Super carreta percorre 41 quilômetros e já está próxima de deixar a Via Dutra, no Vale do Paraíba. A carga com o transformador de 845 toneladas deixou Roseira, pelo Km 78, sentido Rio de Janeiro, às 09h07, desta quinta-feira (14/08), e demorou 3h43 para chegar ao km 46, em Canas, onde ficou estacionada estacionada até o começo da tarde. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Às 11h05, a super carreta parou no km 57 para desafogar o trânsito, que formava uma fila de mais de 15 quilômetros. A demora no trecho desta quinta-feira aconteceu pelo fato de a pista ser mais sinuosa, o que exige cautela e atenção do funcionários envolvidos na logística do transporte.
Às 11h20, a super carreta retomou viagem e seguiu até o km 52, quando parou novamente para a troca de um pneu. Trocado o pneu, se deslocou até o km 46, onde chegou às 12h50.
Por volta das 15h, a concessionária RioSP informou novo deslocamento até o km 36, em Cachoeira Paulista, onde o caminhão chegou às 16h10 e fica estacionado até segunda-feira.

Destino final e previsão
Trechos percorridos até o momento
- Guarulhos até Arujá, km 205;
- De Arujá até Guararema, km 179, onde ficou por cerca de duas semanas
- De Guararema até São José dos Campos, km 154.
- De São José dos Campos até Pindamonhangaba
- De Pindamonhangaba até Roseira
Logística e segurança
O transporte exige:
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59 eixos comerciais para suportar o peso da carga.
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Operação em baixa velocidade.
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Apoio de equipes técnicas, escoltas e órgãos de trânsito.
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Monitoramento constante para atravessar pontes, viadutos e curvas de maior complexidade.
A CCR RioSP e a Polícia Rodoviária Federal alertam motoristas sobre possíveis reduções de velocidade e recomendações específicas durante o deslocamento, já que o tráfego pode ser interrompido temporariamente para manobras do conjunto.
O que você precisa saber sobre o deslocamento da mega carreta pela Via Dutra, você lê no link abaixo.
Valor elevado de pedágio por conta dos 59 eixos
O transporte da mega carreta gera também um alto custo com pedágios. O valor total estimado para o trajeto entre Guarulhos (SP) e Itatiaia (RJ) é de aproximadamente R$ 2.784,80, considerando cinco praças da Dutra:
- Arujá (SP) – R$ 259,60
- Guararema (SP) – R$ 259,60
- Jacareí (SP) – R$ 466,10
- Moreira César (SP) – R$ 967,60
- Itatiaia (RJ) – R$ 831,90
Os valores são calculados com base na tarifa unitária multiplicada pelo número de eixos.
Equipamento fabricado pela Hitachi tem destino internacional
O transformador está sendo transportado pela empresa Hitachi e será embarcado no Porto de Itaguaí (RJ) com destino ao Oriente Médio. Informações detalhadas sobre o projeto e o cliente final são mantidas sob sigilo por razões logísticas e comerciais.
Impacto para motoristas
Durante os deslocamentos, a carreta causa lentidão e congestionamentos nas regiões por onde passa. Na última movimentação, entre Arujá e Guararema, mais de 50 profissionais participaram da operação.
Funcionamento das linhas de eixo
O que são linhas de eixo no transporte de cargas especiais?
As linhas de eixo (ou “eixos modulares”) são estruturas móveis utilizadas para distribuir o peso de cargas extremamente pesadas — como transformadores, turbinas, reatores ou outras estruturas industriais — durante o transporte rodoviário.
Como são formadas
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Cada linha de eixo possui geralmente 4 rodas.
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Várias linhas são acopladas entre si, lado a lado e em sequência, criando um módulo articulado, semelhante a um “trem sobre rodas”.
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Elas se movem independentemente para absorver as imperfeições do solo, o que evita danos tanto à carga quanto à rodovia.

Super carreta
O transporte da mega carga, com o transformador de 845 toneladas, tem duas linhas de eixo com 22 eixos. A primeira é controlada pelos caminhões à frente. A segunda tem direção própria, mas que deve seguir o comboio inicial.
As linhas de eixo são operadas pelos operadores de linha de eixo, profissionais altamente capacitados para o serviço. As linhas possuem sistema hidráulico para subir até um metro de altura a carga transportada e abaixar até o chão a mesma estrutura.
Os operadores de linha de eixo ficam o tempo todo no controle das ações para evitar acidentes ou intercorrências. Por exemplo, quando a carga for passar por Taubaté, no Viaduto que fica nas proximidades do Altos de São Pedro, a carga precisará manejada até quase o chão para poder passar por baixo.


Funções e importância das linhas de eixo
1. Distribuição do peso
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A principal função das linhas de eixo é distribuir o peso da carga por uma área maior.
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Isso reduz a pressão sobre o asfalto, evita rachaduras nas vias e permite o transporte de cargas que ultrapassam centenas de toneladas.
Exemplo: Uma carreta com 59 linhas de eixo e 4 rodas por linha tem 236 rodas em contato com o solo.
2. Adequação às normas de tráfego
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As leis brasileiras e da ANTT limitam a carga por eixo a cerca de 10 toneladas para veículos comuns.
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No transporte de cargas superpesadas, usa-se autorização especial (AET) e o número de eixos é calculado para manter a pressão por eixo dentro dos limites tolerados.
3. Facilidade de manobra
Os eixos são direcionáveis: giram de forma sincronizada com a frente da carreta, permitindo fazer curvas mesmo com 50, 60 ou mais metros de comprimento.

Quanto mais pesada a carga, mais eixos são necessários
Veja a relação de forma simples:
| Peso da Carga | Nº Aproximado de Linhas de Eixo |
|---|---|
| 80 toneladas | 12 a 16 linhas de eixo |
| 200 toneladas | 30 a 36 linhas de eixo |
| 800 toneladas | 50 a 70 linhas de eixo |
Cada projeto é calculado por engenheiros especializados em transporte pesado, considerando a rodovia, pontes, curvas e aclives.
Curiosidade: “Carreta Modular”
O nome técnico desses veículos é carreta modular hidráulica. Os módulos podem ser:
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Autopropelidos (com motor próprio e controle remoto)
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Rebocados por cavalos mecânicos com tração especial
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