Hitachi lança pedra fundamental da fábrica de transformadores em Pinda, onde investimentos serão de R$ 1 bilhão e geraram até 2,2 mil empregos

Hitachi lança pedra fundamental da fábrica de transformadores em Pinda, onde investimentos serão de R$ 1 bilhão e geraram até 2,2 mil empregos. O evento que marcou o anuncio oficial da fábrica aconteceu com a presença de autoridades na manhã desta terça-feira (26/08), no km 85, da Rodovia Presidente Dutra, região do Distrito de Moreira César. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A fábrica em Pindamonhangaba tem previsão de começar a operar em 2028 e vai produzir grandes transformadores, como aqueles que passam pela Via Dutra e chamam a atenção de motoristas e da população de forma geral.

O presidente da Hitachi Energy, Glauco Freitas, conversou com o Vale 360 News e explicou que os investimentos em Pindamonhangaba e em Guarulhos irão “dobrar a capacidade produtiva da empresa, que ja é líder, é a maior base instalada do sistema de transmissão de energia do Brasil”.

Glauco acredita que esta seja apenas a primeira fase da empresa em Pindamonhangaba, uma vez que segundo ele “a demanda por eletricidade no mundo aumenta exponencialmente e as redes não estão preparadas para receber toda essa demanda de energia, então, é nosso papel garantir que essa seja robusta, resiliente, interligada e daí a necessidade da Fábrica em Pindamonhangaba “.

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Escolha por Pinda

O presidente da Hitachi Energy destacou que a escolha da empresa por Pindamonhangaba foi estratégica porque a cidade está localizada entre os portos de Itaguaí (RJ) e Santos (SP). Além disso,  a empresa encontrou um terreno plano. “Pindamonhangaba foi uma cidade que nos acolheu desde o começo, via Governo do Estado, chegando no secretário de desenvolvimento econômico da cidade, que nos ajudou desde o primeiro momento a achar um terreno plano na beira da Dutra, localizado entre os dois portos pelos quais exportamos (Itaguaí e Santos), além da mão de obra especializada por causa das empresas aqui instaladas”, disse Glauco Freitas.

Geração de empregos

A nova fábrica da Hitachi vai gerar quase 2,2 mil empregos (sendo 450 diretos e 1.800 indiretos). Este é um dos maiores investimentos industriais dos últimos anos.

O perfil inclui engenharias, técnicos de processos, soldadores qualificados, eletricistas, metrologistas, operadores de ponte rolante, logística e qualidade. A empresa deve firmar parcerias com escolas técnicas e universidades da região para formar mão de obra especializada e fomentar fornecedores locais de chapas magnéticas, óleos isolantes, componentes elétricos, pintura industrial e serviços de usinagem pesada.

O empreendimento terá 40 mil m² de área construída e concentrará a produção de transformadores de potência de grande porte.

Cronograma

Pelo plano industrial em elaboração, a produção começa em 2028. O cronograma considera o período de obras civis, instalação de linhas, comissionamento e certificações. Quase R$ 1 bilhão (US$ 160 milhões) serão aplicados na planta de Pindacerca de R$ 950 milhões — enquanto outros R$ 250 milhões serão destinados à atual fábrica em Guarulhos para modernização e aumento de capacidade.

O pacote se conecta ao anúncio feito em setembro do ano passado, quando a companhia divulgou R$ 1,2 bilhão para dois projetos no país: a expansão em Guarulhos e a nova unidade em Pindamonhangaba.

Por que agora

Os investimentos acompanham a aceleração da demanda por equipamentos de transmissão no Brasil e no mundo. A transição energética puxa novos projetos de linhões, reforços de subestações e integração de fontes renováveis. Além disso, há pressões adicionais vindas de data centers, hidrogênio de baixo carbono e futuras plantas de eólica offshore, todos intensivos em infraestrutura elétrica robusta. Com a fábrica em Pinda, a Hitachi Energy pretende aumentar conteúdo local e reduzir prazos de entrega para o mercado brasileiro e latino-americano.

Prazos e etapas até 2028

  • Anúncio oficial: 26 de agosto de 2025 (evento em Pinda, na Dutra km 95).

  • Projeto executivo e licenças complementares: 2025–2026.

  • Obras civis e montagem de equipamentos: 2026–2027.

  • Comissionamento, testes de rotina e de tipo: 2027–início de 2028.

  • Início da produção seriada: 2028.

A companhia trabalha com uma rampa de produção: primeiro os transformadores de potência em faixas intermediárias e, na sequência, os superdimensionados, à medida que os laboratórios de ensaio de alta tensão e as linhas de vácuo alcançarem regime pleno.

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Impacto para o Vale do Paraíba

Com vocação industrial consolidada, Pindamonhangaba reforça o mapa de bens de capital e infraestrutura elétrica do país. O projeto deve atrair fornecedores, impulsionar logística pesada, serviços especializados e formação técnica, irradiando efeitos para cidades vizinhas como Taubaté, Caçapava e São José dos Campos. A proximidade com o eixo Dutra–Tamoios também facilita a conexão com portos e outros polos industriais.

Guarulhos: modernização e sinergias

Em paralelo, os R$ 250 milhões previstos para Guarulhos vão modernizar linhas existentes e integrar sistemas de planejamento, ensaios e qualidade com a futura unidade de Pinda. O objetivo é equilibrar portfólios, reduzir gargalos e absorver picos de demanda sem comprometer prazos.

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