os recursos que circularam nas contas ou nas máquinas. A presença da motocicleta não comprova, por si só, a lavagem de dinheiro; ela fornece um ponto de partida para a análise documental e financeira.
O caso tem relação temática com a Operação Cúpula Financeira, que mirou o setor financeiro do tráfico no Vale do Paraíba e no Litoral Norte. As duas investigações mostram que a repressão não se limita à droga apreendida e também busca o caminho do dinheiro.
Qual era o papel dos três presos na investigação?
Um dos investigados foi apontado como gerente de um ponto de venda de drogas no bairro Ipiranguinha. Na casa dele, os policiais acharam um tijolo de maconha, porções fracionadas e embaladas, crack, “flor de maconha” e um celular.
O segundo alvo foi preso após a localização de uma quantidade expressiva de entorpecentes durante o cumprimento da ordem judicial. O terceiro suspeito, segundo a Polícia Civil, atuava como “olheiro”: ele vigiava a movimentação das equipes e repassava informações aos investigados para tentar dificultar as diligências.
As atribuições constam da versão policial e ainda passarão pelo contraditório no processo. Prisão em flagrante ou cumprimento de mandado não equivale a condenação, e a responsabilidade individual depende da análise das provas e das decisões da Justiça.
Em novembro de 2024, outra apuração do Setor de Investigações Gerais resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de tráfico após seis meses de investigação em Ubatuba. O histórico reforça o uso de investigação prévia antes do cumprimento dos mandados.
Por que celulares, notebook e máquinas de cartão são importantes?
Os aparelhos podem ajudar a identificar comunicações entre os investigados, registros de venda das rifas, pagamentos, contatos e possíveis transferências. A análise também pode apontar quem administrava cada etapa, quais valores circularam e se outras pessoas participaram do esquema.
Os dados não substituem a prova pericial. A polícia precisa preservar o material, extrair as informações de forma técnica e confrontar os registros digitais com o dinheiro, os bilhetes e a motocicleta. Essa combinação pode confirmar ou afastar a hipótese de que as rifas serviram para ocultar recursos do tráfico.
O que acontece agora com os presos e com a investigação?
As equipes devem aprofundar a participação individual de cada investigado, identificar outros possíveis envolvidos e rastrear a origem e o destino dos recursos. Os entorpecentes e objetos passarão por perícia, enquanto os dados eletrônicos poderão sustentar novas diligências ou pedidos judiciais.
O resultado final depende dos laudos, da análise financeira e das decisões do Poder Judiciário. O Vale 360 News atualizará esta reportagem quando a Polícia Civil divulgar o peso pericial das drogas, o valor do dinheiro apreendido ou novos desdobramentos.

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Perguntas frequentes sobre a operação contra rifas clandestinas em Ubatuba
Quantas pessoas foram presas na operação em Ubatuba?
Três pessoas foram presas pela Polícia Civil em 30 de julho de 2026. Duas eram alvos da investigação e a terceira prisão ocorreu em flagrante.
Quais drogas foram apreendidas?
O balanço preliminar indica cerca de 3 kg de cocaína, 2 kg de maconha e 1 kg de crack. Haxixe e porções de “flor de maconha” também foram recolhidos, sem peso separado divulgado.
Como as rifas entram na investigação?
A Polícia Civil suspeita que as rifas ajudavam a movimentar e ocultar dinheiro do tráfico. Bilhetes, máquinas de cartão e uma motocicleta destinada ao sorteio passarão por análise.
Qual foi a atuação do suspeito apontado como olheiro?
Segundo a Polícia Civil, o suspeito vigiava as equipes e repassava informações aos demais investigados. Ele foi preso em flagrante durante a operação.
O que acontecerá com celulares e notebook?
Os aparelhos serão submetidos à análise pericial para localizar comunicações e registros financeiros. Os dados podem indicar a estrutura do grupo e a participação de outras pessoas.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

