Ex fazia ameaças a Lívia em Pinda por meio de Pix; ele segue internado em estado gravíssimo

As ameaças a Lívia em Pinda por meio de Pix eram uma das formas usadas pelo ex-namorado Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite para manter contato com a jovem após ela bloqueá-lo em aplicativos e redes sociais, segundo informações de familiares. Lívia, de 23 anos, possuía medida protetiva contra o ex e foi morta a tiros e na manhã de segunda-feira (10/08). Carlos Eduardo permanece nesta quarta-feira (12/08) internado na UTI da Santa Casa de Pindamonhangaba, em estado gravíssimo, intubado e inconsciente, com edema cerebral. Ele está preso preventivamente e permanece sob escolta policial. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Como Carlos Eduardo enviava ameaças a Lívia em Pinda por meio de Pix?

O Pix passou a servir como um canal de contato depois que Lívia Berthoud bloqueou Carlos Eduardo nos aplicativos de mensagens e nas redes sociais. De acordo com familiares da jovem, ele realizava transferências bancárias e utilizava o espaço destinado à mensagem da operação para escrever textos direcionados a ela.

Segundo os relatos recebidos pela reportagem, algumas dessas mensagens tinham conteúdo de ameaça. Dessa forma, mesmo sem acesso aos canais tradicionais de comunicação, o ex conseguia fazer com que o texto chegasse à conta bancária de Lívia junto com a notificação da transferência.

O detalhe acrescenta um novo elemento ao histórico que antecedeu o feminicídio de Lívia Berthoud em Pindamonhangaba. O boletim de ocorrência já apontava que familiares haviam relatado ameaças de morte anteriores e que a jovem possuía medida protetiva de urgência contra o ex-namorado. Ela também mudou a rotina diante das ameaças.

Por que as mensagens enviadas pelo Pix são importantes para a investigação?

Registros bancários podem ajudar a documentar tentativas de contato. Uma transferência deixa dados vinculados à operação, como identificação das contas e registro da transação, além do eventual texto associado ao pagamento.

No caso de Lívia, caberá à Polícia Civil analisar o conteúdo disponível e verificar de que forma essas mensagens se relacionam com o histórico de ameaças relatado pela família e com as restrições impostas pela medida protetiva.

A existência de uma medida judicial não permite concluir, sem acesso ao conteúdo integral da decisão, que cada transferência representou por si só um descumprimento da ordem. A investigação deve verificar quais proibições estavam previstas e confrontá-las com os contatos atribuídos a Carlos Eduardo.

O que familiares relatam sobre o relacionamento de Lívia e Carlos Eduardo?

Familiares de Lívia afirmam que ela e Carlos Eduardo mantiveram um relacionamento por cerca de quatro anos. O namoro terminou, mas, segundo a família, ele não aceitava a separação.

Após o fim do relacionamento, Lívia bloqueou o ex nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens. A jovem também procurou proteção judicial. Mesmo assim, conforme os relatos da família, Carlos Eduardo buscou outras formas de estabelecer contato, entre elas as mensagens anexadas às transferências por Pix.

O Vale 360 News já mostrou que Lívia foi morta após sair de uma academia em Pindamonhangaba. Ela caminhava pela Rua São Sebastião quando foi atingida por disparos.

O boletim de ocorrência divulgado posteriormente acrescentou novos elementos à apuração, entre eles a existência da medida protetiva, os relatos de ameaças anteriores e os objetos encontrados no apartamento de Carlos Eduardo.

Qual é o estado de saúde de Carlos Eduardo após o feminicídio?

Carlos Eduardo permanece internado em estado gravíssimo na UTI da Santa Casa de Pindamonhangaba. As informações atualizadas obtidas pelo Vale 360 News apontam que ele está intubado, inconsciente e apresenta edema cerebral.

Ele recebeu atendimento médico após sofrer um ferimento por arma de fogo depois da morte de Lívia. A Polícia Civil formalizou a prisão no decorrer da ocorrência, e a Justiça posteriormente converteu a prisão em preventiva.

Mesmo hospitalizado, Carlos Eduardo permanece na condição de preso. Policiais mantêm escolta no hospital. O quadro clínico impede, neste momento, que ele participe normalmente dos atos que dependam de condições médicas para sua realização.

Carlos Eduardo continua preso mesmo dentro da UTI?

Sim. A internação hospitalar não suspende a prisão preventiva. Carlos Eduardo permanece sob custódia do Estado e escolta policial enquanto recebe tratamento médico.

O avanço dos procedimentos do processo depende das decisões judiciais, da investigação e das condições clínicas do investigado. A Polícia Civil também reúne outros elementos para a conclusão do inquérito.

O que já se sabe sobre o feminicídio de Lívia Berthoud em Pinda?

Lívia Berthoud tinha 23 anos e foi morta a tiros na manhã de 10 de agosto, em Pindamonhangaba. Ela havia saído de uma academia pouco antes do crime. As primeiras informações apuradas indicaram que o ex-namorado seguiu Lívia por alguns metros. Ela foi atingida por disparos na Rua São Sebastião. Equipes de emergência prestaram atendimento, mas a morte foi constatada no local.

Após o crime, policiais localizaram Carlos Eduardo em seu apartamento. A Polícia Civil apreendeu um revólver calibre .38, celulares, uma carta manuscrita, o veículo relacionado ao suspeito e outros objetos.

O boletim do feminicídio também revelou que o nome de Lívia foi encontrado escrito com sangue em um espelho no imóvel onde Carlos Eduardo foi localizado.

O caso permanece sob investigação da Delegacia de Defesa da Mulher de Pindamonhangaba.

O que a medida protetiva representa no caso de Lívia?

A medida protetiva é uma decisão judicial destinada a reduzir o risco enfrentado por uma vítima de violência doméstica. Conforme o conteúdo da ordem, a Justiça pode impor distância mínima, impedir aproximação e proibir formas de contato.

No caso de Lívia, o boletim confirma que existia medida protetiva contra o ex. A apuração agora precisa esclarecer os termos exatos dessa decisão e se os contatos atribuídos a Carlos Eduardo por meio do Pix contrariaram as determinações judiciais.

Outro caso publicado pelo portal mostra a importância dessa análise. Em 2025, um homem foi preso após procurar a ex no local de trabalho em Pindamonhangaba e fazer ameaças. Naquela ocorrência, a polícia confirmou a existência de medida protetiva.

Em maio deste ano, Pindamonhangaba também registrou uma tentativa de feminicídio após um homem bater um carro de propósito contra um muro, segundo o boletim daquela ocorrência. Os casos não possuem relação entre si, mas expõem diferentes contextos de violência contra a mulher no município.

Como uma vítima pode preservar ameaças recebidas por Pix?

Mensagens recebidas por transferências bancárias podem ter relevância para uma apuração policial. A vítima pode preservar os comprovantes, extratos e registros das operações, além de evitar a exclusão de notificações que possam auxiliar na identificação das transações.

Também é importante apresentar esses registros à autoridade policial sempre que houver ameaça, perseguição ou tentativa insistente de contato. Caso exista medida protetiva, a vítima deve informar à polícia qualquer conduta que possa contrariar a decisão judicial.

Em situação de risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. A Central de Atendimento à Mulher, pelo Ligue 180, também recebe denúncias e fornece orientação sobre os serviços disponíveis.

ameaças a Lívia em Pinda por meio de Pix
Carlos Eduardo e Lívia Berthoud

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Perguntas frequentes sobre as ameaças a Lívia em Pinda por meio de Pix

Carlos Eduardo enviava ameaças a Lívia pelo Pix?

Segundo familiares de Lívia, sim. Após ser bloqueado em aplicativos e redes sociais, Carlos Eduardo fazia transferências e utilizava o campo de mensagem do Pix para enviar textos à jovem, inclusive ameaças.

Lívia Berthoud tinha medida protetiva contra o ex?

Sim. O boletim de ocorrência informa que Lívia possuía medida protetiva de urgência contra Carlos Eduardo antes do feminicídio.

Por quanto tempo Lívia e Carlos Eduardo namoraram?

De acordo com familiares, os dois mantiveram um relacionamento por cerca de quatro anos. Após a separação, Carlos Eduardo não aceitava o fim do namoro, segundo os relatos.

Qual é o estado de saúde de Carlos Eduardo?

Carlos Eduardo permanece internado na UTI da Santa Casa de Pindamonhangaba em estado gravíssimo. Ele está intubado, inconsciente e apresenta edema cerebral.

Carlos Eduardo está preso?

Sim. A prisão foi convertida em preventiva. Ele permanece preso sob escolta policial durante a internação na Santa Casa de Pindamonhangaba.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.