A supercarreta que transporta um transformador de 845 toneladas voltou a se deslocar pela Via Dutra na tarde desta quarta-feira (13/08) e chegou a Roseira após 1h46 de viagem. O comboio saiu às 13h56 de Pindamonhangaba e estacionou às 15h42 em frente à base da PRF, na altura do km 78, onde permanece para descanso de equipe e avaliação técnica. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Mais cedo, a saída prevista para as 10h havia sido adiada devido a pane em um dos tratores do conjunto de transporte. Segundo a Concessionária RioSP, embora houvesse um veículo reserva, a empresa responsável optou por consertar o equipamento avariado “para evitar ficar sem backup caso surgisse outro problema em outro caminhão do conjunto”, o que poderia inviabilizar a movimentação da carga.
Linha do tempo desta quarta (13/08)
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10h00 — Saída adiada por pane mecânica identificada pelos técnicos.
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13h56 — Deslocamento iniciado em Pindamonhangaba.
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15h42 — Chegada e estacionamento em Roseira (km 78), diante da PRF.
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Tempo de deslocamento: 1h46.
Próximas etapas (se não houver imprevistos)
Após as análises feitas em Roseira, ficou definido que o comboio retoma a viagem nesta quinta (14/08), às 10h, com parada prevista no km 46, em Canas. A programação pode sofrer ajustes operacionais conforme condições de tráfego, clima e avaliações técnicas do conjunto transportador.
O que aconteceu com a pane
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Diagnóstico: falha em um dos tratores que compõem o conjunto.
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Decisão operacional: reparar o veículo com defeito, mesmo havendo reserva, para manter redundância ao longo do trajeto e mitigar riscos.
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Impacto: saída matinal cancelada; partida transferida para o período da tarde.
Serviço ao motorista
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O deslocamento da carga demanda operações especiais com bloqueios pontuais e redução de velocidade.
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Respeite sinalização temporária e orientações da PRF e da concessionária.
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Evite ultrapassagens arriscadas e aproximação excessiva do comboio.

Destino final e previsão
Após concluir o trecho no Vale do Paraíba, a expectativa é que a mega carreta cruze a divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro até sexta-feira (15/08), seguindo para o ponto de entrega do transformador.
Trechos percorridos até o momento
- Guarulhos até Arujá, km 205;
- De Arujá até Guararema, km 179, onde ficou por cerca de duas semanas
- De Guararema até São José dos Campos, km 154.
- De São José dos Campos até Pindamonhangaba
- De Pindamonhangaba até Roseira
Logística e segurança
O transporte exige:
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59 eixos comerciais para suportar o peso da carga.
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Operação em baixa velocidade.
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Apoio de equipes técnicas, escoltas e órgãos de trânsito.
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Monitoramento constante para atravessar pontes, viadutos e curvas de maior complexidade.
A CCR RioSP e a Polícia Rodoviária Federal alertam motoristas sobre possíveis reduções de velocidade e recomendações específicas durante o deslocamento, já que o tráfego pode ser interrompido temporariamente para manobras do conjunto.
O que você precisa saber sobre o deslocamento da mega carreta pela Via Dutra, você lê no link abaixo.
Valor elevado de pedágio por conta dos 59 eixos
O transporte da mega carreta gera também um alto custo com pedágios. O valor total estimado para o trajeto entre Guarulhos (SP) e Itatiaia (RJ) é de aproximadamente R$ 2.784,80, considerando cinco praças da Dutra:
- Arujá (SP) – R$ 259,60
- Guararema (SP) – R$ 259,60
- Jacareí (SP) – R$ 466,10
- Moreira César (SP) – R$ 967,60
- Itatiaia (RJ) – R$ 831,90
Os valores são calculados com base na tarifa unitária multiplicada pelo número de eixos.
Equipamento fabricado pela Hitachi tem destino internacional
O transformador está sendo transportado pela empresa Hitachi e será embarcado no Porto de Itaguaí (RJ) com destino ao Oriente Médio. Informações detalhadas sobre o projeto e o cliente final são mantidas sob sigilo por razões logísticas e comerciais.
Impacto para motoristas
Durante os deslocamentos, a carreta causa lentidão e congestionamentos nas regiões por onde passa. Na última movimentação, entre Arujá e Guararema, mais de 50 profissionais participaram da operação.
Funcionamento das linhas de eixo
O que são linhas de eixo no transporte de cargas especiais?
As linhas de eixo (ou “eixos modulares”) são estruturas móveis utilizadas para distribuir o peso de cargas extremamente pesadas — como transformadores, turbinas, reatores ou outras estruturas industriais — durante o transporte rodoviário.
Como são formadas
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Cada linha de eixo possui geralmente 4 rodas.
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Várias linhas são acopladas entre si, lado a lado e em sequência, criando um módulo articulado, semelhante a um “trem sobre rodas”.
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Elas se movem independentemente para absorver as imperfeições do solo, o que evita danos tanto à carga quanto à rodovia.

Mega carga
O transporte da mega carga, com o transformador de 845 toneladas, tem duas linhas de eixo com 22 eixos. A primeira é controlada pelos caminhões à frente. A segunda tem direção própria, mas que deve seguir o comboio inicial.
As linhas de eixo são operadas pelos operadores de linha de eixo, profissionais altamente capacitados para o serviço. As linhas possuem sistema hidráulico para subir até um metro de altura a carga transportada e abaixar até o chão a mesma estrutura.
Os operadores de linha de eixo ficam o tempo todo no controle das ações para evitar acidentes ou intercorrências. Por exemplo, quando a carga for passar por Taubaté, no Viaduto que fica nas proximidades do Altos de São Pedro, a carga precisará manejada até quase o chão para poder passar por baixo.


Funções e importância das linhas de eixo
1. Distribuição do peso
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A principal função das linhas de eixo é distribuir o peso da carga por uma área maior.
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Isso reduz a pressão sobre o asfalto, evita rachaduras nas vias e permite o transporte de cargas que ultrapassam centenas de toneladas.
Exemplo: Uma carreta com 59 linhas de eixo e 4 rodas por linha tem 236 rodas em contato com o solo.
2. Adequação às normas de tráfego
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As leis brasileiras e da ANTT limitam a carga por eixo a cerca de 10 toneladas para veículos comuns.
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No transporte de cargas superpesadas, usa-se autorização especial (AET) e o número de eixos é calculado para manter a pressão por eixo dentro dos limites tolerados.
3. Facilidade de manobra
Os eixos são direcionáveis: giram de forma sincronizada com a frente da carreta, permitindo fazer curvas mesmo com 50, 60 ou mais metros de comprimento.

Quanto mais pesada a carga, mais eixos são necessários
Veja a relação de forma simples:
| Peso da Carga | Nº Aproximado de Linhas de Eixo |
|---|---|
| 80 toneladas | 12 a 16 linhas de eixo |
| 200 toneladas | 30 a 36 linhas de eixo |
| 800 toneladas | 50 a 70 linhas de eixo |
Cada projeto é calculado por engenheiros especializados em transporte pesado, considerando a rodovia, pontes, curvas e aclives.
Curiosidade: “Carreta Modular”
O nome técnico desses veículos é carreta modular hidráulica. Os módulos podem ser:
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Autopropelidos (com motor próprio e controle remoto)
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Rebocados por cavalos mecânicos com tração especial
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