Um corpo que pode ser de Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, cozinheira desaparecida, foi encontrado pela Polícia Civil nesta sexta-feira (17/07), em uma área de mata de Serra d’Água, em Angra dos Reis, perto da RJ-155. A identificação oficial depende de exames periciais, mas a principal hipótese dos investigadores relaciona a vítima ao desaparecimento registrado no dia 30 de junho, em Ubatuba. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O cadáver foi localizado em um ponto íngreme e de difícil acesso, próximo à rodovia que conecta Barra Mansa a Angra dos Reis. O trecho também recebe o nome popular de Estrada de Lídice.
Segundo a Polícia Civil, o local faz parte da área definida após a análise do trajeto atribuído à caminhonete de Eliane Alves dos Santos, de 46 anos. A empresária, ex-patroa de Berenice, cumpre prisão temporária e aparece como principal investigada no inquérito.
A condição do terreno exigiu o apoio do Corpo de Bombeiros. As equipes prepararam a retirada por meio de técnicas de rapel, necessárias em áreas com desnível acentuado e risco para os profissionais.
O corpo encontrado em Angra dos Reis é de Berenice?
A Polícia Civil ainda não confirmou a identidade. A hipótese de que o corpo pertença a Berenice depende da análise da Polícia Científica e de exames no Instituto Médico Legal.
Os peritos podem usar características físicas, registros odontológicos, impressões digitais e objetos encontrados no local. Caso esses elementos não ofereçam uma resposta segura, o processo poderá exigir comparação genética com amostras de parentes.
O estado do corpo e o tempo de exposição às condições da mata também podem influenciar o método escolhido pelos peritos. Por esse motivo, a polícia evita uma confirmação antes da emissão do laudo.
Até a conclusão dos exames, a informação correta é que o corpo pode ser o de Berenice. A principal hipótese dos investigadores não substitui a identificação técnica.
Onde o corpo que pode ser de Berenice foi encontrado?
O corpo foi localizado na região de Serra d’Água, em Angra dos Reis, perto da RJ-155. A rodovia conecta o litoral sul do Rio de Janeiro à região de Barra Mansa e atravessa áreas de serra, mata fechada e pontos com acesso restrito.
Segundo os investigadores, a vítima estava em um penhasco, em uma área próxima a uma árvore. O relevo dificultou a aproximação das equipes e exigiu medidas especiais para a retirada.
A localização possui importância para o inquérito porque coincide com a área definida após o rastreio do veículo usado por Eliane no dia do desaparecimento. Imagens e registros de tráfego teriam indicado o deslocamento da caminhonete na direção do estado do Rio de Janeiro.
O Vale 360 News já havia mostrado que a perícia localizou vestígios de sangue na caminhonete da patroa de Berenice. Os materiais permanecem sob análise para uma possível comparação genética.
Como a perícia confirmará a identidade da mulher?
A identificação de um corpo segue protocolos técnicos. Os peritos verificam documentos, roupas, características físicas, sinais particulares, arcada dentária e impressões digitais, quando essas opções permanecem disponíveis.
O exame de DNA representa uma das alternativas mais seguras nos casos em que outros métodos não oferecem uma conclusão. A comparação pode usar amostras fornecidas por filhos ou outros parentes biológicos próximos.
Além da identidade, a necropsia poderá indicar a causa da morte, o período aproximado do óbito e a presença de lesões. Essas respostas poderão confirmar ou afastar hipóteses consideradas pela Polícia Civil.
Os resultados não possuem prazo imediato. O tempo depende da preservação do material, dos exames necessários e da demanda dos órgãos periciais.
Por que as buscas chegaram a Angra dos Reis?
As buscas começaram em Ubatuba, onde Berenice foi vista pela última vez, e depois alcançaram Cunha, Paraty e Angra dos Reis. A ampliação ocorreu após a análise de câmeras, radares, aparelhos celulares e deslocamentos relacionados ao caso.
Eliane afirmou em depoimento que deixou Berenice em Ubatuba para que a cozinheira assumisse outro trabalho. Registros analisados pela polícia, porém, teriam mostrado a caminhonete no sentido do Rio de Janeiro.
A divergência levou os investigadores a ampliar a área de busca e a verificar estradas, matas e pontos situados perto da rota identificada.
A prisão da patroa suspeita no caso da cozinheira desaparecida em Ubatuba ocorreu no dia 10 de julho, durante a Operação Último Rastro, conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais de São Sebastião.
Quais provas a Polícia Civil reuniu no caso Berenice?
A investigação reúne imagens de câmeras, registros de radares, depoimentos, veículos apreendidos, armas e aparelhos celulares. Os elementos passam por análises separadas antes da comparação entre horários, locais e versões apresentadas.
Testes com luminol apontaram vestígios que podem ser de sangue na caminhonete de Eliane. A maior concentração apareceu no banco do passageiro, conforme as informações preliminares. Somente o laudo poderá indicar a origem do material e uma eventual relação com Berenice.
Os peritos também examinam reparos e marcas no veículo que podem ter relação com disparos de arma de fogo. Essa hipótese ainda depende da conclusão dos exames técnicos.
Um celular relacionado à investigada também foi localizado e passou a fazer parte do inquérito. A perícia busca recuperar informações que possam ajudar na reconstrução dos fatos.
O Vale 360 News publicou os detalhes da prisão e das apreensões feitas pela Polícia Civil. Dois veículos, três armas, celulares e um passaporte ficaram à disposição da investigação.
O que muda na investigação após a localização do corpo?
A descoberta cria uma nova etapa no inquérito. Caso a perícia confirme que a vítima é Berenice, os investigadores poderão comparar a causa da morte com os vestígios recolhidos nos veículos e nos demais locais examinados.
A posição do corpo, os objetos encontrados e as características da área também poderão indicar como a vítima chegou ao local. A polícia ainda poderá procurar imagens, testemunhas e registros de tráfego na região da RJ-155.
A eventual confirmação não encerra o caso. A Polícia Civil ainda precisará esclarecer as circunstâncias da morte, a motivação, o local exato do crime e a participação de cada pessoa investigada.
Eliane permanece sob prisão temporária. A medida permite diligências durante o inquérito, mas não representa condenação. A investigada possui direito de defesa e qualquer responsabilidade criminal dependerá das provas e de decisão judicial.
Quem era Berenice Ramos de Aguiar?
Berenice tinha 60 anos e trabalhava como cozinheira em Ubatuba. Ela desapareceu no dia 30 de junho, após deixar o estabelecimento no qual prestava serviço.
Familiares relataram que ela mantinha contato frequente e pretendia retornar para Igaratá. A falta de mensagens ou telefonemas levou a família a procurar a polícia.
O caso começou como desaparecimento. Após depoimentos, imagens e outros indícios, a Delegacia de Investigações Gerais de São Sebastião passou a apurar a hipótese de homicídio.
As buscas mobilizaram policiais civis de São Paulo e do Rio de Janeiro, equipes da Polícia Militar, agentes ambientais e profissionais do Corpo de Bombeiros.
Novas informações oficiais sobre a identidade da vítima e os resultados da perícia deverão ser divulgadas após a conclusão dos exames.

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Perguntas frequentes sobre o corpo que pode ser de Berenice
O corpo encontrado em Angra dos Reis é de Berenice?
A identidade ainda não foi confirmada. A Polícia Civil aguarda exames periciais e uma possível comparação genética.
Onde o corpo foi localizado?
O corpo foi encontrado em uma área de mata de Serra d’Água, perto da RJ-155, em Angra dos Reis.
Por que os bombeiros precisaram usar rapel?
O corpo estava em uma área íngreme e de difícil acesso, o que exigiu técnicas especiais para a retirada segura.
Quem está presa no caso Berenice?
Eliane Alves dos Santos, ex-patroa de Berenice, cumpre prisão temporária e aparece como principal investigada no inquérito.
Quando Berenice desapareceu?
Berenice desapareceu no dia 30 de junho, após deixar o estabelecimento onde trabalhava em Ubatuba.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

