Vídeo mostra momento do acidente que matou motociclista em Caçapava. O acidente na noite do domingo (05/10) matou o motociclista, Jean Carlo Barbosa Máximo, de 31 anos. Irmãos seguem presos preventivamente. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAP
No vídeo é possível ver que o carro, um Tiggo, em alta velocidade atinge o motociclista na Marginal da Via Dutra, e no choque acontece a explosão. O motociclista morreu carbonizado. O carro era conduzido por Jorge Expedito Petrovitch Luiz, de 26 anos, que não tem habilitação para dirigir. Ele aparece cambaleando no vídeo.
O Tiggo chega a romper a cerca no local e para pouco mais a frente do local do acidente. O motorista desembarca e é resgatado pelo irmão, Bruno Petrovitch Luiz, de 29 anos. Na sequência, sem prestar socorro, eles fogem do local. Eles foram abordados e presos pela GCM (Guarda Civil Municipal) em São José dos Campos.
Dinâmica e hipóteses
Testemunhas relataram que o Tiggo 7 e um Jetta GLI trafegavam em altíssima velocidade, lado a lado e até pela contramão, sugerindo uma disputa de corrida (“racha”). Minutos depois, houve o impacto: a motocicleta caiu, incendiou e o Tiggo 7 saiu da pista, invadindo uma propriedade às margens da rodovia e também pegou fogo. Vídeo obtido pela Polícia confirma a velocidade extremamente alta do Tiggo 7, compatível com os danos e a distância percorrida até colidir contra uma estrutura de concreto.
Apreensões e perícia
A Perícia do IC (Instituto de Criminalística) esteve no local com o delegado de sobreaviso. A moto da vítima foi periciada e posteriormente entregue à esposa. O Tiggo 7 e o Jetta foram apreendidos e removidos a pátio credenciado em São José dos Campos, à disposição da investigação.
Identificados e versão da defesa
Os dois irmãos foram identificados como condutor do Tiggo 7 e condutor do Jetta, respectivamente. Em depoimento, negaram o racha e afirmaram que a motocicleta estaria sem farol, dizendo ainda que tentaram socorrer a vítima, mas teriam sido ameaçados por populares, motivo pelo qual deixaram o local. Ambos recusaram o teste do etilômetro no momento da abordagem, segundo os autos.
Elementos colhidos pelos agentes
De acordo com a GCM de SJC, os dois apresentavam sinais de embriaguez (fala arrastada, odor etílico e instabilidade). Um dos irmãos, de 26 anos, não possui CNH, conforme consulta anexada ao Boletim de Ocorrência. O vídeo e os depoimentos sustentam a hipótese de corrida e dolo eventual.
Enquadramentos legais
A Autoridade Policial enquadrou os investigados, em tese, nos crimes de:
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Homicídio doloso qualificado pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima (art. 121, §2º, IV, CP);
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Embriaguez ao volante (art. 306, CTB);
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Participar de corrida não autorizada em via pública (art. 308, CTB);
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Dirigir sem habilitação (art. 309, CTB, no caso de Jorge).
Diante da gravidade, a Justiça determinou a prisão preventiva dos acusados.
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