A nova prisão de Roberto Peixoto em Taubaté ocorreu na tarde desta quarta-feira (15/07), na residência do ex-prefeito, após o cumprimento de uma ordem judicial ligada à condenação definitiva por lavagem de dinheiro. Peixoto recebeu pena de 10 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado. A defesa afirma que ele possui problemas graves de saúde e apresentará outro pedido para que a Justiça autorize o cumprimento da pena em prisão domiciliar. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Por que Roberto Peixoto foi preso nesta quarta-feira?
O mandado decorre da execução da pena imposta pela Justiça Federal em processo que já não admite recurso contra a condenação.
Roberto Peixoto havia recebido autorização para permanecer em casa após uma prisão anterior, em agosto de 2024. Na época, a defesa apresentou informações sobre sequelas de um Acidente Vascular Cerebral e alegou que o ex-prefeito necessitava de cuidados de terceiros.
A decisão mais recente citada no processo apontou que não surgiram novos elementos capazes de alterar os entendimentos anteriores sobre o pedido definitivo de prisão domiciliar.
A Justiça também registrou que solicitações anteriores baseadas no estado de saúde não apresentaram comprovação técnica suficiente para manter a pena em residência.
Com a nova ordem, agentes foram até a casa do ex-prefeito e cumpriram o mandado na tarde desta quarta-feira.
Roberto Peixoto recebeu uma nova condenação?
Não. A prisão desta quarta-feira não decorre de uma nova sentença criminal.
O mandado está relacionado à execução da condenação definitiva que já havia causado a prisão do ex-prefeito em 31 de agosto de 2024.
Naquela ocasião, o Vale 360 News informou que o ex-prefeito de Taubaté havia sido preso por lavagem de dinheiro.
O caso atual representa uma nova etapa do cumprimento da mesma pena após a análise das condições que permitiram a permanência temporária em casa.
Qual foi a condenação imposta a Roberto Peixoto?
Roberto Peixoto foi condenado a 10 anos e seis meses de prisão em regime inicial fechado e ao pagamento de 33 dias-multa. O valor unitário de cada dia-multa foi fixado em um salário mínimo.
A condenação tratou de crimes de lavagem de dinheiro relacionados à aquisição de imóveis entre 2005 e 2007.
Entre os bens citados no processo aparecem um apartamento em Ubatuba, um imóvel na Rua Elis Regina, em Taubaté, e um sítio.
A Justiça concluiu que houve atos destinados a ocultar ou dissimular a origem de recursos ligados aos bens analisados.
A sentença transitou em julgado, expressão jurídica usada quando já não existe recurso capaz de alterar a condenação dentro daquele processo.
Por que Roberto Peixoto estava em casa desde 2024?
Roberto Peixoto foi preso em sua residência no bairro Chafariz em agosto de 2024 e levado para os procedimentos de execução da pena.
A defesa pediu a substituição do regime prisional por prisão domiciliar. Os advogados citaram sequelas de AVC, dificuldades motoras, comprometimento cognitivo e necessidade de auxílio para atividades cotidianas.
O pedido enfrentou uma negativa inicial. O portal publicou que a Justiça havia negado a prisão domiciliar ao ex-prefeito por falta de elementos que demonstrassem a impossibilidade de tratamento no sistema prisional.
Mais tarde, uma nova decisão autorizou a permanência do ex-prefeito na residência, sob fundamento humanitário e enquanto a Justiça analisava as condições médicas apresentadas.
O Vale 360 News também informou que Roberto Peixoto voltou para casa após autorização judicial.
Por que o pedido de prisão domiciliar não foi mantido?
A decisão citada no processo apontou falta de comprovação adequada sobre a situação clínica alegada pela defesa.
Uma perícia médica havia sido indicada para avaliar o estado de saúde do ex-prefeito. O exame técnico, porém, não ocorreu porque o pagamento do perito designado não foi realizado.
Sem o laudo, a Justiça entendeu que não havia prova técnica nova capaz de demonstrar a impossibilidade de tratamento dentro do sistema prisional.
A magistrada também afirmou que a discussão estava preclusa em primeira instância. Isso significa que aquela fase processual não poderia reabrir o mesmo pedido com os mesmos elementos.
A decisão destacou ainda que o sistema prisional poderá realizar avaliação médica e encaminhar o preso para atendimento, caso os profissionais identifiquem essa necessidade.
A prisão domiciliar foi proibida de forma definitiva?
Não necessariamente. A defesa ainda pode apresentar novo pedido, recursos ou documentos médicos atualizados.
A concessão depende da análise do juiz responsável pela execução penal. A defesa precisa demonstrar, por meio de documentos e exames, que o estado de saúde exige uma medida diferente daquela disponível no sistema prisional.
A apresentação do pedido não suspende automaticamente a ordem de prisão. Roberto Peixoto deve permanecer à disposição da Justiça até uma nova decisão.
O que a defesa de Roberto Peixoto declarou?
Os advogados afirmaram que respeitam a decisão da Vara de Execuções Criminais, mas discordam da conclusão adotada.
“Respeita a decisão do Juízo da Vara das Execuções Criminais, porém dela não concorda”, informou a defesa em nota.
Os representantes do ex-prefeito sustentam que Peixoto “está acometido de sérios problemas de saúde, sem condição cognitiva”.
A defesa também informou que adotará as medidas judiciais cabíveis “em respeito ao princípio da dignidade humana”.
Após a prisão, os advogados reiteraram que apresentarão outro pedido de prisão domiciliar com documentos sobre as condições clínicas do ex-prefeito.
Para onde Roberto Peixoto será levado?
As informações divulgadas até a conclusão desta matéria não indicam a unidade prisional na qual o ex-prefeito cumprirá a pena.
Após o cumprimento do mandado, o preso deve passar pelos procedimentos previstos, que podem incluir registro da ocorrência, exame médico ou de corpo de delito e encaminhamento ao sistema penitenciário.
A definição da unidade considera o regime da condenação, a disponibilidade de vaga, as condições pessoais e as determinações da execução penal.
Caso a equipe médica identifique necessidade de atendimento especializado, o sistema poderá encaminhá-lo para unidade de saúde ou hospital de referência.
Quem é Roberto Peixoto?
Roberto Pereira Peixoto é engenheiro civil aposentado e comandou a Prefeitura de Taubaté durante dois mandatos consecutivos, de 2005 a 2012.
Ele já havia sido preso em junho de 2011 durante a Operação Urupês, investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de desvios de recursos e irregularidades em contratos públicos.
A condenação que motivou a prisão atual possui vínculo com crimes de lavagem de dinheiro apurados a partir daquele contexto, embora a execução trate da pena específica já confirmada pela Justiça.
A mulher do ex-prefeito, Luciana Flores Peixoto, também recebeu condenação no processo. A pena informada foi de seis anos, oito meses e 30 dias, em regime inicial semiaberto.
O que acontece após a prisão do ex-prefeito?
Roberto Peixoto ficará à disposição da Vara responsável pela execução da pena.
A defesa poderá anexar documentos médicos, requerer avaliação especializada e apresentar as medidas que considerar cabíveis.
O Ministério Público também poderá se manifestar antes da decisão sobre um novo pedido de prisão domiciliar.
O juiz deverá analisar se as provas demonstram uma condição de saúde incompatível com o ambiente prisional ou se o tratamento pode ocorrer na estrutura oferecida pelo Estado.
Até uma eventual mudança, permanece válida a ordem para cumprimento da condenação no regime definido pela Justiça.
O canal do Vale 360 News acompanha os principais fatos políticos e judiciais de Taubaté e das demais cidades do Vale do Paraíba.

ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DE TAUBATÉ
Perguntas frequentes sobre a nova prisão de Roberto Peixoto em Taubaté
Por que Roberto Peixoto foi preso nesta quarta-feira?
Roberto Peixoto foi preso para cumprir a condenação definitiva de 10 anos e seis meses por lavagem de dinheiro.
Onde ocorreu a prisão do ex-prefeito?
O mandado foi cumprido na residência de Roberto Peixoto, em Taubaté, na tarde de 15 de julho de 2026.
Roberto Peixoto estava em prisão domiciliar?
Ele permanecia em casa após autorização judicial concedida em 2024 por razões ligadas ao estado de saúde e à análise do pedido de prisão domiciliar.
O que a defesa fará após a prisão?
A defesa informou que apresentará novas medidas judiciais e outro pedido de prisão domiciliar com base nos problemas de saúde do ex-prefeito.
A Justiça já aceitou o novo pedido de prisão domiciliar?
Não. Até a conclusão desta matéria, não havia decisão favorável sobre o novo pedido anunciado pela defesa.
Links recomendados
Mais notícias sobre o Vale do Paraíba
ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DO VALE DO PARAÍBA
Siga nosso Instagram
Leia também
- Ex-prefeito Roberto Peixoto é preso por lavagem de dinheiro em Taubaté
- Justiça nega pedido de prisão domiciliar a Roberto Peixoto
- Roberto Peixoto recebe autorização judicial para permanecer em casa
Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

