A família de Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, se despediu do estudante de Medicina nesta quinta-feira (01/10), em Jacareí, e relembrou o jovem como alegre, otimista e dedicado aos estudos. Bruno foi morto a tiros após uma discussão de trânsito na Avenida do Povo, em Taubaté, na quarta-feira (30/09). Durante o velório, parentes falaram sobre o sonho dele de se tornar médico, sobre o filho de 2 anos que deixou e cobraram justiça pelo homicídio. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O corpo de Bruno foi velado no Campo das Oliveiras, na Avenida Siqueira Campos, no Centro de Jacareí. O sepultamento ocorreu durante a tarde no Cemitério Memorial do Vale, no Jardim Califórnia.
Familiares, amigos e pessoas próximas participaram da despedida um dia após o crime que interrompeu os planos do estudante.
Avô relembra o sonho de Bruno de se tornar médico
O avô de Bruno, Ailton San Juliano, falou sobre o neto em entrevista à TV Vanguarda e lamentou que a trajetória dele tenha sido interrompida aos 23 anos.
“Era um menino de ouro. O sonho dele era ser médico e interromperam um sonho por besteira.”
A fala resume uma das principais lembranças citadas pela família durante a despedida: a dedicação de Bruno à Medicina. O jovem havia iniciado a graduação na Argentina, depois estudou numa universidade no Pará, antes de se transferir para a Universidade de Taubaté (Unitau), onde cursava o quarto semestre.
A trajetória acadêmica representava a realização de um projeto que, segundo a família, acompanhava Bruno havia anos.
Bruno era casado e deixou um filho de 2 anos
Além da vida acadêmica, os familiares ressaltaram a relação de Bruno com a família. Ele era casado e pai de um menino de apenas 2 anos.
Para os parentes, a morte interrompeu uma história ainda no começo, tanto na vida profissional quanto na familiar — Bruno havia completado 23 anos em setembro. Amigos e parentes o descreveram como alegre, otimista e alguém que procurava enxergar o lado positivo das situações. Outra paixão era o futebol.
Essas características apareceram nas lembranças compartilhadas após a morte e nas homenagens feitas por colegas da universidade.
Tia cobra justiça durante despedida em Jacareí
A tia de Bruno, Ana Paula San Juliano, também participou da despedida e falou sobre o impacto da morte do sobrinho, lembrando a idade dele, os projetos pessoais e o filho pequeno.
“Ele tirou a vida de um rapaz de 23 anos, cheio de sonhos, lindo, que tem um filho de dois aninhos. Ele acabou de completar 23 anos, gente.”
A manifestação representa a posição da família, que cobra responsabilização pela morte. O caso permanece sob investigação da Polícia Civil, e a definição jurídica sobre a responsabilidade pelo homicídio depende da conclusão do inquérito, das perícias e das etapas posteriores do processo.
Primo lamenta que Bruno não poderá voltar para a família
Felipe San Juliano, primo de Bruno, também falou durante o velório. Ele ressaltou que o estudante voltava da faculdade no período próximo ao crime e destacou o vínculo com os familiares.
“Ele estava voltando da faculdade, ele estudava, era a família que amava ele. E aí, vai trazer de volta? Não vai.”
O relato de Felipe reforçou o sentimento apresentado pelos familiares durante a despedida. A família também pediu que o caso seja esclarecido e que as responsabilidades sejam definidas pela Justiça.
Estudantes fizeram vigília na Avenida do Povo
A despedida começou ainda na noite de quarta-feira. Estudantes de Medicina, familiares e professores participaram de uma homenagem a Bruno em Taubaté — o grupo assistiu a uma missa e depois se reuniu para uma vigília, com alunos levando flores, velas e cartazes em memória do estudante. Parte da homenagem ocorreu na região da Avenida do Povo, onde Bruno foi baleado.
A mobilização reuniu colegas que conviveram com ele no curso de Medicina e prestaram solidariedade à família. A morte também provocou mudanças na rotina acadêmica: a Unitau suspendeu as atividades do curso de Medicina para permitir a participação dos alunos na despedida, e a universidade disponibilizou acolhimento e atendimento psicológico a estudantes e professores.
Vale 360 News acompanhou a despedida desde a confirmação do velório
O Vale 360 News publicou ainda na quarta-feira os horários e locais do velório e do sepultamento de Bruno Hashimura em Jacareí.
A cerimônia no Campo das Oliveiras foi marcada para o período entre 10h e 14h. Depois, familiares seguiram para o Cemitério Memorial do Vale, no Jardim Califórnia, onde ocorreu o sepultamento. A despedida aconteceu um dia após a identificação de Bruno como vítima do homicídio registrado em Taubaté.
Crime ocorreu após discussão de trânsito em Taubaté
Bruno foi baleado na manhã de quarta-feira na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo. O estudante estava num Chevrolet Prisma prata, e o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, estava num Jeep Renegade preto.
A Polícia Civil registrou o caso como homicídio e apontou Marcos como investigado pelos disparos. Bruno recebeu atendimento de emergência e foi levado ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu.
O Vale 360 News publicou a identificação de Bruno e os primeiros detalhes sobre a participação do bombeiro militar na ocorrência.
Boletim de ocorrência detalhou versões sobre os disparos
O boletim trouxe o que cada lado apresentou à polícia. Marcos declarou que acreditou estar diante de uma situação de ameaça e sustentou a tese de legítima defesa — a defesa afirma que Bruno possuía uma faca e que o bombeiro reagiu para proteger a própria integridade.
Um canivete foi localizado dentro do Chevrolet Prisma relacionado a Bruno, mas o documento policial não afirma que ele o tenha exibido ou usado contra Marcos. Nenhuma arma de fogo foi encontrada com o estudante ou no carro dele.
Na análise inicial, a autoridade policial não considerou suficientes os elementos para reconhecer de imediato a legítima defesa. O Vale 360 News detalhou em reportagem o conteúdo do boletim e os fundamentos apresentados pela Polícia Civil nesta fase da investigação.
Bombeiro recebeu liberdade provisória nesta quinta-feira
Marcos foi preso em flagrante após a ocorrência. Nesta quinta, no mesmo dia da despedida de Bruno, passou por audiência de custódia em São José dos Campos e recebeu liberdade provisória.
A decisão não representa absolvição nem reconhecimento da tese de legítima defesa — a Justiça impôs medidas cautelares, entre elas a suspensão do porte de arma, restrições de contato com familiares de Bruno e determinação para que o bombeiro exerça atividades administrativas na Polícia Militar.
A decisão que concedeu liberdade provisória ao bombeiro foi detalhada pelo Vale 360 News nesta quinta-feira. A magistrada entendeu que, nesta etapa, não havia elementos suficientes para justificar a prisão preventiva.
Família espera responsabilização pela morte de Bruno
Enquanto a investigação prossegue, a família concentra a despedida nas lembranças do estudante e nos planos que ele deixou — o sonho da Medicina aparece como um dos principais pontos citados pelos parentes.
Bruno também deixa o filho pequeno e a esposa. A cobrança por justiça esteve presente nas declarações dadas durante o velório, mas a Polícia Civil ainda precisa concluir perícias e outras diligências para estabelecer a dinâmica completa do episódio.
A defesa de Marcos mantém a alegação de legítima defesa, e a apuração deverá confrontar essa versão com os vestígios, laudos, depoimentos e demais elementos reunidos no inquérito.
Para a família, a despedida desta quinta marcou o encerramento precoce de uma trajetória que ainda tinha planos pessoais, acadêmicos e profissionais pela frente.

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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.


