Atenção: Novo episódio com rajadas de vento podem atingir Vale do Paraíba e Litoral Norte, diz Climatempo

Novo episódio com rajadas de vento entre 90 e 110 km/h podem atingir o Vale do Paraíba e o Litoral Norte de São Paulo na sexta-feira (07/08), segundo previsão da Climatempo. O novo episódio de ventania resulta da passagem de uma frente fria associada a um ciclone extratropical de forte intensidade. O período de atenção começa na quinta-feira (06) e segue até domingo (09/08), com risco de quedas de árvores, destelhamentos, interrupções de energia e problemas em rodovias e travessias marítimas. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Por que a sexta-feira terá o maior possibilidade de novo episódio com rajadas de vento?

A sexta-feira deve concentrar as rajadas mais fortes porque a primeira frente fria passará pelo estado de São Paulo e seguirá em direção ao Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, o ciclone extratropical associado ao sistema começará a se afastar da costa do Rio Grande do Sul.

A combinação entre esses sistemas deve ampliar a diferença de pressão atmosférica entre o litoral das regiões Sul e Sudeste. Quanto maior essa diferença, maior pode ser a velocidade do vento em determinados pontos.

De acordo com a previsão publicada pela Climatempo, o litoral de São Paulo, a Serra do Mar e o Vale do Paraíba estão na faixa de 90 a 110 km/h para sexta-feira.

A previsão representa uma estimativa regional. A velocidade exata pode variar entre cidades, bairros, áreas abertas, regiões serranas e pontos próximos ao mar.

Qual é a previsão de vento entre quinta-feira e domingo?

Como ficará o vento na quinta-feira, 6 de agosto?

Na quinta-feira, o ciclone extratropical deve se organizar entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul e formar uma frente fria sobre a Região Sul.

Para as áreas paulistas que incluem o Vale do Paraíba e o Litoral Norte, a previsão inicial indica rajadas entre 40 e 50 km/h. Nuvens carregadas também podem alcançar partes de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais.

O vento previsto para quinta-feira fica abaixo do pico esperado para o dia seguinte, mas já exige atenção com objetos soltos, árvores fragilizadas e estruturas provisórias.

Qual será a velocidade do vento na sexta-feira, 7 de agosto?

A sexta-feira será o dia de maior risco. O Vale do Paraíba, o litoral paulista e a Serra do Mar podem registrar rajadas entre 90 e 110 km/h.

Ventos dessa intensidade podem derrubar árvores e galhos, deslocar telhas, danificar placas, tendas e coberturas, além de interromper o fornecimento de energia elétrica.

O Vale 360 News já mostrou como rajadas de 109 km/h causaram quedas de árvores e destelhamentos na região em novembro de 2025. A referência ajuda a dimensionar o potencial de impacto, mas não significa que os mesmos danos ocorrerão neste novo evento.

O risco continuará no sábado, 8 de agosto?

O risco deve diminuir no sábado, mas o vento ainda pode alcançar intensidade elevada em parte da região.

No Vale do Paraíba e na Serra da Mantiqueira, a previsão indica rajadas entre 70 e 90 km/h. No litoral paulista, os ventos devem ficar entre 40 e 50 km/h.

A primeira frente fria estará mais afastada no oceano. Uma segunda frente fria, porém, avançará rapidamente pela Região Sul e poderá favorecer novas áreas de instabilidade no estado de São Paulo.

Uma segunda frente fria chegará no domingo, 9 de agosto?

Uma nova frente fria deve alcançar São Paulo no domingo. O Vale do Paraíba e o Litoral Norte podem registrar rajadas entre 50 e 70 km/h.

Na presença de nuvens do tipo cumulonimbus, algumas rajadas isoladas podem chegar a 80 km/h. Essas nuvens também podem provocar chuva forte e descargas elétricas.

A previsão para domingo ainda pode receber ajustes conforme a velocidade da nova frente fria e a posição das áreas de instabilidade.

O ciclone extratropical pode se transformar em ciclone bomba?

A Climatempo aponta a possibilidade de bombogênese durante a organização do ciclone extratropical entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul.

A bombogênese ocorre quando a pressão mínima no centro de um ciclone cai pelo menos 24 hectopascais em 24 horas. Na linguagem popular, o sistema recebe o nome de ciclone bomba.

Esse processo indica uma intensificação rápida do ciclone e pode favorecer tempestades e ventos fortes. A formação do sistema deve ocorrer sobre o oceano, sem passagem direta do centro do ciclone pelo Vale do Paraíba ou pelo Litoral Norte.

Os efeitos previstos para a região resultam principalmente da frente fria, da diferença de pressão atmosférica e do contraste entre o ar quente sobre o Sudeste e o ar frio associado ao sistema.

O que pode causar rajadas acima de 100 km/h na região?

A previsão considera três fatores principais. O primeiro é o contraste acentuado de temperatura entre o ar quente que predomina no Sudeste e o ar frio trazido pelas frentes frias.

O segundo fator é a diferença de pressão atmosférica entre a costa do Sul e a costa do Sudeste. O ciclone pode alcançar pressão mínima inferior a 1.000 hectopascais no litoral da Região Sul.

O terceiro fator é a formação de nuvens cumulonimbus. Essas nuvens possuem grande desenvolvimento vertical e podem produzir chuva forte, raios e rajadas intensas em períodos curtos.

A velocidade do vento também sofre influência do relevo. Serras, vales, corredores urbanos e áreas abertas podem alterar a direção e a intensidade das rajadas.

Quais impactos a ventania pode causar no Vale do Paraíba?

No Vale do Paraíba, o principal risco envolve quedas de árvores e galhos sobre ruas, casas, veículos e redes elétricas. Rodovias próximas a áreas de mata também podem sofrer bloqueios.

São José dos Campos, Taubaté, Jacareí, Caçapava, Pindamonhangaba e cidades do Vale Histórico possuem avenidas e estradas com árvores de grande porte. Galhos fragilizados por eventos anteriores podem apresentar maior risco.

Em julho, o Vale 360 News publicou um alerta para ventos acima de 70 km/h no Vale do Paraíba. O evento posterior causou quedas de árvores e transtornos em diferentes cidades.

Motoristas devem observar árvores inclinadas, placas soltas, objetos na pista e alterações repentinas na direção do vento. Motociclistas enfrentam risco maior em trechos abertos e sobre viadutos.

Quais problemas podem ocorrer no Litoral Norte?

No Litoral Norte, as rajadas podem afetar árvores, telhados, tendas, marinas, píeres, embarcações e a rede elétrica. A Serra do Mar também amplia o risco de árvores sobre a Rodovia dos Tamoios, a Rodovia Oswaldo Cruz e a Rio-Santos.

A operação da travessia entre São Sebastião e Ilhabela depende das condições do vento no canal. Rajadas fortes podem provocar interrupções por segurança.

O Vale 360 News registrou que um vendaval de 77 km/h causou danos em São Sebastião e transtornos no Litoral Norte no dia 29 de julho. Na ocasião, houve quedas de árvores, danos em estruturas e suspensão temporária da balsa.

Moradores, turistas, pescadores e responsáveis por embarcações devem consultar as condições marítimas e os comunicados das autoridades antes de sair.

Como a população deve se proteger das rajadas de vento?

Objetos soltos em quintais, sacadas e varandas devem permanecer em locais protegidos. Vasos, cadeiras, lonas, telhas, placas e materiais leves podem se transformar em projéteis durante rajadas intensas.

A população não deve buscar abrigo sob árvores, postes, placas, coberturas frágeis ou estruturas metálicas. Veículos também não devem ficar perto de árvores ou painéis publicitários.

Fios caídos exigem isolamento da área. Ninguém deve tocar nos cabos, mesmo sem faíscas aparentes. A concessionária de energia e os serviços de emergência devem receber o chamado.

Em caso de temporal, o local mais seguro é uma construção fechada e resistente. A Defesa Civil atende pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros recebe chamados pelo 193.

A previsão de rajadas de até 110 km/h pode mudar?

Sim. Previsões de vento podem sofrer alterações conforme a posição do ciclone, a velocidade da frente fria, a formação das nuvens e a diferença de pressão atmosférica.

A faixa entre 90 e 110 km/h representa o cenário previsto pela Climatempo para sexta-feira. Isso não significa que todas as cidades terão rajadas de 110 km/h.

Moradores devem consultar novas atualizações meteorológicas e os alertas da Defesa Civil, do Instituto Nacional de Meteorologia e das prefeituras.

A atenção deve permanecer entre quinta-feira e domingo, com foco especial na sexta-feira, quando a previsão concentra os ventos mais fortes.

Novo episódio com rajadas de vento
Foto: Jesse Nascimento (Vale 360 News)

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Perguntas frequentes sobre novo episódio com rajadas de vento

Qual será o dia de maior risco de ventania?

A sexta-feira, 7 de agosto, deve concentrar o maior risco, com rajadas entre 90 e 110 km/h no Vale do Paraíba, no litoral paulista e na Serra do Mar.

O ciclone extratropical passará pelo Vale do Paraíba?

Não há previsão de passagem direta do centro do ciclone pela região. Os ventos resultam da frente fria, do contraste de temperatura e da diferença de pressão atmosférica.

O vento continuará forte no sábado?

Sim. O Vale do Paraíba pode registrar rajadas entre 70 e 90 km/h no sábado, enquanto o litoral paulista deve ter ventos entre 40 e 50 km/h.

Qual é a previsão para o domingo?

O Vale do Paraíba e o Litoral Norte podem registrar rajadas entre 50 e 70 km/h, com picos isolados de até 80 km/h perto de nuvens carregadas.

Quais telefones devem ser acionados em uma emergência?

A Defesa Civil atende pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros recebe chamados pelo número 193.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.