Um árbitro assistente de 67 anos foi preso em flagrante por injúria racial e ameaça após ofensas contra dois homens, de 19 e 36 anos, durante a partida entre Atlético Bonfim e Rodoviário, na tarde de domingo, 19 de julho de 2026, no Campo Municipal Radialista Santos Cursino, em Taubaté. O jogo foi encerrado no início do segundo tempo, e o caso ficará sob investigação da polícia civil. A Liga Municipal ainda deve decidir o destino da partida. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
De acordo com nota da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, policiais militares receberam o chamado após a denúncia de ofensas de cunho racial contra as duas vítimas. O suspeito também teria ameaçado um dos homens.
Os policiais levaram o árbitro assistente, as vítimas e uma testemunha ao Plantão Policial de Taubaté. Os depoimentos tiveram registro audiovisual.
A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante por injúria racial e ameaça e determinou a abertura de inquérito. O homem não teve a identidade divulgada.
As informações sobre a dinâmica esportiva e os relatos das vítimas são do portal T7 News, que acompanhou o caso. A reportagem afirma que o episódio causou constrangimento, revolta e forte impacto emocional nos dois torcedores.
Como começou a confusão entre Atlético Bonfim e Rodoviário?
A partida, válida pela oitava rodada do Campeonato Amador da Segunda Divisão de Taubaté, transcorria sem incidentes até os primeiros minutos do segundo tempo.
O Atlético Bonfim marcou um gol, e o árbitro principal correu para o centro do campo, gesto que indicava a confirmação do lance. O árbitro assistente, porém, permaneceu parado.
Após reclamações de jogadores do Rodoviário, o assistente indicou impedimento e o gol acabou anulado. A mudança na decisão provocou protestos de torcedores do Atlético Bonfim.
As vítimas reconheceram que parte da torcida dirigiu xingamentos à equipe de arbitragem. Um dos jovens teria chamado o assistente de “lixo”. Segundo os relatos, o suspeito respondeu com ofensas que relacionavam os torcedores negros à cor da pele.
A existência de protestos ou insultos contra uma decisão esportiva não autoriza resposta de conteúdo racial. Cada possível conduta deve receber análise própria pelas autoridades.
Quais ofensas foram relatadas pelas vítimas?
O pai do torcedor de 19 anos afirmou ao T7 News que o árbitro assistente comparou a própria condição de homem branco com a cor da pele do jovem e de outro torcedor negro. O suspeito também teria passado a mão no braço, em referência à pele.
A vítima de 36 anos relatou outras expressões racistas durante a discussão. A reportagem opta por não repetir todos os termos, pois a descrição do conteúdo discriminatório basta para informar o fato sem ampliar a exposição das vítimas.
O torcedor também afirmou que nunca havia sofrido um episódio semelhante. Ele descreveu sentimentos de choque, raiva e desprezo após as palavras atribuídas ao árbitro assistente.
O pai do jovem de 19 anos disse que viu o filho chorar após o caso. Para ele, a ofensa provocou dor e indignação, principalmente por partir de um integrante da equipe responsável pela condução do jogo.
Os relatos das duas vítimas e da testemunha agora integram o inquérito. A defesa do suspeito poderá apresentar sua versão ao longo da investigação e do eventual processo.
Qual ameaça teria sido feita pelo árbitro assistente?
Além das ofensas raciais, o suspeito teria usado uma expressão interpretada pelas vítimas como ameaça com arma de fogo. A nota da SSP confirma que a ocorrência também recebeu o enquadramento de ameaça, mas não detalha as palavras.
Não há informação sobre localização ou apreensão de arma durante o atendimento policial. A investigação deverá definir o contexto da frase, a pessoa contra a qual ela foi dirigida e a existência de elementos que confirmem o temor relatado.
A ameaça representa um crime distinto da injúria racial. Por isso, a Polícia Civil deve examinar separadamente os relatos e as provas ligadas a cada conduta.
Por que os jogadores recusaram a continuação da partida?
Jogadores das duas equipes perceberam a discussão e teriam ouvido as ofensas. Atletas do próprio Rodoviário também reprovaram a conduta atribuída ao assistente, de acordo com as testemunhas.
Os jogadores informaram que não retomariam a partida com o integrante da arbitragem em campo. O confronto terminou quando restavam poucos minutos da etapa inicial do segundo tempo.
A Liga Municipal de Futebol Amador de Taubaté deverá analisar a súmula, os relatórios, os depoimentos e as regras da competição. A entidade ainda precisa decidir se haverá continuidade do jogo, manutenção do placar, nova data ou outra medida esportiva.
Até a última atualização, a Liga não havia divulgado nota oficial sobre o caso ou sobre a atuação do árbitro assistente.
O que é injúria racial?
A injúria racial ocorre quando uma pessoa ofende a dignidade ou o decoro de outra com referências a raça, cor, etnia ou procedência nacional. A conduta tem uma vítima determinada, como no relato apresentado pelos dois torcedores.
A Lei nº 14.532, de 2023, passou a tratar a injúria racial como crime de racismo. A pena prevista é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. A definição da responsabilidade e da pena cabe à Justiça, após análise das provas e respeito ao direito de defesa.
Quando o crime ocorre em atividade esportiva destinada ao público, a legislação também prevê a proibição de frequência a locais de práticas esportivas, artísticas ou culturais pelo período de três anos.
Em julho de 2026, o Vale 360 News noticiou a prisão de um homem após ofensas raciais contra uma funcionária de padaria em São José dos Campos. O caso também teve registro por injúria racial.
Em outra ocorrência, a mãe de um adolescente procurou a Polícia Civil após o filho relatar uma abordagem com expressões racistas em um mercado de São José dos Campos.
Por que o caso amplia o debate sobre segurança no futebol amador?
O episódio ocorreu no mesmo domingo em que outro jogo amador de Taubaté terminou antes do horário previsto. A partida entre Juventus e Atlético Cecap teve interrupção após um suposto disparo durante a comemoração de um gol no Parque Ipanema.
Os dois casos não possuem relação confirmada. A coincidência, porém, reforça o debate sobre protocolos de segurança, controle de acesso, conduta de torcedores e preparo das equipes de arbitragem.
Em maio de 2025, o portal também mostrou que dois jogos do Campeonato Amador de Taubaté terminaram com tiros e confusão. A Polícia Civil abriu inquérito para identificar os responsáveis.
Entidades esportivas podem adotar códigos de conduta, canais de denúncia, formação antirracista para árbitros e dirigentes e procedimentos claros para a interrupção de partidas. Medidas disciplinares não substituem a investigação criminal, mas ajudam a proteger jogadores, torcedores e profissionais.
Como uma vítima de racismo pode denunciar?
A vítima pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 em uma situação imediata ou procurar uma delegacia da Polícia Civil. Testemunhas também podem apresentar relatos e provas.
Vídeos, áudios, mensagens, nomes de testemunhas e informações sobre data, horário e local podem contribuir com a investigação. A pessoa deve preservar os arquivos originais e evitar cortes que retirem o contexto.
O Disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos em todo o país. A ligação é gratuita, e qualquer pessoa pode comunicar um caso do qual tenha sido vítima ou testemunha.
A vítima também pode buscar orientação de advogado, da Defensoria Pública ou de órgãos de promoção da igualdade racial.

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Perguntas frequentes sobre o árbitro assistente preso por injúria racial em Taubaté
Quem foi preso após o jogo entre Atlético Bonfim e Rodoviário?
Um homem de 67 anos, identificado pelo T7 News como árbitro assistente da partida, foi preso em flagrante por injúria racial e ameaça.
Quem foram as vítimas das ofensas raciais?
As vítimas são dois homens, de 19 e 36 anos, que acompanhavam a partida do Campeonato Amador de Taubaté.
Por que a partida foi encerrada?
Os jogadores recusaram a retomada do jogo após as ofensas atribuídas ao árbitro assistente e a confusão entre torcedores e arbitragem.
Quem investigará o caso?
O 3º Distrito Policial de Taubaté ficará responsável pelo inquérito sobre injúria racial e ameaça.
O que acontecerá com o resultado do jogo?
A Liga Municipal de Futebol Amador de Taubaté deverá analisar os documentos da partida e decidir sobre o placar, a continuidade do jogo e eventuais punições.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

