A DIG de Jacareí prendeu nesta terça-feira (15/09) um homem de 27 anos suspeito de participação na morte de Alexandre Messias do Nascimento Barcelos, assassinado a tiros no Jardim do Vale em 15 de agosto. A Equipe de Homicídios também apreendeu uma pistola calibre .380, munições e porções de drogas durante o cumprimento de mandados. Um segundo investigado não foi localizado e segue procurado. A arma apreendida passará por confronto balístico para verificar eventual relação com o crime. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A prisão representa um novo avanço na investigação iniciada há exatamente um mês. Alexandre foi atacado quando estava próximo a um estacionamento particular no Jardim do Vale. Dois homens chegaram em uma motocicleta de pequena cilindrada e efetuaram vários disparos.
O Vale 360 News acompanhou o homicídio de Alexandre desde as primeiras horas da investigação. Na ocasião, a perícia recolheu cápsulas dos calibres 9 mm, .380 e .38 no local do crime. A existência de vestígios de diferentes calibres indicava a possibilidade do uso de mais de uma arma.
Como a DIG chegou aos suspeitos da morte de Alexandre em Jacareí?
A Equipe de Homicídios da Delegacia de Investigações Gerais avançou na identificação dos suspeitos após as diligências feitas desde o assassinato. De acordo com a Polícia Civil, a investigação apontou dois homens ligados à região conhecida como “predinhos” do Campo Grande como suspeitos de participação no homicídio.
Com os elementos reunidos durante a apuração, a Polícia Civil obteve mandados de busca e iniciou a operação nesta terça-feira. Em um dos endereços, os policiais localizaram o investigado de 27 anos. O segundo suspeito não estava na residência procurada pelos investigadores.
O que a polícia apreendeu com o suspeito?
Durante o cumprimento do mandado, os investigadores encontraram uma pistola calibre .380, diversas munições e porções de drogas, conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil.
A apreensão da arma terá importância para a próxima etapa da investigação.
O calibre .380 está entre os calibres encontrados pela perícia na cena do assassinato de Alexandre. Isso, por si só, não comprova que a pistola apreendida nesta terça-feira foi usada no homicídio.
A resposta depende do trabalho pericial.
Como a perícia saberá se a pistola foi usada no homicídio?
A Polícia Civil encaminhará a pistola para exame e confronto balístico. Esse procedimento compara características produzidas pela arma em projéteis e estojos com os vestígios recolhidos na investigação.
O resultado poderá indicar se existe correspondência entre a pistola apreendida e algum material relacionado ao assassinato. Até a conclusão do exame, não é possível atribuir à arma apreendida nesta terça-feira participação nos disparos que mataram Alexandre.
Essa cautela ganha importância neste caso porque a perícia inicial encontrou cápsulas de três calibres na cena: 9 mm, .380 e .38.
Como Alexandre Barcelos foi morto no Jardim do Vale?
Alexandre Messias do Nascimento Barcelos foi morto no dia 15 de agosto de 2026. Ele estava próximo a um estacionamento particular no Jardim do Vale quando dois homens chegaram em uma motocicleta de pequena cilindrada.
Os autores efetuaram mais de 15 disparos. A informação mais recente da Polícia Civil cita cerca de 18 tiros. A perícia encontrou cápsulas de diferentes calibres espalhadas pela cena.
Imagens de uma câmera de monitoramento também entraram na investigação. O vídeo mostrava uma motocicleta com os suspeitos, mas a baixa resolução não permitia, naquela fase inicial, obter características suficientes para uma identificação segura.
Não havia testemunhas presenciais localizadas pelos investigadores no primeiro atendimento.
A vítima já havia sofrido outro ataque antes do homicídio?
Sim. Esse ponto apareceu na apuração inicial do crime. Alexandre havia sido baleado cerca de dois meses antes do assassinato de agosto. Na primeira reportagem sobre o caso, familiares relataram à polícia informações sobre aquele episódio anterior e citaram um adolescente que já havia aparecido na investigação.
Naquele momento, a própria reportagem ressaltou que o nome constava do boletim, mas não havia indiciamento que permitisse atribuir a ele participação no homicídio.
A investigação atual da DIG aponta dois suspeitos. A Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer a participação individual de cada investigado, a dinâmica completa e a motivação do assassinato.
O segundo suspeito do homicídio foi preso?
Não. O segundo homem procurado pela Equipe de Homicídios não foi encontrado no endereço alvo do mandado desta terça-feira. A DIG mantém diligências para localizá-lo.
A Polícia Civil não informou, no material divulgado até esta atualização, se existe mandado de prisão contra esse segundo investigado ou somente ordem judicial de busca no endereço.
Por esse motivo, a reportagem não o classifica como foragido.
O homem preso já é considerado autor do homicídio?
A Polícia Civil trata o homem de 27 anos como investigado por participação na morte de Alexandre. A prisão e a apreensão da pistola não encerram a investigação nem representam condenação pelo homicídio.
O confronto balístico será uma das medidas capazes de acrescentar elementos técnicos à apuração. Os investigadores também precisam estabelecer qual teria sido a atuação de cada suspeito no ataque, além de esclarecer a motivação do crime.
O homem detido foi apresentado à autoridade policial e permanece à disposição da Justiça.
Qual é o trabalho da DIG nos homicídios de Jacareí?
A Equipe de Homicídios da DIG atua na apuração de assassinatos e em diligências destinadas à identificação e localização de suspeitos.
Em agosto, outra investigação da unidade levou à apreensão de um adolescente investigado pela morte de Állefy Domingues Maciel de Oliveira. Naquela operação, policiais também localizaram peças de roupa que, de acordo com a investigação, tinham relação com o crime.
A DIG também participou das diligências de outro caso registrado em agosto, quando a polícia localizou em Minas Gerais o investigado por um homicídio e uma tentativa de feminicídio em Jacareí.
No caso de Alexandre, o trabalho continua com a busca pelo segundo suspeito e com a análise da pistola .380 apreendida nesta terça-feira.

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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.


