Metalúrgicos da GM em São José dos Campos param 2 horas após rejeitar reajuste de 1%

Os metalúrgicos da GM em São José dos Campos fizeram uma paralisação de duas horas na quarta-feira (02/09), das 5h50 às 7h50, depois de rejeitar a proposta de reajuste salarial apresentada pela montadora. O sindicato pede reajuste de 3,5% acima da inflação. A empresa propôs 1%. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A decisão foi tomada em assembleia realizada na manhã de quarta, após a General Motors apresentar duas alternativas de acordo — ambas rejeitadas pelos trabalhadores. A categoria já estava em estado de greve desde segunda-feira (31/08) para pressionar a empresa a avançar nas negociações da campanha salarial.

Quais foram as propostas que a GM apresentou aos metalúrgicos?

A General Motors apresentou duas alternativas na reunião realizada na terça-feira (1º/09) com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região. A primeira opção previa acordo com vigência de dois anos: reajuste pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 1% apenas em 2026. Para 2027, haveria só a reposição da inflação, sem ganho real.

A segunda alternativa seria um acordo de quatro anos, sem nenhum reajuste acima da inflação em todo o período.

Quanto os trabalhadores da GM pedem de vale-alimentação?

Além do reajuste salarial, os metalúrgicos reivindicam vale-alimentação mensal de R$ 1.200 em 2026 e R$ 1.350 em 2027.

A proposta da General Motors foi de R$ 950 em 2026 e R$ 1.000 em 2027 — no cenário de acordo de dois anos. Se o acordo fosse de quatro anos, o vale-alimentação começaria em R$ 1.050 (2026) e só chegaria a R$ 1.250 em 2029.

Quantas reuniões já aconteceram entre sindicato e GM nesta campanha?

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região se reuniu 11 vezes com a General Motors desde o início da campanha salarial de 2026. Uma nova rodada de negociação está marcada para quinta-feira (03/09).

“A mobilização, iniciada com o estado de greve, levou a empresa a alguns avanços nas negociações, mas isso ainda não atende a nossa pauta. Se a GM continuar insistindo nesse reajuste insignificante, o próximo passo será intensificar ainda mais nossa luta; e se não houver uma proposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores, o caminho será a greve”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Valmir Mariano.

O que acontece se a GM não aceitar as reivindicações dos metalúrgicos?

O Sindicato dos Metalúrgicos sinaliza que a paralisação de duas horas é apenas o primeiro passo de uma escalada de mobilizações. Se a General Motors não apresentar uma proposta que atenda às reivindicações, a categoria pode aprovar uma greve por tempo indeterminado.

O estado de greve — mobilização que antecede a paralisação efetiva — já está em vigor desde segunda-feira (31/08). A estratégia é pressionar a montadora a melhorar a oferta de reajuste e vale-alimentação antes que a produção seja interrompida de forma prolongada.

Como está o cenário das negociações salariais na indústria de São José dos Campos?

A campanha salarial dos metalúrgicos de São José dos Campos envolve mais de 20 mil trabalhadores da indústria automobilística e aeroespacial na região. A General Motors é uma das principais empregadoras do setor no município, ao lado de Embraer e outras montadoras e fornecedoras.

A diferença entre a proposta da empresa (1% acima da inflação) e a reivindicação do sindicato (3,5% acima do INPC) representa um impasse significativo. Em anos anteriores, acordos na casa de 2% a 3% acima da inflação foram mais comuns na categoria, mas o cenário econômico e as estratégias das montadoras têm endurecido as negociações.

Outro lado

A GM foi procurada e ainda não se manifestou a respeito da paralisação de duas horas dos metalúrgicos da GM em São José dos Campos.

Metalúrgicos da GM em São José dos Campos fazem paralisação de duas horas
Foto: Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (Divulgação)

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