Imagens de IA mostram como seria a implosão do Hotel Urupema, em São José dos Campos. A implosão do prédio histórico acontece no domingo (16/11), às 10h, e vai ser realizada pela Engemak, sob a reponsabilidade do engenheiro Manezinho da Implosão, especialista na área. O Vale 360 News transmite AO VIVO a implosão. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Na ocasião serão usados 50 kg de explosivos, que serão colocados de forma estratégica para que o prédio venha abaixo entre cinco e seis segundos. Serão gerados nove mil toneladas de material. Depois da implosão, a limpeza do terreno deve durar 30 dias.
Veja a simulação da implosão do Hotel Urupema feito por Inteligência Artificial.
Manezinho — que conduziu a implosão do prédio do Jardim Aquarius há 15 meses – falou com o Vale 360 News sobre a estratégia para o Urupema, ele foi direto:
“Há espaço no estacionamento para direcionar a queda do prédio. Os explosivos não derrubam o edifício; eles retiram apoios calculados para que a gravidade faça o trabalho em uma janela muito curta.”
A janela curta é um dos trunfos, diz o engenheiro:
“Pedimos compreensão da população: sair 1 hora antes e voltar meia hora depois. É um único dia, sem os meses de barulho e poeira de uma demolição tradicional.”
Tempo estimado do colapso?
“Estamos finalizando os últimos cálculos, mas deve ficar na casa de 5 a 6 segundos, a exemplo do Aquarius.”
O que vai acontecer no domingo
Janela operacional e liberação
- 09h – Evacuação dos vizinhos
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10h — detonação e colapso (estimativa de 5–6 s).
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10h10–10h30 — varredura técnica (poeira, detritos, fachadas).
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A partir de 10h30 — liberação gradual para retorno dos moradores, após sinal verde da Defesa Civil.
“Todos os horários são operacionais e podem ajustar no próprio dia por motivo técnico ou meteorológico”, reforça Manezinho.
Zona de exclusão e trânsito
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Fechamento de vias no entorno imediato.
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Proibido estacionar nas áreas sinalizadas.
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Pedestres não circulam dentro do perímetro durante a janela.
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Evite a região entre 9h e 11h e siga a sinalização das equipes.
Segurança: como a queda é dirigida
Direcionamento para o estacionamento. A engenharia abre “pontos de alívio” (cortes controlados em elementos estruturais) e define uma sequência de cargas para internalizar a queda.
Contenção de poeira. “Piscinas no topo e sistemas de vaporização formam uma barreira úmida; a ideia é derrubar a poeira rapidamente”, diz o engenheiro.
Barreiras e isolamento. Tapumes, escoltas, equipe de trânsito, GCM e Defesa Civil compõem o cinturão de segurança.
Por que implosão (e não demolição convencional)?
A implosão reduz tempo de interferência urbana e concentra o colapso dentro do lote.
“É a diferença entre um domingo e vários meses de bate-estaca, britadeira e caminhões. Menos tempo exposto = menos risco somado para quem vive e trabalha no entorno”, resume Manezinho.
O que vem depois
No terreno, segundo o que foi dito durante a entrevista, está prevista a implantação de empreendimento misto (lojas e apartamentos). A estimativa citada foi de 17 andares — fase posterior à demolição.
Perguntas Frequentes
Vai ter poeira? É tóxica?
Haverá poeira por curto período. A operação usa piscinas e drones para abaixá-la mais rápido. “Se chover, melhor”, diz Manezinho. A recomendação é vedar esquadrias e proteger equipamentos.
E se algo não sair como o previsto?
Implosões trabalham com múltiplas redundâncias: barreiras, isolamento, sequência de cargas e varredura pós-evento. Defesa Civil coordena a segurança pública.
Por que preciso sair tão cedo?
Para garantir perímetro livre e resposta imediata das equipes. “É 1 hora antes e meia hora depois — um único dia”, reforça o engenheiro.
Quanto tempo até limpar tudo?
A estimativa é de cerca de 30 dias para retirada e reciclagem/destinação dos materiais, a depender de acessos e clima.
Qual foi o aprendizado do Aquarius?
“Integração com Defesa Civil, informação clara e janela curta. Repetimos o roteiro aqui”, diz Manezinho.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

