Vendaval deixa um morto em São Sebastião após naufrágio; 5 tripulantes são resgatados

O vendaval deixa um morto em São Sebastião após o naufrágio de uma embarcação de pesca na altura do bairro Cigarras, na Costa Norte, na tarde desta quarta-feira (29/7). cinco tripulantes foram resgatados, quatro sobreviveram e um homem de 50 anos morreu após receber atendimento do Samu. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Uma embarcação particular retirou os cinco pescadores da água e levou o grupo até o píer do bairro São Francisco. Equipes da Defesa Civil e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência receberam as vítimas no local.

Duas pessoas apresentavam quadro clínico estável, enquanto outras duas tinham sinais de hipotermia. O quinto tripulante, um homem de 50 anos, foi encontrado desacordado.

A equipe do Samu iniciou as manobras de reanimação e manteve o atendimento durante o transporte. O homem não resistiu e morreu antes da chegada ao hospital.

A Prefeitura não divulgou a identidade da vítima até a última atualização. Também não informou a origem da embarcação, o ponto exato da saída nem as circunstâncias técnicas que causaram o naufrágio.

Como aconteceu o naufrágio no bairro Cigarras?

A embarcação de pesca naufragou na altura do bairro Cigarras durante o período de rajadas intensas no Canal de São Sebastião. O município registrou vento de até 77 km/h nesta quarta-feira.

O canal fica entre São Sebastião e Ilhabela e concentra embarcações de pesca, turismo, lazer, apoio portuário e transporte. A mudança rápida do vento pode elevar as ondas, deslocar barcos e dificultar o retorno à costa.

Ainda não há informação oficial sobre falha mecânica, entrada de água, rompimento de amarra, excesso de carga ou outro fator associado ao acidente. A apuração sobre as causas deve considerar as condições da embarcação, a intensidade das rajadas e o estado do mar.

O Vale 360 News já havia publicado um alerta sobre rajadas acima de 70 km/h no Vale do Paraíba e no Litoral Norte. A previsão citou risco para árvores, coberturas, redes elétricas, rodovias e atividades marítimas.

Qual era o estado dos cinco tripulantes resgatados?

Quatro pescadores sobreviveram ao naufrágio. Duas vítimas estavam em condição estável após a retirada da água, enquanto outras duas apresentavam hipotermia.

A hipotermia ocorre após a queda da temperatura corporal para níveis inferiores ao adequado. O contato com água fria, vento e roupas molhadas acelera a perda de calor, mesmo em regiões de clima tropical.

Os sinais podem incluir tremores intensos, confusão, fala lenta, perda de coordenação, sonolência e redução do nível de consciência. A pessoa deve receber proteção contra o vento, retirada das roupas molhadas e atendimento médico.

O homem de 50 anos foi localizado desacordado. O Samu tentou reverter o quadro, mas a vítima morreu durante o deslocamento ao hospital.

Quem participou do atendimento em São Sebastião?

A Prefeitura mobilizou a Defesa Civil, a Guarda Civil Municipal, o Samu, o Departamento de Trânsito, a Secretaria de Serviços Públicos e a Polícia Ambiental.

As equipes permaneceram em diversos pontos da cidade para o isolamento de áreas de risco, o atendimento às vítimas, a retirada de árvores e a desobstrução das vias.

A Secretaria de Serviços Públicos também prestou apoio à EDP após interrupções no fornecimento de energia elétrica em bairros da Costa Norte, da região central e da Costa Sul.

A atuação conjunta permite que cada órgão concentre esforços em uma área. O Samu presta atendimento médico, a Defesa Civil avalia riscos, o Trânsito controla as vias e a Secretaria de Serviços Públicos retira árvores e estruturas.

O que aconteceu com a pessoa ferida na Rua da Praia?

Uma pessoa ficou ferida após ser atingida por uma sombrinha carregada pelo vento na Rua da Praia, no Centro Histórico.

A Unidade de Suporte Intermediário de Vida do Samu prestou os primeiros cuidados e levou a vítima até a Unidade de Pronto Atendimento. A pessoa não sofreu ferimentos graves.

A ocorrência mostra o risco dos objetos soltos durante rajadas intensas. Mesas, cadeiras, placas, vasos, telhas e estruturas leves podem se transformar em projéteis e atingir pedestres, veículos ou imóveis.

Moradores e comerciantes devem recolher ou fixar objetos expostos em quintais, varandas, calçadas e áreas comerciais antes da chegada de novos ventos.

Quais outros danos o vendaval causou em São Sebastião?

A Prefeitura registrou quedas de árvores, postes e estruturas de iluminação. Também houve destelhamentos, quebra de vidros, queda de alambrados e danos em diferentes pontos do município.

Na Avenida Dario Leite Carrijo, no bairro Enseada, as rajadas arrancaram chapas de zinco instaladas para proteger o alambrado do Campo do Guarani.

O vento também causou danos parciais na cobertura de uma tenda instalada na Rua da Praia. Na Escola Municipal Professora Iraydes Lobo Vianna do Rego, no Itatinga, uma telha de zinco se soltou.

A força das rajadas ainda afetou a rede elétrica. Servidores municipais deram suporte à concessionária para a recuperação do serviço nos bairros atingidos.

A cobertura do Instagram do Vale 360 News reúne imagens dos estragos causados pelo vento no Litoral Norte e no Vale do Paraíba.

Como o vendaval afetou o transporte no Litoral Norte?

A travessia de balsas entre São Sebastião e Ilhabela sofreu paralisação durante a tarde por causa das condições do vento no canal.

A interrupção afeta moradores, turistas, pacientes, trabalhadores e veículos de abastecimento. Mesmo após a retomada, o acúmulo de veículos pode causar filas nos dois lados da travessia.

Uma semana antes, o vento paralisou a balsa entre Ilhabela e São Sebastião por quase oito horas. O histórico reforça a necessidade de consulta ao estado do serviço antes da viagem.

Em Ubatuba, árvores também bloquearam a Rio-Santos nos km 24 e 49. A concessionária precisou interditar os dois sentidos e criar um desvio urbano em um dos trechos.

A matéria sobre as quedas de árvores que interditaram a Rio-Santos em Ubatuba detalha os impactos para quem circula entre as cidades do Litoral Norte.

Por que o vento forte representa risco para embarcações?

Rajadas intensas alteram a direção e a velocidade das embarcações em poucos segundos. Barcos menores sofrem maior influência do vento, principalmente com ondas laterais e pouca distância da costa.

O vento também pode romper cabos, amarras e poitas. Em Ilhabela, algumas embarcações ficaram à deriva e chegaram a praias e encostas após o rompimento dos pontos de fixação.

O responsável pela embarcação deve consultar a previsão, avaliar a capacidade do barco, verificar os equipamentos de segurança e garantir coletes para todos os ocupantes.

Atividades no mar devem ser suspensas diante de alertas para rajadas intensas. A tentativa de retorno após a piora repentina do tempo pode expor tripulantes a ondas maiores, baixa visibilidade e dificuldade de manobra.

Vídeos e novas informações sobre as ocorrências podem ser divulgados no canal do Vale 360 News no YouTube.

Como a população deve se proteger após o vendaval?

  • Evite áreas com árvores, postes, placas ou estruturas danificadas.
  • Não toque em fios caídos, mesmo sem faíscas visíveis.
  • Mantenha distância de telhados, alambrados e chapas soltas.
  • Recolha vasos, cadeiras, ferramentas e objetos de áreas externas.
  • Evite o mar durante alertas para vento forte e ondas elevadas.
  • Respeite bloqueios definidos pela Defesa Civil e pelo Trânsito.
  • Consulte as condições da balsa e das rodovias antes da viagem.
  • Acione a Defesa Civil pelo WhatsApp (12) 3893-1516.
  • Em situação de risco imediato, ligue para o Corpo de Bombeiros pelo 193.

A Defesa Civil recomenda atenção especial perto de árvores de grande porte, estruturas comprometidas e objetos que possam se soltar. A população também deve acompanhar os avisos oficiais antes de qualquer atividade ao ar livre ou no mar.

Matéria atualizada às 18h38 desta quarta-feira, 29 de julho de 2026. O balanço pode receber novas ocorrências e informações sobre as vítimas.

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Perguntas frequentes sobre o vendaval que deixou um morto em São Sebastião

Quantas pessoas estavam na embarcação que naufragou?

Cinco tripulantes estavam na embarcação de pesca. Todos foram retirados da água por uma embarcação particular.

Quantas pessoas morreram após o naufrágio?

Um homem de 50 anos morreu após receber atendimento do Samu. Outros quatro tripulantes sobreviveram.

Onde aconteceu o naufrágio em São Sebastião?

O naufrágio ocorreu na altura do bairro Cigarras, na Costa Norte de São Sebastião.

Qual foi a velocidade do vento em São Sebastião?

As rajadas chegaram a 77 km/h durante a tarde desta quarta-feira, 29 de julho.

Como acionar a Defesa Civil de São Sebastião?

A Defesa Civil recebe chamados pelo WhatsApp (12) 3893-1516. O Corpo de Bombeiros atende emergências pelo telefone 193.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.